<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244</id><updated>2012-01-29T06:02:33.007-08:00</updated><category term='uem'/><category term='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TNWGESGv4HI/AAAAAAAACbo/4TxR81B0lc8/s400/DSC_0282.JPG'/><category term='ue'/><title type='text'>Narrativa inscrita em luz.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>275</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-7897122361452338340</id><published>2012-01-08T11:20:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T11:34:30.052-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Já começou...? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Burbúrios por todos os lados. Um silêncio ensurdecedor nas minhas entranhas 'entravadas'. O vento bate nas folhas, nas águas paradas e nestas franjas que andam amarrotadas. O silêncio desenha no café. Das frases sei que restam: 'que nas histórias de amor, não há apenas o amor'. Há, também, estes silêncios burburantes de tardes com aroma de café. Tem vento de lenta poesia que inebria e engana as franjas. Tem águas de rios parados que nas nuvens andam...andam no sentido de andar...tem, por fim, menina inquieta que brinca de ser gente grande...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-3_TvSwWr0OU/TwnvmZbv5aI/AAAAAAAAC0U/ysR9mqqgLLw/s400/_MG_7751.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695346646728041890" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2012 já começou e esta inquietante visceralidade de viver nem me deixou sentir que cá ainda estamos! Um lindo ano para todos!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-7897122361452338340?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/7897122361452338340/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=7897122361452338340' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7897122361452338340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7897122361452338340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2012/01/ja-comecou.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3_TvSwWr0OU/TwnvmZbv5aI/AAAAAAAAC0U/ysR9mqqgLLw/s72-c/_MG_7751.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1052977359654533146</id><published>2011-12-23T17:27:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T18:05:48.020-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A prática do desprendimento e do desapego. Relatos de viagem. Ares de Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desprendimento e desapego são palavras que vêm rondando minha cabeça nestes últimos dias. Penso em amor com desprendimento e amor com desapego: como se ele fosse um botão acionado em nosso corpo/alma e assim estaríamos aptos a viver com desprendimento e desapegados. de tudo e todos. Duas palavras fáceis e bonitas em teses, em teorias, muitas vezes até nos diálogos práticos. Mas convenhamos sem falsas filosofias: desprendimento e desapego são exercícios diários de um alterego desassossegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi comprar minha passagem ao Rio de Janeiro esta semana. Tive sorte (como sempre) consegui há menos de 2 dias de viagem ainda um preço bem especial de ida e volta. Decidi que iria pedalar dois dias no Rio. Num ato de total desprendimento e desapego, afinal, ando apegada demais a uma rotina sufocante e prendida demais aos fantasmas do 'estar no mesmo lugar' por muito tempo. Hora de estrada. De cheiro de aeroporto. De ser/estar erodar sem grandes preocupações. Na mala, desta vez, quase nada. A menor mala que já tive...diria que nem as expectativas são tão maiores. Sabe quando apenas dá vontade de ir durmir fora e longe de casa? Sim, é isso. Viajar sozinha às vezes é tudo que se precisa  e internalizar os desassossegos da vida. E como todos já sabem, por aqui (em mim) eles não são poucos. O bom de viajar sozinha e sem intenção de fazer grandes amizades é o poder do desprendimento e desapego ao anonimato. E não digo do meu anonimato, que por sinal estou longe de sofrer com a falta dele. Mas, o anonimato das pessoas com quem converso. O tio que juntava o lixo da praia no final do dia e me desejou um ótimo natal. O salva-vida lindooo do posto 1. A senhora do aeroporto que há 4o anos andavam em bondinhos, não em peruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este anonimato me dá apenas a margem e liberdade de me apropriar de suas breves histórias e entender em suas rugas pequenas biografias. No Rio está tão quente como o sul, no Rio algo está a latejar...Pulsamentos divagantes de quem quer apenas caminhar, pedalar, caminhar, sem muito conversar, sem muito ter que refletir sobre as coisas...Mundo...dá pra me deixar em silêncio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, vocês não fazem ideia de qual é o maior desprendimento desta viagem...Até as oito horas da manhã de hoje, não tinha certeza se conseguiria viajar com minha canon 7d. Já estava conformada e consegui emprestado uma Sony Cyber-shot. No fim, acabei conseguindo trazer a minha câmera e também a do Cris, mas não é que decidi me desapegar do peso da minha câmera e me adentrar no mundo 'cybershotiano'. Decisão difícil, pois, confesso não sei fotografar com estas câmeras que não são DSRL'. Sorte minha, claro, desde cedo ter tido a oportunidade de ter uma clássica Zenit com uma belíssima 50mm, coisa para poucos. Mas, fotografar com uma câmera digital 'comum' é o exercício de um outro tipo de olhar, que não depende só de limitações técnicas, mas sim, de um novo olhar, de uma nova forma de enquadrar, de dar cor, forma, constraste ao que praticamente não se tem como controlar...Odeio este modo automático da vida....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bueno, ao final do dia com as fotos que fiz, sem o peso da minha 7d cheguei a conlusão que de fato o olhar é que faz fotos (divagação filosófica para quando voltar). Por enquanto, quero ordenhar nuvens, ludibriar areia....E como gosto de ver a sombra da água do mar se dissipando na areia. è uma bela foto para se imaginar....sem ter que se clicar....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O mar vem...bate na areia...deixa sua gosma...aos poucos se desfaz como poeira...eira, eira...estou na mar, bem na sua beira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um verso para finalizar a noite, hora de sair para a rua atrás do samba que anda a batucar nos meus ouvidos...Sozinha. Problemas com isso? Dois: 'os homens continuam a questionar como podem mulheres viajar sozinhas (interpelação de dois taxistas no dia) e eu continua sendo confundida no meu próprio país como turista americana, irlandesa e até francesa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Good, Good Night...ao ouvir uma americana aqui do meu lado falando com sua família via skipe. Como adoro um hostel...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1052977359654533146?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1052977359654533146/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1052977359654533146' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1052977359654533146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1052977359654533146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/12/pratica-do-desprendimento-e-do-desapego.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-8655904994375842488</id><published>2011-12-17T20:03:00.000-08:00</published><updated>2011-12-17T21:02:32.604-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Capítulo 10 de uma longa história madrugosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou com &lt;a href="http://homerock.blogspot.com/2008/05/o-incio-de-uma-histria.html"&gt;Homero Pivotto&lt;/a&gt; - Capítulo 1.&lt;br /&gt;O capítulo 2 fico com &lt;a href="http://gostosaedivertida.blogspot.com/2008/06/continuao-da-histria.html"&gt;Alexandra Zanela&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O capítulo 3 seguiu com o &lt;a href="http://santaporto.blogspot.com/2008/07/histria-parte-3.html"&gt;Tigre&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O capítulo 4 ficou por conta do &lt;a href="http://pomadaeletrica.blogspot.com/2008/07/4-parte.html"&gt;Chagas &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No capítulo 5 &lt;a href="http://fanisilveira.wordpress.com/2008/08/22/a-5%C2%AA-parte/"&gt;Fani &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No capítulo 6 foi a vez do &lt;a href="http://gringsmemorabilia.blogspot.com/2008/08/o-vo-do-rouxinol-parte-7.html"&gt;Márcio Grings&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No capítulo 7 &lt;a href="http://pyleque.blogspot.com/2008/09/busca-pelo-rouxinol-continua.html"&gt;Tati Py&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O capítulo 8 &lt;a href="http://omundodeferdinanda.blogspot.com/2009/03/rufem-os-tambores.html"&gt;Fernanda Meneghel&lt;/a&gt; conta mais...&lt;br /&gt;No cápítulo 9 &lt;a href="http://cemmeiaspalavras.blogspot.com/2009/05/o-anao-e-o-lorao-mais-um-capitulo-da.html"&gt;Ana Bittencourt &lt;/a&gt;me convoca....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu depois de dois anos com o peso na consciência por ter quebrado esta corrente, retomo no cápítulo 10 a história daquela longa noite de Ferreira por entre ruas, segredos e que bela história. daquelas que só se vive sob efeitos piscóticos, ou então quando se junta este povo bem louco, que um dia estiveram juntos em muitas noites, hoje, todos por aí conseguem ainda se reencontrar nessas histórias. SEguimos a saga, então! E passo a bola para Carolina Carvalho continuar....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Capítulo 10 - Parado na porta...um lapso de memória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que longa noite aquela. Fria. Ferreira só queria beber mais um pouco de vinho sossegado. E a essas alturas parado na porta de Rouxinol, não consegue entender exatamente quando foi o ponto de virada da sua história. Nessas alturas a madrugada estava com teor mais doentio do que os próprios filmes de Almodóvar e isso que ele nem tinha conseguido assistir ainda ‘A pele que Habito’. No fundo, acho que ele preferia mesmo que seu filme ‘madrugoso’ tivesse sido menos dramático e beirasse as antigas comédias de Wood Allen. Pensou que tudo isso poderia ser apenas o efeito da erva nos seus pulmões, depois de fumar aquela ponta no início da noite.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, porra! Ele fumava maconha a mais de vinte anos e não poderia ser ela responsável por todas as visões que teve esta noite. Visões? Melhor se assim o fossem, agora mais do que nunca, no alto da escada do cortiço, ele sabia que tudo que viu não tinha nada de ilusório. Nem mesmo a cena hilária de um anão vestido de cowboy montado num pônei (a cena era ainda mais hilária quando o anão, pelado, dormia com a puta de vestido branco). Plácido Fortes estava certo quando, tantas vezes, o advertiu sobre aqueles obscuros segredos das noites pelas redondezas do Bairro. E, também, convenhamos Ferreira estava longe de conseguir criar imaginações tão férteis como as situações que acabara de vivenciar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E agora para completar estava com esta obsessão na vingança à Dolores. Ferreira de costas ao pé da porta de Rouxinol, pensa que é uma única escolha e ele encerra a sua participação neste 'filme'. Poderia escolher descer aquelas escadas - num momento único de lucidez -, sumiria pela penumbra da madrugada e esqueceria que tudo isso aconteceu. Mas e a foto que arrancou das mãos de Plácido na hora de sua morte? E a promessa silenciosa que fez ao velho no banheiro do bar? Tudo estava ali atormentando seu resto de madrugada, até mesmo os resquícios de miolo  do velho em sua roupa. Ele não poderia ignorar o desenrolar da noite, se era destino ainda não poderia entender, o fato é que Dolores não poderia ter entrado naquele quarto, e ele era responsável por tirá-lo dali.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É... mais uma vez se confirmava a frase que insistia em voltar na sua memória ‘nunca diga dessa água não beberei’, mas convenhamos já tinha bebido demais daquela água por esta noite. Mas quando água bate na bunda tem que aprender a nadar, não é mesmo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ferreira tinha visto toda a cena: o anão por mais escroto que poderia ser - e não ter seu órgão sexual nada avantajado-, parecia usar outros instrumentos como ninguém. A ponto de Ferreira ver Rouxinol aos poucos se entregando sem resistência num coito invejável para qualquer mulher. Maldito anão – esbravejou em silêncio. Virou as costas para a cena do casal dormindo e (depois de um grande lapso de memória...) avista o pônei que inquieto permanece ao pé da escada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; Estranha cena aquela: o pônei parecia mais nervoso que o próprio dono em busca da puta na noite. Ah, se este pônei falasse. Ferreira de imediato se deu conta que não tinha muito o que fazer, se invadisse o quarto, corria o risco de levar um tiro nos miolos, pois o anão segurava na mão (mesmo dormindo) um revólver. E morrer ainda é cedo para esta história – pensou. Olhou para o pônei, o pônei o olhou. Não rolou sentimentos, mas com certeza a dupla convicção de que eles não tinham parado ali por mero acaso. Será que Ferreira tinha descoberto o ponto fraco do anão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Um parêntese na história – já com parêntenses) Desde que o irmão mais velho decidiu criar pôneis, Dolores sentiu um alento na alma. Não só por que os animais condiziam com seu tamanho, ou por que seriam a porta de entrada para uma reviravolta financeira na suas vidas.&lt;br /&gt;Mas pelo simples fato de que Dolores nunca teve um ‘bichinho de estimação’. Por toda rejeição que sofreu na vida, nunca acreditou conseguir se apegar a qualquer outra espécie viva. Mas aquele pônei tinha algo de incomum. Talvez tenha sido amor/tesão à primeira vista. E para quem nunca tinha conseguido se dar muito bem com mulheres, um pônei seria uma grande – aliás, pequena e condizente – opção. E sem falar que pônei não fala, não finge orgasmo e não precisa pagar R$ 100 reais por programa. (fecha parênteses)...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ferreira tinha intuído que o pônei seria o caminho de sua vingança e mote para conseguir tirar Dolores do quarto de Rouxinol antes que o estrago da noite fosse maior...Cinco e meia da manhã ele desce as escadas, se aproxima do pônei que arredio dá um passo para traz, afinal ele não estava vestido de cowboy como o dono do bicho. Montar seria impossível, tudo bem que ele não era o homem mais alto e forte do mundo, mas não se arriscaria há uma ponalgada (se em cavalo temos uma cavalgada, em pônei temos ponalgada?) Pegou pela rédea do bicho e saiu pelo caminho apertado e contrário que entrou no velho cortiço. Pelas suas costas ao longe ainda restavam resquícios de fumaça do acidente; a porta entreaberta do quarto de Rouxinol – a bela do vestido branco. Para onde ele iria com aquele pônei? Boa pergunta! Esperava até a próxima esquina, entender qual era mesmo o seu grande plano, a única coisa que tinha certeza era de que o pônei era o caminho e ainda lhe restavam R$ 5 amassados no bolso....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-8655904994375842488?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/8655904994375842488/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=8655904994375842488' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8655904994375842488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8655904994375842488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/12/capitulo-10-de-uma-longa-historia.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-7028281137847077238</id><published>2011-11-28T19:50:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T20:35:58.727-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Perdoa-me pelas contradições...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a escola era de madeira. Sala única: de primeira a quarta série. Fui-me indo pela estrada de chão, a arrastar os chinelos novos que ganhei da minha mãe...(as árvores da estrada, cheiravam a estas que rodeiam minha janela). Emburrada...sabia que queria ir à escola, mas prefiria, também, ficar por casa, nos arredores com meus primos. Éramos em oito primos do tamanho da turma da nova escola. No começo da tarde - horário das aulas dos menores - prof. Margarete dividia a atenção com todos da classe. Dom que sempre admirei, a ponto de querer ser profe também (vastos sonhos ideológicos das crianças - continuam a ser). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;foi no primeiro dia que ela me olhou, no segundo também, talvez no terceiro, não tenho muita certeza do que lhe disse, lembro-me, apenas: chorei. Chorar nunca foi meu problema, aliás, em um pequeno tempo da minha vida foi a possível 'EXPLICAÇÃO' da minha timidez. É, parece irônico mas sou tímida a ponto de regogitar-me toda ao olhar pela fresta da janela. Aos desajustados golpes da vida (nem tão violentos quanto faço parecer)  longe da estrada de chão do interior em que vivia: a vida aqui fora é menos calada e exige mais da gente. Exige menos lágrimas e refúgios em livros e mais destreza para olhar para fora da janela com o rosto solto ao vento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mas, eu ainda prefiro ao silêncio das mãos úmidas e nervosas no começo da tarde. Chorar, como de antes com a professora já não deveria ser mais explicação para nada. Mas, perdoa-me aos sensatos do mundo do asfalto: eu não sei falar, escrevo entre linhas e nas linhas...de resto, na maioria das vezes, fica preso na garganta e então como que emergindo de um submerso de sonhos, elas: as lágrimas flutuam no meu intemperado desenho da face. E o desejo abrupto, intempestivo e sim, por vezes irresponsável, de deixar-me sexo a umidecer-me de querer-te mundo às voltas de estradas sinuosas e calejadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;hoje, pedi perdão...Não sei se deveria, se completa caminhos abandonados em outros tempos. Pedi perdão por ser como sou, e sou assim, como diria Manoel de Barros '(...) o que não sei fazer desconto nas palavras'...e desconto, por isso escrevo miúdo, grande, evasivo, encarnado, por que sou como sou, e preciso escrever...chorar...falar pouco...para ser...os silêncios dos sulcos de minhas mãos/ das tuas mãos explicam-se em versos, em nada mais, por que o nada mais é olhar pela fresta da janela (sem exagero) deixar o olhar invadir-se pela luz devagar, de repente...e ponto, fechar-se nos dessassossegos que adentram madrugadas e suas doces loucuras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;nesse palavreado todo encontro-me com o livro de Cyro Martins (os de cabeceira, que aliás, ainda não devolvi a um velho amigo - perdoa-me também, às voltas de Santa Maria nos próximos dias...) 'O Princípe da Vila', que beira um romance, mas se traduz num causo da inércia e da loucura. Por que há uma obsessiva linha limítrife entre a inércia existencial/a dos sentimentos e a passível loucura de princípe que constrói mais pela fantasia do que pelos fatos da vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalizo, ainda em Manuel de Barros: 'Ai frases de pensar! Pensar é uma pedreira. Estou sendo. Me acho em petição de lata. Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos, retratos. Outras de palavras. Poetas e tontos se compõem com palavras'&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 242px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680270208943732210" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/--CE88aGPmOc/TtRfqOBTNfI/AAAAAAAAC0I/ja6oLKW4aLQ/s400/domingomais12.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Obs:  'Retrato Quase Apagado em que se Pode Ver Perfeitamente Nada' - Manoel de Barros (QUERIA TANTO PRODUZIR UMA SIMPLES FOTOS QUE TRADUZA ISSO...(uma breve obsessão))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;'O Princípe da Vila' - Cyro Martins (meu primeiro roteiro de ficção adaptado - trabalhando arduamente... madrugada à dentro - entre as novidades de 2012)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02:25 da madrugada insone...Roteirizar é preciso, viver nem tanto assim!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-7028281137847077238?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/7028281137847077238/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=7028281137847077238' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7028281137847077238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7028281137847077238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/11/perdoa-me-pelas-contradicoes.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--CE88aGPmOc/TtRfqOBTNfI/AAAAAAAAC0I/ja6oLKW4aLQ/s72-c/domingomais12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-2804047301009359551</id><published>2011-11-15T18:06:00.000-08:00</published><updated>2011-11-15T19:14:48.928-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Dos cheiros da praça...Será que é possível sumir de vidas??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-glyiSziimfo/TsMa95V4mOI/AAAAAAAACz8/BgcV_1wOZuM/s1600/floreds.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 267px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675409606083909858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-glyiSziimfo/TsMa95V4mOI/AAAAAAAACz8/BgcV_1wOZuM/s400/floreds.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que todos gostam de contar histórias, ou então, de contar-se em histórias. Eu não só gosto de contar e de escrever como de me encontrar com boas histórias. E esse é o grande privilégio de trabalhar com comunicação, independente da forma como se escolheu ouvir e contar tantas histórias. Nunca soube ao certo por que escolhi estudar jornalismo, provavelmente seja pelo único fato de que o meu grande sonho sempre foi contar história. Pouco fiz no jornalismo, mas vivo a me encontrar com as histórias e seus personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E desde cedo, como sempre afirmo, foram as histórias de Érico Veríssimo que me educaram, que me ajudaram a sonhar a sentir o vento no rosto ao imaginar um balanço no fundo do pátio de Clarissa, ou a desbravar o mundo com o Capitão Rodrigo. Sonhei, sonho e continuarei sonhando em contar histórias, seja pela foto, pelo documentário, pela televisão, pelo texto, ou então, pelo simples ato de ouvir uma história e recontá-la. A literatura, o ato de contar, de narrar, nos leva a isso....a sonhar...tão simples, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E estar na praça no meio das gentes não pode ser lugar mais propício para se ouvir e encontrar-se com boas e interessantes histórias, ou ao menos pessoas que vão passar a fazer parte da nossa (minha) história. E a 57° Feira do livro de Porto Alegre de alguma forma já mudou minha história. Foi ali pelas vielas da 'bibliodiversidade' que me reencontrei com gentes, que conheci outras gentes, que palavreei sem nexo, que dei sentido ao meu trabalho e às minhas vontades...Estes últimos 15 dias foram mais que iluminados, foi a contaminação da minha vida pelo olhar de histórias, de outras histórias e vontade de contar muitas histórias e por que não as estórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi por ali que conheci hoje um senhor que construiu um 'lançador de flechas', pena que ele nasceu só alguns séculos atrasado, mas ele precisava contar sua história, que começa ainda na infância quando sonhava em atirar flechas. Foi ali também, que estes dias conheci um senhorzinho que contou-me a história de um menino, ele queria fazer um filme lá pelas bandas da serra. Não duvidei da bela história...E Foi por entre estes dias mais distantes que conversei com outro senhor. Este queria me contar a história de uma pequena vila no interior do estado, por sorte eu já o conhecia o lugar: Minas do Camaquã. E convenhamos tem muita sorte quem conhece e sente a energia deste lugar...Eu por entre minhas histórias, lhes conto que numa noite de festa em Minas do Camaquã já fui até abdusida. E quem pode me tirar o direito de palavrear e assim exercitar a licença poética e ficcionar sobre o mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi por um final de tarde na feira do livro nesta praça que conheci um tal 'sumidor de mundos e de vidas'. Era jovem e escritor..vinha de longe e pelo jeito gostava não só de contar estórias, mas de sonhar...me enamorei pelas entre linhas do seu discurso nada histórico e me pus a criar. Mas, a feira do livro em meio a sua gentes, seus cheiros, seus gostos de flores amarelas que caem, também é lugar de lembranças...Eu já tinha peregrinado por vielas em outros tempos, há uns sete ano atrás, quando vim pela primeira vez a Porto Alegre fazer um estágio como fotógrafa. Bons tempos aqueles, lembro-me da minha primeira pauta no jornal especial da feira, foi com uma das prostitutas que trabalha na praça quando ela não está assim tãooo habitada. Passeamos com ela  e com sua história: a história de quem pouco viu livro na sua vida, mas que do trabalho na praça em tempos sem feira, consegue levar livros para seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi nessa mesma lembrança que vejo o jovem introspectivo que conheci na época, o portador de um olhar para lá de misterioso. Nos reencontramos somente anos depois quando ele me manda um e-mail ainda mais estranho palavreando segredos...por certo mais uma linda história para contar...E assim é estar na praça: com os livros, com as gentes, com os cheiros, com os tons de final de tarde...com o cheiro de pipoca doce e com a chance de encontrar-se com novas, velhas, repetidas e fugitivas histórias...Esta feira já me deixa saudade de suas flores amarelas, me deixa saudade também do que eu ainda nem vivi...'a história de um sumidor de mundos e de vidas'. Mas será que é possível alguém sumir de nossas vidas, quando já faz parte de uma pequeno palavreado de sua vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;EStou certa de que não...Bom, hora, oras...Hora de voltar ao mundo 'i-rreal' da fantástica 'realidade' dos meus dias....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;Já sinto saudade de ti flores amarelas caindo sob a luz do sol no final de tarde de Porto Alegre....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-2804047301009359551?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/2804047301009359551/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=2804047301009359551' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2804047301009359551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2804047301009359551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/11/dos-cheiros-da-praca.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-glyiSziimfo/TsMa95V4mOI/AAAAAAAACz8/BgcV_1wOZuM/s72-c/floreds.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-7632664852011468064</id><published>2011-11-14T03:28:00.001-08:00</published><updated>2011-11-14T04:04:39.948-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Prefácio de um final de semana...de um início de semana!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-4ePjn8pn5AY/TsEAATPFQ8I/AAAAAAAACzw/A4SRoPrN_U0/s1600/flores_de_nuca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 320px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674817010627068866" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-4ePjn8pn5AY/TsEAATPFQ8I/AAAAAAAACzw/A4SRoPrN_U0/s400/flores_de_nuca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me preocupo quando durmo pouco. me preocupo com os dias em que durmo demais. A cama é meu desassossego que pode se transformar em algo triste. Nos dias tristes, sem aquela abrupta vontade de viver e se revolver...Assim, prefiro estes dias em que durmo pouco, em que sinto vento gritando nos meus ouvidos. E ele está há três dias a gritar...como se gritasse para sua voz ser mais forte do que a de todos os poetas juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi um final de semana com cheiro de viagem...de estrada..hora de me reencontrar. Passei o sábado jogada no chão trancada em casa. Bom final de semana para debruçar-me em Fernando Pessoa, Manuel de Barros, para descobrir novas narrativas dos livros na cabeceira...Mas fiquei jogada no chão...meu corpo gosta de chão!! (de areia...fiquei a suspirar - anda o mar longe/perto). Ontem à noite, talvez tenha ouvido um dos depoimentos mais interessantes dos últimos tempos. Foi no Fantástico, fiz questão de parar na frente da TV para ouví-lo. Amir Klink fala que já teve depressão em sua vida, mas que nunca no mar...fala de seus desassossegos e que talvez não tenha melhor parte na vida que essa: de partir e de chegar...'alma de desbravador, de aventureiro' que fica meses no mar, mas que sabe da paz também que é um dia voltar...Mas não pode haver paz maior que a de partir...talvez a de voltar...no mar ele diz nunca ter se sentido sozinho, lugar em que pode fazer tudo, mas que também pode fazer quase nada...uma liberdade inexplicável...E como explicar a sensação de liberdade e de uma possível solidão com o 'mar'...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tenho como não dizer que não me encontro neste depoimento...Já tive alguns sintomas de possível depressão, apesar de sempre ter um processo de auto-recuperação constante. Não sei se exatamente de depressão, talvez mais de uma profunda tristeza, de quem não tem filosofias: mas tem sentidos...Mas nunca senti qualquer sinal de desencontro na estrada...em viagens...É na estrada nos encontros e desencontros que me reencontro, me reconecto...Isso é triste, sim, quando ainda não se descobriu a forma de afugentar-se na estrada a vida toda. Quem sabe logo consiga...Mas, é muito feliz o momento em que se consegue reconhecer que existe um 'lugar' em que você consegue se reconectar com suas referências, com o seu possível lugar no mundo....Na estrada...no roxo doce das flores no meio da tarde de vento em que saio para fotografar. Lugar, este que é não ter lugar...na passagem para... no trânsito para...no cheiro das gentes, das suas histórias..e eu sou viciada no encontro de histórias pela estrada...Talvez seja um ser privilegiado por encontrá-las, ou talvez, apenas me permita...Conheço mais gente que compartilha desses sentimentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Domingo acordei...depois de passar quase dois dias jogada no chão da sala...Abro meu e-mail...senti vontade de fazer amor com as palavras...E elas são livres, viajam, nos dão a liberdade de sonhar...de estar, sem estar!! Se pudéssemos ser a leveza e o peso de 'não-vidas' - a vida das não complicações - acredito que existe! ....apenas fazer 'amor', como quem sabe que beijar a nuca é bom, que dedilhar cada parte da minha espinha é me transportar...Foram poucas as palavras, mais o desenho de bocas...e eu me senti a viajar...invadiu-me dia, noite, perversos recantos da minha natureza...Invadiu-me ao encontro de Pessoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;'Não me importo com as rimas. Raras vezes. (...) Penso e escrevo como as flores têm cor. Mas como menos perfeição no meu modo de exprimir-me. Por que me falta a simplicidade divina. De ser todo só o meu exterior. Olho e comovo-me, Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado. E a minha poesia é natural como o levantar-se vento.'&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-7632664852011468064?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/7632664852011468064/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=7632664852011468064' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7632664852011468064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7632664852011468064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/11/prefacio-de-um-final-de-semana.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4ePjn8pn5AY/TsEAATPFQ8I/AAAAAAAACzw/A4SRoPrN_U0/s72-c/flores_de_nuca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1864725724466396212</id><published>2011-11-11T16:25:00.000-08:00</published><updated>2011-11-11T17:46:32.285-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;DA JANELA DO MEU QUARTO: CÚMPLICE DE UMA PEQUENA HISTÓRIA DE AMOR/DESAMOR...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-FnPrZZNvyHw/Tr3KNZoRL4I/AAAAAAAACyA/57WKCNYv0zQ/s1600/pombas1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 134px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673913437123587970" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-FnPrZZNvyHw/Tr3KNZoRL4I/AAAAAAAACyA/57WKCNYv0zQ/s400/pombas1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 142px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673913439292877778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-BZKg7vM3EDg/Tr3KNhtd69I/AAAAAAAACyM/DK_tUFQcY2Q/s400/pombas3.jpg" /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-iAdRdgGOydw/Tr3KOFV7RqI/AAAAAAAACyY/J0TJxDxNWH4/s1600/pombas652.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 150px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673913448857814690" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-iAdRdgGOydw/Tr3KOFV7RqI/AAAAAAAACyY/J0TJxDxNWH4/s400/pombas652.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INVERSO &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;REVERSO&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-FuMUVHBKjsQ/Tr3KOUMl4FI/AAAAAAAACyo/vPkkSAimJ2Q/s1600/pombas5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 157px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673913452845195346" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-FuMUVHBKjsQ/Tr3KOUMl4FI/AAAAAAAACyo/vPkkSAimJ2Q/s400/pombas5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 162px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673918798252007538" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_ATf0R9jM1E/Tr3PFdY44HI/AAAAAAAACzk/21e2-3MtlU0/s400/pombas6.jpg" /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/pombas7.jpg?=" s1600="" com="" rpcejyebvzy="" tr3kyuppsii="" aaaaaaaacza="" lriktdrnt4c=""&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 169px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673914071442370690" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-rpcEJYebvzY/Tr3KyUppsII/AAAAAAAACzA/LRiKTdRnT4c/s400/pombas7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt; DO VERSO &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;INCERTO...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-SKhbeiI0sJo/Tr3Kyd4SDuI/AAAAAAAACzM/rFHYIKs8mD0/s1600/pombas9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 142px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673914073919655650" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-SKhbeiI0sJo/Tr3Kyd4SDuI/AAAAAAAACzM/rFHYIKs8mD0/s400/pombas9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt; DO RESTO&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;QUE NOS RESTOU...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-QuJBqQwwzAc/Tr3Ky1o5I_I/AAAAAAAACzY/L_D8XEL5Qbk/s1600/pombas4.jpg"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 147px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673914080297559026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-QuJBqQwwzAc/Tr3Ky1o5I_I/AAAAAAAACzY/L_D8XEL5Qbk/s400/pombas4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;DE UM AMOR...DESAMOR&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1864725724466396212?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1864725724466396212/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1864725724466396212' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1864725724466396212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1864725724466396212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/11/da-janela-do-meu-quarto-cumplice-de-uma.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FnPrZZNvyHw/Tr3KNZoRL4I/AAAAAAAACyA/57WKCNYv0zQ/s72-c/pombas1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-2295706438062961457</id><published>2011-11-08T18:44:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T19:29:23.708-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Crônica para o 'Guardador de guarda-chuvas'...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pele densa...morena/ Tua boca, meu piano. Escrevi no guardanapo molhado sobre a mesa. Cheiro de suor, de cerveja, de um lugar pequeno com luz baixa. Não passava das nove da noite quando adentrei pela pequena porta de madeira. Na frente um letreiro de neon. Me senti em casa, possivelmente por me sentir entrando em um filme. Ela me olha e diz, 'aqui é como entrar e sair de um filme literalmente'. No canto da porta do apertado espaço um piano é dedilhado suavemente, em poucas vezes com um rompante que faz a alma balançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela está numa mesa ao lado, sorri como quem se abre à primavera. Seus cabelos densos e cacheados caem sobre a pele clara. Sinto-a invadindo minha retina, não poderia ser diferente em meu sexo. Ele chega logo depois, se debruça no balcão do bar. Pede uma pinga, na verdade pede duas. A cachaça desce agressiva em sua garganta. Vejo seus olhos reluzirem. Ele a olha. Ele me olha. Ela me olha. Nós nos olhamos. Um trio amoroso desconhecido e descompassado ao ritmo do piano que insiste em ludibriar notas falsas. Escrevo alguns versos em silêncio na mesa, enquanto todos riem alto e tentam mudar o mundo por meio de hipócritas filosofias. Não acredito em nada que dizem, não sei se acredito nem mesmo em estar ali. Estaria num filme e me sentia assim. Tomei mais uns goles e vou ao banheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passo...ele me olha, ela me olha...Eles se olham. Nós nos olhamos. Entro no banheiro, ela também. Sua mão, minha mão. Nada demais apenas fazemos amor por meio do espelho, do indevido espelho naquele banheiro pequeno. No balcão do bar, ele continua lá, bebe sua terceira pinga e pede mais um chopp. Vem ao meu encontro muito convicto com um papel rabiscado na mão. Lhe dou meu papel, ele me entrega o seu. Olhei-o sem profundidade, não conseguiria aprofundar-me em sua pele morena. O silêncio do meu olhar, ecoa pelas paredes úmidas e dos versos rabiscados ele me sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eu sento e leio sua frase. Olho para ela, que com a bolsa na mão se despede sem falar. Ele mais uma vez insiste em me olhar. Chego ao seu lado e descubro por fim que ele é meu 'guardador de guarda-chuvas'. Olho para traz (com medo de olhar) e vejo ela a sombrinha resguardada que segue caminho fechada na 'chuva'. O piano insiste em gritar canções baratas no meio da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Toca meu celular. Acordo do meu filme e volto a suspirar. Hora de voltar a roteirizar meu samba torto do piano já sem voz...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-2295706438062961457?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/2295706438062961457/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=2295706438062961457' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2295706438062961457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2295706438062961457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/11/cronica-para-o-guardador-de-guarda.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4484308772343445040</id><published>2011-11-07T20:00:00.000-08:00</published><updated>2011-11-07T21:29:08.480-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A um possível 'sumidor de mundos'...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas minhas veias sinto odores. Nas minhas pálpebras te sinto amores. Quero reaprender a amar na respiração do teu calor. 02:07 da manhã. Sinto que estou a gripar-me. Provavelmente de saudade. Uma saudade que sempre me soa estranha é a das coisas que não vivi. Hoje deslizei meu dia a pensar, enquanto na praça da Alfândega em meio às tantas gentes, as flores amarelas dos jacarandás reluziam no sol do final da tarde. Sentia cheiros, odores, respiração. Sem sentir a dor e a delícia da presença. Estou assim...com os sentidos todos em alerta. Talvez como há muito tempo não estivesse. 2011 foi de fato um ano muito conturbado, já o sinto cruzando pela janela. Queria a paz de mais um 'amor' intranquilo, nem por ninguém, a não ser pelo mapa de cheiros e tessituras que componho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando assim, a cheirar-te mundo...A gostar-te mundo. O doce amargo daquele pequeno pedaço das infâncias. Ando a degustar do anedótico ato de viver. Tudo está alerta em mim, e não consigo aquietar-me. Não é uma pessoa, nem uma circunstância. Talvez, um estado de alma, ou apenas, a abrupta e intensa vontade de viver...Delicio-me com esses cheiros, gostos, mas sinto falta do tato. De fazer amor com tuas mãos no meio da tarde...sem o fazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso para dizer que voltei a ruminar a vontade dolorosa e vívida de escrever. Estava irrequieta pelo mundo...a provar-te final de tarde. E de repente, não mais que de repetente um feixe de odores e incolores cores tecem minha alma de acentuados dizeres entranhados. Estou assim, a passar os dias com amigos, eguando-me (do verbo eguar - que vem de ego - mera bobagem) da insana vontade de te escrever. Como se sentisse agora a menina 'clarissa' dos versos de Érico Veríssimo a balançar-se no fim do pátio de inverno. Sinto-me a vontade para recompor histórias. Cabendo vivê-las ao mirar nuvens e querendo perder-me em seu deslocar-se poético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as gentes passam por nossas vidas impregnados dos cheiros de sua história. Experimentamos vagamente seus sabores de outras histórias. Ali o encontro de sentidos que despertam está adormecida ânsia de penetrar-te mundo.Eles passam, despertam e depois a sumir-se em nuvens deixam os retalhos de pequenos odores nos dias...mas gosto de lembrar da textura vaga daquela mão. Fiz amor com ela na minha mão. Fiz amor com ela ao enlevar-me em seus olhos. Fiz amor contigo ao tocar-me beijos antes que fossem perigosos. E assim passou o sumidor de vidas. Disse-me que some das vidas. E ao sumir-se adormece e acende em mim tantos mundos. Passou, cheirei, desgustei, agora 'sumidor de mundos' te escrevo como escrevo aos segundos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4484308772343445040?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4484308772343445040/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4484308772343445040' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4484308772343445040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4484308772343445040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/11/um-possivel-sumidor-de-mundos.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-2976448008342245897</id><published>2011-11-06T18:41:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T19:11:28.515-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>se ignorasse meus sentidos...tudo continuaria insentido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Normalmente não ignoro os sinais da vida. Ou então, por meio de minha mente muitooooo criadora tudo se torna um sinal. Aí estaria o sentido, 'in' sentido dos meus excitantes descobrimentos pelos dias. Não sei se procuro boas histórias, ou pessoas com histórias deveras interessantes e perigosas vem ao meu encontro. No entanto, também, já tenho certeza que em algum momento os pares se encontram pela vida...Seja na estradeira vontade de afugentar-se de si mesmo. Seja, na necessidade venérea de ser possuído e de possuir..Sem posses, apenas a se descobrir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sexta-feira foi mais um dia dessas raras e intensas histórias que me acontecem (que não sei procuro, mas sei que elas me encontram. E assim, talvez eu tenha devidamente me encontrado). Bem que tentei ignorar a história, ignorar inclusive num sentido muito frio e prático de quem agora incorpora essa história de ser coordenadora de produção. Uma praticidade, que talvez ou tenha tentando sempre ignorar em meu perfil, por que gosto mesmo da subjetividade de um despalavreado. E ele ia passar assim percebido, porém apenas passageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 262px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672085776047260274" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-3zT0r6NIF-k/TrdL9hjXwnI/AAAAAAAACxo/vskrB0Tfj54/s400/5860_102545793089316_100000016861335_74339_1772865_n.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas quando minha inquietude fica latejando nas entranhas, na racionalidade e no ponto 'G' da minha espinha não tem como afugentar-me. Era final de feira, fiquei sozinha na praça, algo me levou para o outro lado da rua, no cais do Porto. Tudo já estava se esvaziando por ali. Fui-me a descobrir mundo. Não sei por que? Quem sabe soubesse muito bem o por que? Por que não consigo ignorar as minhas procuras. Porém, do cheiro quieto do Guaíba no final do dia guardei minha quietude, e ao descobrir minha bela história, segui viagem sem olhar para traz. Normalmente não olho para traz, acho que isso se deve pela tímida vontade de dizer que sempre tenho um resto de medo ao partir... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cheguei em casa agora irrequieta. Tinha sido provocada, sem que ele soubesse que assim o tinha feito. Não conseguia desligar-me do nada...nem um filme, nem um livro, nem um leite quente para durmir. Nem o vento da madrugada me seduzia, já tinha sido seduzida naquele dia e não podia ignorar as minhas procuras. Por fim, lhe disse: 'eu te levo para Uruguaiana'. Ele me respondeu 'como já sabes?' ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre os cantos escondidos de uma Paris, aos recantos de uma Uruguaiana existe uma única diferença: 'o toque leve de uma poesia no meio da tarde'.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-2976448008342245897?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/2976448008342245897/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=2976448008342245897' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2976448008342245897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2976448008342245897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/11/se-ignorasse-meus-sentidos.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3zT0r6NIF-k/TrdL9hjXwnI/AAAAAAAACxo/vskrB0Tfj54/s72-c/5860_102545793089316_100000016861335_74339_1772865_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4010029488589156122</id><published>2011-10-22T06:39:00.000-07:00</published><updated>2011-10-22T18:45:37.119-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;RELATOS DE VIAGEM 2. LOGO DEPOIS DA FRONTEIRA....Cada persona es un mundo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666345536819676274" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Pl2jdkaBg-Y/TqLnPoDBxHI/AAAAAAAACws/x2fPZKf7KVs/s400/_MG_4477.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que é uma frase feita, mas gosto dela: 'impossível conhecer o sentimento do mundo, sem conhecer o sentimento das suas 'gentes''. CRuzei a fronteira na primeira balsa às 8 horas da manhã. Na balsa sobre o Rio Uruguay e conversando com um pessoal que ia para Foz do Iguaçu, descobri o por que de suas águas estarem embarradas em partes, era o Rio Paraná que resistia em se misturar de imediato, deslizada imponente de encontro ao uruguay. Coisa linda de se ver. Como em todas minhas idas às terras da Argentina por esta região o dia amanhecia nublado. As fotos com os mesmos tons de griz, mesmo assim com uma beleza que emociona-me. Atravessar a balsa como um andarilho é estranho, quando todas as pessoas estão de carro, mas tem lá sua emoção...Aguça um pouco mais o espiríto aventureiro e 'auto-suficiente'. Ne verdade, não mais que mera bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666345525508532434" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-jpcLQrgcyC0/TqLnO96PaNI/AAAAAAAACwQ/DyHkxJgWV3U/s400/_MG_4386.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A escolha é: ou pego uma carona até Oberá ou sigo de ônibus. Na maioria das vezes a segunda parte é mais interessante, por que é na parada do ônibus em frente a um boteco de fronteira, dentro do ônibus e nos terminais rodoviários que se conhecem os sentimentos das 'gentes'. Comecei cedo, tomando um mate no boteco da fronteira, com o dono do estabelecimento, um homem de pouco mais de 40 anos. Foi ele que me lembrou que no domingo no Brasil trocaria o horário... me salvou...foi ele também que me falou sobre os planos sociais da presidenta de seu país Cristina Kirchner...e se preocupava. Diz estar sendo difícil encontrar gente para trabalhar quando todo mundo de alguma forma está sendo assistido pelo governo. E não tinha como ter dúvida que Cristina venceria as eleições do dia 23 (amanhã, por sinal). Segui viagem pelo interior de Misiones, a cada parada novas 'gentes' deste lugar, gente muito humilde, que embarca em frente a suas modestas casas pelo interior. Aliás, casas bem modestas, confesso que mesmo viajando muito por ali, nunca tinha me dado conta da pobreza que existia por aquela região...fiquei um pouco impressionada, talvez por minha veia política estava latejante demais. No ônibus conversei com mais argentinos, todos muito cientes de sua política, dos planos, das realidade distantes que ainda denotam grandes desigualdades sociais. Ok, para nosso país isso também não é novidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666345526267973986" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-tfBp5u7ZI9I/TqLnPAvTkWI/AAAAAAAACwc/09XUEGh7SWs/s400/_MG_4419.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim me fui até Oberá a contemplar e hablar con el pueblo de Misiones, me encanta seu territótio e a proximidade com boa parte da nossa região de fronteira. Somos co-irmãos de fato...Chegando em Oberá almoço com o pai de um amigo. Um médido intelectual, que segundo o filho tem o problema do monólogo. Naquela uma hora de almoço aprendi muito das políticas de Kirchner, de uma boa literatura que poderia se transformar num filme (aliás Axel Monsu manda-me o livro). Aprendi que abacate na Argentina é comida como salada e junto com o tomate é uma ótima receita. estava acostumada com postre somente, abacate doce. Pero, bueno, después o médico me dá uma carona até o terminar de onde parto para a cidade de Posadas. No caminho me mostra umas regiões bem pobres de Oberá também, o que destoa bastante do centro da cidade. Ele também se preocupa com os cofres públicos, como Kircher vai manter tantos planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;me despeço de Oberá e sigo para Posadas, estava louca para chegar a sua costanera, do outro lado Encarnación no Paraguay. No terminal Matias Barrientos me esperava...por ali parecia que estava chegando no Paraguay de fato. Pegamos um ônibus e nos fomos ao centro, ficaria na casa de seu hermano...Mal sabia eu que por ali a família toda é Kirchiniana convicta. A mãe de Matias que trabalhou a vida toda em casa, agora conseguiu se aposentar por conta das políticas feitas por Cristina, a parte disso, reconheciam ele todos os seus projetos sociais e culturais feitos pela presidenta, aliás, começados pelo presidente Kirchner. A Argentina, segundo eles, viviam novos tempos. Bons novos tempos!! E não é difícil de se reconhecer, que o processo de democratização da comunicação principalmente é exemplar, ou ao menos, caminha a passos largos para um bom ideal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi em Posadas que descobri o projeto já implantado em todo país "Inclusão digital para todos', nas praças públicas os niños com seus netbooks, podem acessar o mundo virtual a vontade. Sim, por que a internet é de graça e a disposição de todos na praça. Na Tv conheci o projeto 'futbol para todos', futebol de todos os recantos do seu imenso país tem o mesmo direito de estar em todas as telinhas. No começo imagino que tenha sido incrível, depois para algumas mulheres com certeza, insuportável...para mim, foi lindo descobrir tudo isso...Assim, como descobrir que pedir batatas na Argentina, é levar batatas doces, não papas...(gafe no país co-irmão). No fim, já estava brincando, afinal, aqui na Argentina 'tudo é para todos', ou então, 'todos é para todos', rsrs...brincadeiras a parte seguimos esta viagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666345546305049922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-8XkkRMI_F6Q/TqLnQLYhFUI/AAAAAAAACw0/QxokldugjH0/s400/_MG_4577.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas todas essas descobertas ainda não são suficientes. Lembro-me desde o primeiro dia que cheguei na Argentina quando descobri os meandros de uma das ditaduras, creio que a mais, cruel ditadura da América Latina. Mais de 300 mil mortos, só podia ser resultado do espírito politizado dessa gente. Aliás, isso é o que mais me admira neste povo, desde a fronteira, certamente até Buenos Aires, devem ser poucos os argentinos que não sejam politizados a ponto de conhecer a realidade do seu país...Eita Pueblo...Mas, a ditadura sempre mexe demais comigo, muito mais com as pessoas que encontrei que de uma forma ou de outra sofreram com esta época, com os reflexos dos atos criminosos da ditadura, que tiveram casas invadidadas, que viram armas, que tem algum parente desaparecido. Mas, hoje, a Argentina, certamente é um dos países que melhor consegue falar, punir e rever sua história diante à ditadura militar. A impunidade não tem vez por aqui....por isso segue abaixo um dos vídeos que fazem parte da campanha da presidente Cristina Kirchner, que amanhã será (felizmente) reeleita pelo povo argentino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dCIB51a8ltw&amp;amp;feature=relmfu"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=dCIB51a8ltw&amp;amp;feature=relmfu&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã sigo contando mais sobre essa história toda, hoje admito já me emocionei demais denovo, ao rever este vídeo que mostra a fuerza de Victoria. Seus pais foram mortos durante a ditadura (como muitos), ela foi então roubada pela família responsável pela morte dos pais, criada a vida toda com uma identidade que não correspondia a sua verdadeira. Quando descobriu toda sua história, pois a avó de sangue passou a vida toda a procurando, ela não tem mais a chance de abraçar a avó que já morreu, e viu seus pais de criação sendo presos por tantos crimes cometidos na ditadura, especialmente com sua vida, quando lhe tira a oportunidade de saber sua verdadeira identidade...Para mim, muito forte tudo isso, me emocionado a cada vez que vou à Argentina e encontro um novo compa que me conta um pouco de tudo que viveu, conhece e sentiu dessa época....Por isso, para entender o sentimento do mundo, tem que se entender o sentimento das 'gentes'....Gracias a la vida por estos caminos que me llevan a indignar-me con la historia de la nuestra America Latina!! Gracias a la vida por la oportunidad de andar por estos caminos, por encontrar con estas personas, por compartir destos sentimentos que nos move...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hermanos argentinos manana lista 131, que yo apoyo siempre!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4010029488589156122?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4010029488589156122/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4010029488589156122' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4010029488589156122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4010029488589156122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/10/relatos-de-viagem-2.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Pl2jdkaBg-Y/TqLnPoDBxHI/AAAAAAAACws/x2fPZKf7KVs/s72-c/_MG_4477.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4736091895021922867</id><published>2011-10-20T19:26:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T07:17:17.916-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;RELATOS DE VIAGEM 1...ANTES DA FRONTEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chovia torrencialmente lá fora. Estava à caminho da fronteira. O último passageiro do ônibus desceu em Tucunduva, permanecemos no ônibus o motorista e eu. Juntei minhas malas e me mudei para a cabine com o simpático rapaz de Santa Rosa. Quatro horas da manhã, cevamos um bom mate e começamos a papear longamente. Tinha cansado de divagar sozinha no fundo do ônibus. E continuava chovendo torrencialmente lá fora, cena linda de se ver quando o céu relampejava e era possível ver o clarão da estrada vazia. Tenho que admitir, nessas minhas andanças, talvez essa tenha sido uma das cenas mais exóticas, ao ponto de às 4 da madruga matear com o motorista do ônibus. Mas, afinal quem iria para as bandas de Porto Mauá a essa hora num dia chuvoso como aquele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem me contava dos seus bailes, de que tinha começado como motorista de caminhão aos 19 anos e que quer voltar para este serviço, mas agora com caminhão próprio...entendo, entendo, aliás, de tanta viajar de carona de caminhão conheço bem essas histórias. Aliás, saudade de uma boléia cortando estrada. Assim, também lhe contei um pouco de minhas 'indiadas', nos tornamos em meio hora quase cúmplices, pena que a música de fundo era sertaneja. Bueno...Era um guri do bem e por mais que minha mãe sempre ensinou que não se deve falar com estranho, sempre acredito que na estrada nunca encontrei estramos mas alguém que compartilha, quem sabe, dos mesmos vazios e plenitudes que yo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos em Porto Mauá, às cinco da manhã, a primeira balsa só cruzava o Rio Uruguay às 8hs. Na rua nenhuma viva alma, ao menos consegui um banco e o toldo da pequena rodoviária. Continuava chovendo torrencialmente. Por alguns instantes desejei que o motorista permanecesse ali, assim me sentiria menos sozinha, mas ele tinha que fazer o caminho de volta a Santa Rosa. Fiquei sem mate, e derepente não mais que derepente fui invadida por uma solidão abismal. Durou apenas o tempo de começar escrever, pensei que me deitar no banco em frente a rodoviária seria mais degradante...Escrevi para o tempo da fronteira passar. Ás seis da manhã começaram a chegar os jovens que pegam ônibus para a escola. Lembrei-me dos velhos tempos em que meu pai me tirava todo dia da cama às 5 e meia da manhã para ir à escola. Sim, tinha que pegar dois ônibus até a cidade para fazer o segundo grau. Eita, quando me lembro deste tempo, do ônibus lotado, das estradas de chão, dos beijos roubados no fundo do ônibus, das brigas quando as meninas da 'cidade', como era bem bom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda antes das sete resolvo descer pelas ruas de Porto Mauá, não chovia mais. As ruas continuavam desertas, me fui até a aduana, na frente do Rio Uruguay e a cena de ver o rio acordando não sai dos meus poros, quanto menos da minha retina...as águas do Rio Paraná deixavam as águas do Uruguays maos sujas e resiste a se misturar no grande fluxo, andam juntas, entremeadas...andam juntas, até onde se pode 'in'-separadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 267px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665776532580411826" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-kRvAxiPc1xk/TqDhvOEzKbI/AAAAAAAACv0/P9zZdtutgRY/s400/_MG_4378.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cSAcdDP-znE/TqDhvVz9XtI/AAAAAAAACwI/Hch5d7mPzEY/s1600/_MG_4382.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 267px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665776534657261266" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-cSAcdDP-znE/TqDhvVz9XtI/AAAAAAAACwI/Hch5d7mPzEY/s400/_MG_4382.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AytbYJQrJ6A/TqDhu7MpkDI/AAAAAAAACvs/8k8ezotZ6zg/s1600/_MG_4385.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 267px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665776527513063474" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-AytbYJQrJ6A/TqDhu7MpkDI/AAAAAAAACvs/8k8ezotZ6zg/s400/_MG_4385.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não demorou muito começou a chegar as 'gentes' da região. A fila de carros começa a se formar para cruzar a fronteira. Gosto deste murmurinho, meu corpo se agita é como se chegasse num lugar íntimo e fraternal. Um senhores muito bem humorados sentam perto de onde estava em frente a um boteco. Não demorou muito um deles puxa papo comigo. Em menos de 15 minutos ouvi tanta história de pescador, que se eu fosse mais entendida no assunto tinha saído correndo pescar dourados no Uruguay. Para terminar seguimos falando da Mega Sena e dos 38 mihlões acumulados, apostamos o que cada um faria com o dinheiro. Eu pensei que com esta grana, colocaria 8 milhões na poupança para garantir meu futuro, depois durante os próximos 30 anos da minha vida, faria uns 2 filmes por ano de meio milhão para contar as histórias que vejo, ouço e sinto de todas essas gentes...É, Seria um longo dia pela Argentina, já senti por ali que seria uma bela viagem pelos interiores da Argentina...que aos poucos vou lhes contando...Buen Viaje siempre... &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4736091895021922867?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4736091895021922867/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4736091895021922867' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4736091895021922867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4736091895021922867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/10/relatos-de-viagem-1.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kRvAxiPc1xk/TqDhvOEzKbI/AAAAAAAACv0/P9zZdtutgRY/s72-c/_MG_4378.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-3550710006543768414</id><published>2011-10-03T20:09:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T20:48:15.891-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os 'prazeres' de se morar sozinha... &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659476885213336226" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-8g6cNKovfiM/ToqAPe2s0qI/AAAAAAAACvk/aLhvhJK7yBk/s400/DSC_0916.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Abro a porta e ele me olha com olhos arregalados. Um sorriso zangado. Tem pêlos no peito e sobrancelhas grossas avermelhadas. A vantagem de tê-lo em casa é que toda vez que chego tarde, mesmo com todas as descrições de descontentamento, ele se cala e apenas me escuta, aguenta meus tapas, chutes, esbravejos e choros sem nenhuma reação a não ser ficar cambaleando de um lado para outro na sala. Pode parecer bobagem, mas está sendo uma grande novidade chegar todo dia em casa e ela estar assim intacta a me esperar. Ele ali intacto a me esperar. Coisa de quem nasceu em família grande: quando era pequena sempre dividi o quarto com minha avó, depois com as irmãs, na adolescência tive um tempo com quarto só para mim. Lá em casa era assim, o irmão do meio queria ter o quarto do mais velho e quando este ia embora de casa, era uma festa a nova posse dos quartos, parecia a passagem para a vida mais independente. Mas morar sozinha nunca tive a oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sai de casa para estudar, obviamente que não contei com tal regalia, casa de estudante era a única solução. O primeiro quarto na casa de estudante foi o quarto feminino do coletivão, eram apenas 66 meninas. Tudo bem! Aprendi a me adaptar facilmente, peguei a cama do lado da porta, sabia que ia ser sempre a última a ir durmir - insônia, horas de leitura ou ir até tarde na casa de amigos - sempre foi minha especialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio os quartos de 2 pessoas, o apartamento de 6, às vezes 7, às vezes 8, às vezes inúmeras pessoas. O tão famoso 3119…que tinha um quadro com um lindo lago na entrada da sala. Dividir quarto na época de faculdade, por vezes era muito bom, mas na maioria das vezes para quem dividia comigo nem sempre foi uma boa escolha, sempre fui meio espaçosa mesmo - cheia de badulaques e sem falar nas situações constrangedores que coloquei os amigos, afinal alguém sempre chegava numa hora muito inoportuna, em que eu estava testando alguma nova posiçõo do kama sutra. Ok, não era por nada que todos sabiam meus `dotes` artisticos, aliás cada um ali tinha dons bem peluciares. Fui ter quarto só para mim denovo quando estava no mestrado, aí a casa do estudante já é de mais luxo. Quarto individual tem la suas diferenças, mas o apartamento ainda era dividido. Bueno, nunca tive problema de adaptação, em pouco tempo já me sinto em casa, tiro a roupa e fico com a porta do banheiro aberta. E confesso, odeio gente muito fresca…sei lá…acho que a vida não tem tanto mistério para ser levada tao a sério e com tanta imposição de dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, admito, caros leitores, a experiência dos últimos meses de morar sozinha em Porto Alegre, - depois de um bon tempo de instabilodade durmindo no sofá dos amigos, sem casa, sem quarto, sem rumo - tem sido uma das coisas mais fantásticas que já vivi. Tudo bem que minha inquietude não me permite ficar muito tempo parada no mesmo lugar, sem gente por perto. Mas, morar sozinha tem sido de uma dor e de um prazer tão conflitante e excitante que não tem como não escrever. Minha mãe sempre reclamou que andava pelada pela casa, até hoje me questiona: Fran e quando tu viaja fica pelada assim na casa dos outros? Ok, ok, minha dificuldade em tirar a roupa não é tão grande, mas &lt;em&gt;mãe fora de casa até me comporto&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convenhamos andar pelado pela casa não tem preço, é um prazer tão grande como masturbar-se em qualquer canto da casa sem ser julgado por ninguém, fazer sexo com outra pessoa então…(pena que ando nessa fase – meio to nem a pro meu tesão). Acordar, durmir, deitar no sofá, ler um livro, o filme que quiser, a comida que quiser fazer, comer, jogar fora, a música que decidir ouvir e receber quem eu bem entender…Acho que to virando mocinha agora, mãe, ando até pensando em comprar coisinhas para minha casa. Aliás, ando deixando de comprar coisinhas para mim, ou entao apenas viajar, para comprar um badulaque aqui, um platinha ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de toda forma não estou tão sozinha, tenho umas plantinhas, apesar de não ter muito dom para cuidar de seres que dependam de mim. Até o cacto rosa do meu quarto consegui derrubar da janela há duas semanas. Ele foi salvo pela faxineira. E ontem fiz a maior descoberta de todos os tempos: não há nada mais incrível do que ter uma torradeira nova, mas melhor do que uma torradeira nova é ninguém ficar sabendo se você se entupir de torrada em todas as refeições do dia. Só teu boneção de plástico...Sim, eu tenho um bonecão, aquele que todo dia ao chegar em casa está me esperando. Tudo bem, peguei emprestado de um amigo por uma temporada, mas viver com alguém que não depende de mim, é mais uma vez incrível. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estranha essa sensação, parece que me mantive casada há anos, talvez tenha me divorciado do mundo e agora tento me apaixonar pelo meu ser/ estar no mundo sozinha. Tem sido uma delícia…uma dor e uma delícia, volta e meia ligo para o Cris, ou para um amigo qualquer? Vem durmir comigo?? Pronto, dorme comigo uma noite, na outra já to bem feliz por continuar morando sozinha...(Delícias de quem descobre com 27 anos como é bom viver sozinha...coisas da vida...da boa vida)...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-3550710006543768414?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/3550710006543768414/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=3550710006543768414' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3550710006543768414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3550710006543768414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/10/os-prazeres-de-se-morar-sozinha.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8g6cNKovfiM/ToqAPe2s0qI/AAAAAAAACvk/aLhvhJK7yBk/s72-c/DSC_0916.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-878366443592408143</id><published>2011-09-20T19:50:00.000-07:00</published><updated>2011-09-20T20:58:38.528-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Porto Alegre anda rápida sob seus 'lapachos'...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iOxo4V9oXvI/Tnlf6c5br4I/AAAAAAAACvc/_cy4UTqb-O4/s1600/flor_lapacho.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654656264934502274" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-iOxo4V9oXvI/Tnlf6c5br4I/AAAAAAAACvc/_cy4UTqb-O4/s400/flor_lapacho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este cheiro doce amargo da primavera. Talvez naqueles trinta minutos diários que passo dentro de um ônibus todo dia pelas ruas de Porto Alegre, tenha sido o momento que mais vivenciei esta cidade. Esta doce cidade repleta de 'Lapachos'. Eles são muitos, se espalham entre verdes, ruas, cinzas e marfins. No chão despertam o tom vivo de quem recentemente caiu, amaciam e enternecem o caminho tão rápido por estes últimos dias ou meses na capital. Tenho pensado muito nisso, aliás pensado muito, escrito e fotografado muito pouco. Divago naquela meia hora diária pela cor dos ipês roseados das avenidas e pela destreza de os vê-los caindo, florescendo, dando vida ao tão sem vida mais um dia que se foi. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Objetivamente, estes meses em Porto Alegre têm sido absurdamente loucos. Eles andam rápido demais, pode ser pelo fato de eu estar com bem mais que vinte anos, ou então, andam rápido demais por que nestes 27 anos as coisas para mim sempre andaram rápido demais. Profissionalmente sempre foi rápido, pontual e eficaz. Tudo sempre fluiu tão naturalmente a ponto de eu valorizar um 'superego' muitas vezes sufocante. No amor, as coisas andam rápido demais: amo e desamo como elas florescem, perfumam, depois simplesmente caem ao chão para amaciar estes passos largos e desbravios. Nestes meses em Porto Alegre queria reaprender a desamar...Mas tudo anda rápido demais por aqui, que o tempo de desamar também passa entre minhas mãos, ou talvez eu tenha decidido adiar para bem mais tarde esta fluidez do amor/desamor...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É época de aprender...a deixar-se despertar por uma humildade que eu nem mesmo sabia que tinha...Entrar no serviço público tem me dado grandes lições, dia após dia e mais dias...Me preocupo neste tempo todo demais com o outro, com o fazer direito, com os ajustes nos posicionamentos, nos sentimentos, na racional vontade de parar, pensar e então denovo andar. E aquele medo bem bom das escolhas, de pensar que talvez ali fora o tempo esteja passando ainda mais rápido e vai ser pouco tempo para vivenciar tantas coisas...E as ganas de viver é que me atormentam. Não tenho problema em dizer o quanto sou atormentada pelos fantasmas da inquietude, insatisfação crônica e dos desejos. E o quanto minha sensibilidade machuca meus poros, preenche rugas e me conduz a cheiros obsessivos. Mas, sou normal, muito normal...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho aqueles dias de felicidade intensa, que saio do mesmo ônibus olho para a imensidão linda do Guaíba e sinto o quanto sou feliz e muito priveligiada pelas andanças que faço, pelas pessoas que conheço, pelas portas que sempre se abriram no meu caminho. Aprender e reaprender é uma arte, mas a maior arte é a humildade que tenho de estar o tempo todo com vontade de entender um processo novo, burocrático e especialmente muitas vezes não estando envolta pelas melhores pessoas do mundo. Mas sou uma pessoa de sorte...EStes meses em Porto Alegre também estou ciente do quanto vivi uma outra vida, a de um filme, de uma história, as dores e amores de alguém que talvez seja mais co-irmão que eu possa imaginar. Iguais, não, mas profundamente idealistas diante do mundo...Sofremos devagar, somos felizes bruscamente, mas é na estrada que nos encontramos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para piorar ou melhorar todos estes sintomas hoje fui assistir &lt;strong&gt;"Meia noite em Paris"&lt;/strong&gt; ...hoje queria estar bebendo um vinho azul num beco escuro de Paris...Por que é tão difícil viver o agora? Ou estamos no passado na Belle epoque ou estamos nos outros lugares, no cheiro de outros ipês, na necessidade de viajar para fugirmos de nós mesmos...Mierda, acho que este filme não foi a melhor escolha do dia, potencializou toda esta dramaticidade...mas como é bom quando um filme faz isso com a gente...não...Sim, é muito bom ser despertado ainda mais...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou no fundo, eu só queria voltar a fotografar com a verdade que carrego dentro de mim, aliás, eu queria mesmo é me entregar para a vida...assim explodindo de vontade de criar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-878366443592408143?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/878366443592408143/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=878366443592408143' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/878366443592408143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/878366443592408143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/09/porto-alegre-anda-rapida-sob-seus.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iOxo4V9oXvI/Tnlf6c5br4I/AAAAAAAACvc/_cy4UTqb-O4/s72-c/flor_lapacho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1584395841173339882</id><published>2011-07-11T16:53:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T18:44:14.080-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;#eusougay!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/mU3AFlThrdk" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;#eusougay. Ter postado esta mensagem ontem no meu facebook, depois de ver este vídeo teve uma repercussão incrível entre meus contatos pessoais e até os impessoais. Não esperava. Tudo bem que minha sexualidade vem sendo questionada há um bom tempo pelas pessoas que não me conhecem com tanta intimidade. No entanto, ontem me fizeram diretamente vários questionamentos sobre minha postura sexual. Sempre me diverti com as dúvidas das pessoas que suspeitam da minha possível condição de lésbica, isso provavelmente se deve ao fato de que há dois anos, depois de terminar meu último  namoro, não tenho mais desfilado por aí com nenhum homem. Gosto das minhas discretas histórias e preservo isso. E felizmente neste tempo tenho tida maravilhosas e intensas histórias. Sempre deixo claro que minha prioridade na vida são outras, antes de estar expondo minhas paixões. Aliás, minha sexualidade é muito bem assumida, eu não sou gay, mas gosto sim de experiências bissexuais. Mulheres são deveras interessante e a cada dia que passa me convenço mais que não nos apaixonamos pelo sexo, mas sim por pessoas: pelas virtudes, conceitos e beleza que estão acima do sexo. Já me apaixonei por mulher sim, e isso não me envergonha, nem interfere nos meus princípios e valores que construo e que sempre defendi e vivenciei com intensidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o mais interessante nessa história, foi a reação de amigos gays diante da possibilidade de eu ser lésbica. Não foi um, nem dois, no mínimo uns três amigos gays de forma veemente se colocaram contra a minha possível homossexualidade. Isso me soou no mínimo estranho, afinal, eles como gays diante do fato de que eu fosse lésbica deveriam estar me apoiando não? Não? Segundo um deles: 'Fran tu é mulher para casar!' Ah, ok, mas relações homoafetivas não foram  legalizadas? No entanto, é muito curioso como as pessoas tem um entendimento ainda tão limitado em relação a isso, e não as culpo, é um processo lento se adaptar a esta possível liberdade de assumirmos sem medo que #eusougay. Prestigio demais esta campanha que teve como resultado este ótimo vídeo: de uma verdade, simplicidade e importância sem tamanho. Sem falar que destaca a criatividade de cada um para dizer o que é, ou ao menos o que apóia. Isso é exercício de democracia, de liberdade de expressão e mais do que tudo isso de assumir a constante busca pela felicidade. Por que no fim das contas, o que queremos é apenas ser feliz, e termos paz ao sermos: homo/hetero/ no  meu caso, bissexual (quem sabe...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim o que mais prestigio nesta campanha e este é o entendimento que todos deveriam ter é de que não se trata de um vídeo exclusivamente para gays, mas para todas as pessoas que de uma forma ou outra aceitam, apoiam, entendem e se dão conta que precisamos apenas buscar maneiras de ser feliz e de encarar a vida de uma forma mais verdadeira e leve!!! Eu apoio #eusougay&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para quem quiser postar sua foto é só clicar aqui &lt;a href="http://projetoeusougay.tumblr.com/"&gt;http://projetoeusougay.tumblr.com/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1584395841173339882?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1584395841173339882/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1584395841173339882' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1584395841173339882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1584395841173339882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/07/eusougay-eusougay.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/mU3AFlThrdk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5680738998736128432</id><published>2011-07-04T19:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T20:14:50.500-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;una mirada!! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É nesses finais de tarde quando saio do trabalho que dou resposta ao porque ando sempre com o peso da minha câmera nas costas já que fotografo tão pouco nos últimos tempos. Simples, é para ter o privilégio de dar sentido aos dias por meio de um olhar, de alguns cliques e então entendo que no fundo preciso de muito pouco para ser feliz, mesmo que muitas pessoas me façam acreditar que pode ser tão difícil. Eu digo: é bom demais ter o privilégio de sentir o calor, o tom, a intensidade do sol em mais um final de tarde!!! Sou romântica e não abro mão, me desculpe os descrentes!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AV8TM3mK1FA/ThKA0daycjI/AAAAAAAACus/tsvSLVuFJXI/s1600/_MG_0757.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625700523277709874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-AV8TM3mK1FA/ThKA0daycjI/AAAAAAAACus/tsvSLVuFJXI/s400/_MG_0757.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-A-4ryB42CKo/ThKA1929lgI/AAAAAAAACu8/8cRZb1C4mlk/s1600/_MG_0768.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625700549165684226" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-A-4ryB42CKo/ThKA1929lgI/AAAAAAAACu8/8cRZb1C4mlk/s400/_MG_0768.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1UtgyIwOzTQ/ThKA1KoX3TI/AAAAAAAACu0/T61NOaY9fdI/s1600/_MG_0760.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625700535414283570" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-1UtgyIwOzTQ/ThKA1KoX3TI/AAAAAAAACu0/T61NOaY9fdI/s400/_MG_0760.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5680738998736128432?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5680738998736128432/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5680738998736128432' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5680738998736128432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5680738998736128432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/07/una-mirada-e-nesses-finais-de-tarde.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-AV8TM3mK1FA/ThKA0daycjI/AAAAAAAACus/tsvSLVuFJXI/s72-c/_MG_0757.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-767510675430620247</id><published>2011-06-18T19:13:00.000-07:00</published><updated>2011-06-18T21:49:04.049-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Os momentos de exaustão e sua poesia!! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-05EbWlWPgFo/Tf1-1ttbLBI/AAAAAAAACuE/Qik-ImBtTRU/s1600/DSC_0016.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619787371296533522" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-05EbWlWPgFo/Tf1-1ttbLBI/AAAAAAAACuE/Qik-ImBtTRU/s400/DSC_0016.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Admito que já tinha esquecido da sensação de cair na cama bêbada com uma garrafa de vinho. Tomada de gole em gole no meio de uma noite sozinha ouvindo 'Nouvelle Vague', depois de passar horas conversando com amigos de vários cantos do mundo. Alguns deles feitos pelo contato pele a pele, outros que já os amo só pelo contato virtual. Mas é muito bom perceber que é possível se conhecer alguém até mesmo só pelas suas referêrcias. Vontade louca depois de bêbada de viajar por Portugal, São Paulo, Brasília, Argentina, Equador e dar um abraço em cada um. Um abraço embriagado pela liberdade de se estar sozinho em um canto do mundo. Me jogar nos braços das saudades araigadas em noites de inverno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No meu novo quarto tem 3 quadros com girassóis: em um deles uma lavoura de girassol, casas ao fundo e uma estrada de chão. No segundo quadro dois pés de girassol um voltado para cada lado, do lado deste o terceiro quadro com girassóis em primeiro plano, e em tons mais escuros. Não seria mera coincidência quanto menos apenas efeito do vinho. Tudo bem que ainda não estou conversando com os girassóis, mas sinto vontade de cheirá-los, buscando vida nas suas cores. Gosto do seu amarelo e verde. Já me sinto em casa por aqui, e meu processo de adaptação não é nada complicado. Basta uma cama, uma televisão, alguns livros, quadros com referências, uma geladeira para meus legumes e iogurtes, um espaço para minhas frutas e copos para abrir meu vinho. E minhas músicas. Sou feliz e consigo recuperar minha racionalidade em instantes, apesar dos longos questionamentos subjetivos sobre o mundo. Mas uma boa dose de devaneios sempre são bem vindos nestes momentos de vinho, poesia e exaustão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há muito tempo não chegava a exaustão, creo que tive dois ou três momentos assim na minha vida, que chorei por sentir meu corpo trêmulo, extasiado, em outro plano. Exaustão é um misto de prazer e de dor inexplicável, e gastaria palavras se tentasse traduzir: beira a loucura das poesias sem rima e das metáforas sem mar. Beira a solidão dos desiludidos e a leveza das viagens em alta estrada. Estive exausta a ponto de chorar, por que meu corpo estava trêmulo, minhas pálpebras não fechavam mais, mesmo que estive em uma cama quente e com muito sono. Mas a exaustão alerta todos os teus sentidos, te faz vibrar em outro estado de espírito, carne e alma. Estava exausta e não tinha um canto no mundo com girassóis...depois de 3 meses com minha vida em uma mala (aliás em três malas) ontem resolvi escolher um canto para mim. nele encontrei girassóis, e duas grandes janelas, que não se voltam para o mar, mas para um muro em branco e nele já ando a construir castelos, a ver sapos e dedilhar as músicas mais aleatória e intensas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto-me mais uma vez na estável sensação de ter para onde voltar e isso sgnifica que já posso ir, que já posso ser Fran novamente...Lembrei-me, então nestes dias imersa nas gravações do filme SIMONE das minhas noções de mundo antes dos 12 anos, quando meu mundo era apenas envolto pela perspectiva de moros, mato, verde e poucas gentes e uma vez a cada dois meses a sensação de balançar num balanço na praça da cidade vizinha. Pensava que o mundo ia para o sul da minha casas e subia o moro perto de uma mata virgem, onde de cima de uma pedra conseguia visualizar horizontes. Nestes momentos de exaustão, de pés longe do chão e instáveis momentos de desconforto me sinto a levitar acima deste moro procurando os horizontes e os nortes do mundo. De repente, tão de repente e abruptadamente tenho uma cama, um vinho, vontade de dançar e dizer-te (ao mundo) amo-te sem pesar...sem querer nada em troca a não ser a doce inocência de amar girassóis e de querer através da tua pele, toque e intensidade...criar poesias...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619787363787043010" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-C02mz82xaM4/Tf1-1RvBcMI/AAAAAAAACt8/lFvDGtwMwX4/s400/_MG_9767.JPG" /&gt;Deixa-me voar rente ao chão, depois traga-me de volta a imensidão dos meus sonhos!!! Segunda-feira hora de recomeçar...novo trabalho, nova vista de Porto Alegre, novas e sempre intensas maneiras de amar e de entregar-se a exaustão!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-767510675430620247?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/767510675430620247/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=767510675430620247' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/767510675430620247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/767510675430620247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/06/os-momentos-de-exaustao-e-sua-poesia.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-05EbWlWPgFo/Tf1-1ttbLBI/AAAAAAAACuE/Qik-ImBtTRU/s72-c/DSC_0016.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-8835129780628554591</id><published>2011-05-25T19:37:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T20:54:45.343-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O viajante caótico mais uma vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610867607515824786" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-SOwkgyrfiKc/Td3OXIO6ApI/AAAAAAAACto/ky5TMu0etpI/s400/sol1.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tirei da estante ao final do dia o livro de 'Alberto Manguel'. Não o conhecia, aliás, não tinha dele qualquer referência, afinal nem estava diante da minha estante de livros (encaixotada ainda por Santa Maria). E para minha grata supresa a primeira frase do livro é: &lt;em&gt;"Sou um viajante inquisitivo e caótico. Gosto de descobrir lugares ao acaso, por meio que qualquer imagem que esses locais tenham a oferecer". &lt;/em&gt;A partir dessa frase não precisava ler mais nada, já tinha encontrado a referência para a busca de sentidos do meu dia. E minha intensa inquietação. Inquietação, por sinal dos últimos dias, inquietação de sempre!! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, hoje foi um dia de luz fria e temperatura quente, um misto de chuva e não chuva. Quando as nuvens estão num ritmo muito mais acelerado. Ele, inclusive me lembrou disso quando estávamos andando pelas ruas de Porto Alegre. As nuvens andam mais ligeiro por aqui, isso é um dado agora consumado por mim. Nesses dias quente, lembro-me dos dias de vento norte por Santa Maria e de minhas tenras saudades. De quê? Não sei. De pessoas talvez, de lugares por certo, mas mais do que tudo sinto saudade de sensações e da temperatura, gosto, do cheiro dessas sensações. Passei o dia com minha pernas trêmulas, com meu pensamento caótico, com meu olhar conturbado, não conseguia entender a insistência da desordem em mim. Não estava em TPM, nem com sérios problemas existenciais (ou será que sim?). Então foi no começo da noite que me dei conta do vento quente. Coloco o casaco, logo o tiro e minhas pernas se balançam ainda mais freneticamente embaixo da mesa. O vento norte de Santa Maria teria chegado a Porto Alegre? Logo liguei para amigos a fim de me certificar. Sim, hoje foi dia de vento norte e meu corpo estava com aquelas antigas sensações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610867610423581394" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-tk3uqcpxGt0/Td3OXTEK2tI/AAAAAAAACtw/80FJrNkbZ88/s400/_MG_7510.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensei na loucura de tudo isso, também hoje no início da manhã quando voltava de viagem de Bento Gonçalves, aliás, uma viagem muito breve. Em menos de doze horas fui e voltei pelo vital prazer de durmir com minha mãe que passeava pela região, para jantar com a família, os tios, os primos e tomar aquele café da manhã colonial. E acordar com a mãe fazendo cafuné, passando a mão no meu cabelo vagarosamente para me acordar, como quem diz: &lt;em&gt;filha to sempre contigo.&lt;/em&gt; Eu em posição de bebê, quase de feto encolhida na cama embaixo das cobertas quentinhas, senti vontade de chorar ao perceber que aos 26 anos, às vezes, o que a gente só precisa é de uma mão de mãe sobre nossas cabeças.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As duas horas de viagem até Porto Alegre, se transformaram em quatro. Mais um acidente no trânsito atrasa minha viagem, a segunda com acidente em menos de um mês. Me senti um pouco culpada e tentarei não ir mais para a BR de ônibus nos próximos dias. OLhando para o sol que se estendia pela manhã, pensava em tantas sensações que são possíveis ao se permitir ser um viajante inquisitivo e caótico. É permitir-se literalmente sobre cada uma das paisagens que percorrem o olhar. Lá fora o dia amanhece quente, o sol do outono, em tons mais claros...Gosto de o sentir assim, ele corre por detrás as árvores e o deixo tocar minha pele. O queria assim, mesmo que queimasse a jovialidade da minha pele. O queria sentir sobre os poros, por que é só nessas vivências neste abrir os poros e os sentimentos que se sente de fato: as nuvens, o sol, o vento norte que de Santa Maria sopra no meu dia!!! Impregnada de saudade e de poesia!!!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-8835129780628554591?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/8835129780628554591/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=8835129780628554591' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8835129780628554591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8835129780628554591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/05/o-viajante-caotico-mais-uma-vez.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SOwkgyrfiKc/Td3OXIO6ApI/AAAAAAAACto/ky5TMu0etpI/s72-c/sol1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5429113043703563092</id><published>2011-05-16T21:02:00.000-07:00</published><updated>2011-05-17T06:47:41.381-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Uma tarde...uma forasteira pela estrada...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 400px; display: block; height: 267px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607533720242063538" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-vBvmODCx54E/TdH2NWUNiLI/AAAAAAAACtg/lHhXl8yKUX4/s400/hibrido.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cinco homens bebem cerveja no balcão do bar da rodoviária. 14hs, meu ônibus sai às 15hs. Todos me olham, direcionam seus olhares aos meus ares sentada em uma mesa solitária em um dos cantos do lugar. A música que invadia o espaço me inspira a cantar em voz alta. Comigo Fernando Pessoa e Woody Allen.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os cinco homens tem mais de 50 anos, por certo. Não conversam entre si. Me olham. Me sinto nua. Talvez eles me desejam ver assim. Me sinto forasteira e essa é uma sensação de plena 'liberdade'. Eles não sabem para onde vou, quanto menos sabem de onde venho. Sabem que canto em voz quase alta, meu esmalte é da cor da minha manta, meus cabelos são loiros retocados pelo calor do sol que entra pela janela e meu olhar é deveras perverso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eles não me atraem sexualmente, mas 'copularia' com todos, como 'copulam' os animais, tal a efervescência das minhas entranhas. Sou forasteira sob o céu azul da tarde esquizofrênica de quase inverno. Canto e sinto vontade de vomitar palavras na minha agenda. Naquele canto me encontro com Alberto Caeiro, faço amor com ele em cima daquela mesa. MInha excitação aumenta e minha mente fervilha. Me sinto 'molhada'. E não tenho medo de estar assim, tenho medo mesmo de um dia não me sentir mais forasteira. Tenho medo de não ter mais seus olhares estranhos e sedentos voltados para mim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas entre um gole e outro sou degustada em seus desejos. Entre um gole e outro eu gosto mesmo é de estar na estrada. E é só a 'solidão' da estrada que me preenche de tal forma e intensidade que nenhum deles ainda conseguiu....E enfim, apenas prelúdios de um olhar sedento por fotografar a paisagem, de materializar o que Fernando pessoa escreve: "Todo estado de alma, é uma paisagem'. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5429113043703563092?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5429113043703563092/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5429113043703563092' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5429113043703563092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5429113043703563092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/05/uma-tarde.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vBvmODCx54E/TdH2NWUNiLI/AAAAAAAACtg/lHhXl8yKUX4/s72-c/hibrido.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-6397568221934369207</id><published>2011-05-08T13:50:00.000-07:00</published><updated>2011-05-08T16:45:18.027-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Igual não disse palavra em todo caminho...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Chegou sorridente do outro lado da rua e me pergunta: &lt;strong&gt;Are you from? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;Yo vivo acá en Porto Alegre&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Soy de Río Grande do Sul. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604491659671950850" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-VjModtIXAVk/TccneHli1gI/AAAAAAAACtI/RteNrBs4UO4/s400/_MG_4678.CR2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E seguimos hablando. Ele em inglês, eu em espanhol. Não tinha dúvida de que ele era americano. Lindos olhos claros o denunciavam. Ele também não teve dúvida que era estrangeira quando me abordou. Também começou um francês. Acreditou que eu era estrangeira pela minha feição certamente, mas muito mais pela máquina fotográfica em mãos em um domingo de manhã pelas ruas de Porto Alegre - domingo de dias das mães. Isso já me aconteceu várias vezes, e sempre foi motivo de bonitas aproximações. No nordeste especialmente poucas vezes fui brasileira, mas americana, francesa, até suíça...mas quando conhecem meu samba, não há dúvida da minha negritude...Hahaha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, depois de um breve diálogo descobrimos que éramos os dois brasileiros, unidos por uma linguagem quem sabe universal: &lt;strong&gt;a fotografia&lt;/strong&gt;. João Batista, fotógrafo de Florianópolis. Lhe chamou a atenção que eu estava fazendo fotos do chão. Fotografa uma flor amarela caída na calçada. EStava buscando referências que lembrasse minha mãe. E talvez mais do que fotografia a &lt;strong&gt;maternidade&lt;/strong&gt; seja a coisa mais universal e poética que nos unia. Me despedi do fotógrafo emocionada pela 'arte dos encontros' e como de fato é neles que consigo em pouco tempo, em poucas palavras e num portunhol bem enrolado deslindar boa parte de mim. Mas não tinha dúvida que a fotografia e a maternidade nos uniu naquele momento de encontro. O fotógrafo passava por Porto Alegre para resolver problemas familiares, e eu lhe agradeci silenciosamente por fazer parte do meu dia - das mães - por breve momento. Assim, me senti menos sozinha, se bem que quando se vive por meio de poesia da arte não há como amargar na solidão. Acredito, aliás, que 'o fazer' seja o refúgio da solidão dos artistas. Minha mãe, não tenho dúvida entenderia do que estou falando: ela canta, escreve versos e planta flores. Elas mais do que ninguém sabe brincar com sua solidão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604493788478512850" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-3JstfHLXfsY/TccpaCAlHtI/AAAAAAAACtQ/mtFlnjcSBOA/s400/mae5.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, não tinha conseguido falar com minha mãe ainda. Ao menos já tinha encontrado com a mãe da Pati bem cedo para um chá da manhã. Chá com mel que lembrava minha mãe. Também queria a minha, por isso sai pela rua sozinha, sem grandes pretensões, fotografando suas cores e referências. Para mim, minha mãe lembra flor, não só pelo clichê do feminino, do perfume de mulher, bla bla bla, mas por que minha mãe planta flores. Mais do que isso minha mãe conversa com elas, para talvez apaziguar a falta dos filhos. Hoje é dia das mães, minha mãe está sozinha. E pior, o celular lá no interior de Charrua não está funcionando. Talvez ela esteja falando com suas flores. Achei um tanto injusto não conseguir falar com ela, mas ao mesmo tempo naquelas fotografias e naquelas cores sabia que estava em constante conexão com ela. Tanto que meia quadra depois das fotos minha mãe me ligou. Estava no alto do moro onde o celular funcionava. Ligou para receber Feliz dia das mães. Ela estava no meu lugar preferido no mundo, acho que na verdade o lugar que vai sempre ser meu refúgio, de um lado tem um mato com terra virgem onde nos escondíamos quando crianças e saíamos a caça de seres ocultos da mata. Do outro lado ao longe os moros e depois deles os horizontes por onde perpassava meus olhares e meus sonhos...aqueles que me levariam para longe...longe inclusive da minha mãe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falei pouco com ela ao telefone, lhe contei que fotografava em sua homenagem, ela do outro lado não conseguiu mais falar. Eu deste lado nunca fui muito boa em palavras ditas, prefiro as escritas, por isso limitei-me a um Feliz dia das mães, não consegui dizer-lhe: eu te amo! Nunca consigo, nem para ela, quase nunca para ninguém, apesar de tanta vontade que tenho de dizer para tantas pessoas. Talvez pela falta de coragem ao falar, que o amor vai se acumulando demais em mim, e certamente é por isso que eu amo demais e imensamente a vida e as pessoas...Penso que se eu conseguisse por alguns momentos falar todos os meus sentimentos, conseguiria aquietar minha alma e dar mais sentido para meus vazios. Mas não consigo, por isso fotografo e escrevo. Ando pela rua sozinha e passo horas a confabular tudo o que queria dizer, me sinto frágil nestes momentos, mas muito forte quando percebo que às vezes se fala demais e se ama de menos. Nunca confiei muito nas palavras ditas com facilidade, nos discursos inflamados e vigorosos que muitas vezes mascaram nossa essência, que é calada, porém fervilhante e verdadeira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrei-me, então, de ontem a noite, quando durante uma festa fui abordada por um interessante jovem. Ele era bonito, charmoso e bem sucedido, sabia como ninguém "galantear" uma mulher - pode ser que não uma mulher como eu - mas olhava com convicção nos olhos. Olhos de pegador, tudo bem. Sei lidar muito bem com eles. É sei lidar muito bem com os olhos, mas não com as palavras, fico sem palavras...minhas mãos se movimentam demais sem saber onde parar. Penso que se tivesse uma câmera me esconderia atrás dela e então seria mais verdadeira nas minhas atitudes, no jogo de sedução que acontecia. Não estava bêbada o suficiente, por certo, mas quando bêbada falo demais e normalmente choro. Aí acontece o contrário, mas é difícil encontrar uma exata medida entre este falar demais e o não falar. Resumindo: por falta de jeito e de não saber como falar - acabei falando bobagem, acho que fui meio grosseira, praticamente mandei o jovem, - bonito, charmoso e bem sucedido, - embora . Ah, tudo bem, ele não era "meu número" e meu lado heterosexual do dia estava satisfeito. Olhei para os amigos que estavam comigo e eles perguntam com veemência: O que você falou Fran? Droga, eu não sei falar. Deveria ter saído com minha câmera...Ou deveria ter apenas ficado no olhar. Deve ser por isso que nunca fui muito 'pegadora' na noite, normalmente minhas paixões começaram durante os dias, na convivência. Mas essas são sempre as mais perigosas, estou preferindo voltar para a noite, falar menos, olhar e dançar muito mais. Dançar sempre funciona. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, e minha mãe em meio a isso tudo? Essa história toda, só para dizer que talvez minha mãe seja a única pessoa que me entende como ninguém em plenitude. Sabe que falo pouco, escrevo muito mais, por isso ela sempre insiste nos meus textos, gosta de chorar com minha poesia. Entende minhas inquietações, por isso não me questiona, aliás deixou de questionar há muito tempo, só reclama da falta de grana. Tudo bem, isso um dia também vai mudar. Se os parentes perguntam: e a Fran não esta namorando?. Minha mãe responde com maior orgulho: 'namorando não, sozinha nunca'. Puta que o pariu como ela me entende e para isso não preciso nem lhe contar das minhas paixões fugidias, dos meus amores possíveis e impossíveis ela sabe de tudo sem saber...às vezes lança alguns comentários maliciosos para cima de mim, eu olho para ela, não digo nada. Ela entende, sem ter dúvidas. Da última vez que nos vimos, me disse: queria ter sido igual a você, a ter tantos amigos, a viajar. Não lhe falei nada, não falamos nada, já estavámos quase a chorar. Na hora de ir embora é sempre a mesma história, acho que mesmo depois de 50 anos (tomara que ela viva todos estes ainda) vai ser a mesma história: nos abraçamos, falamos poucos, choramos e nos amamos muitos. Minha mãe, meu pai, minha avó, meus quatro irmãos. Mas é ela, é ela que em meio a tudo isso, que é pilar: força, alegria, vitalidade, sexualidade, paixão, sentido...e tantas coisas mais que não cabem numa fotografia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604491648148781010" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-pGBsXnIUdNs/TccndcqNN9I/AAAAAAAACs4/Pg938-rma38/s400/mae4.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;é ela...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;cor amarela&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;flores caídas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;nas ruas deveras&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;por vezes esquecida...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;é ela...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;boneca de pano &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;canção de ninar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vigor nos meus sonhos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;razão do cantar...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;é ela&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;flor amarela&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;razão do meu andar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;cor de aquarela&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a essência do amar!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;é ela&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e somente ela&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;que entende o meu olhar!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-6397568221934369207?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/6397568221934369207/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=6397568221934369207' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6397568221934369207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6397568221934369207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/05/igual-nao-disse-palavra-em-todo-caminho.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-VjModtIXAVk/TccneHli1gI/AAAAAAAACtI/RteNrBs4UO4/s72-c/_MG_4678.CR2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-8875722153353244198</id><published>2011-05-06T16:02:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T21:04:21.538-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;La muerte!!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RHLdZSDUdvQ/TcTC2SdbHTI/AAAAAAAACsw/i-vTzOXjsC0/s1600/morte.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 302px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-RHLdZSDUdvQ/TcTC2SdbHTI/AAAAAAAACsw/i-vTzOXjsC0/s400/morte.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603818074279714098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha ligação com a literatura sempre foi muito intensa. Existem algumas cenas que li em livros que nunca mais apaguei da minha memória, quanto menos apaguei as sensações despertadas em meu corpo: O frescor de Clarissa num balanço no pátio no meio da tarde. O cheiro de Pedro Terra. A leveza da morte que se apaixona pelo violinista. Aliás, o livro as &lt;b&gt;&lt;i&gt;Intermitências da Morte&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; de José Saramago, talvez tenha sido um dos livros mais intensos a qual me apeguei. A vontade de lê-lo sempre se repete, hoje então foi um desses dias que gostaria de estar perto dele, depois que fui entrevistada pela colega Paola para um documentário. Mas, infelizmente este livro ainda está encaixotado por Santa Maria, o que me dá uma grande saudade dos meus livros de cabeceira. Neste livro a beleza e leveza de uma paixão é que comovem e apontam o quanto ela é vital para nossa vida, a ponto de fazer com que a própria morte desista de sua trajetória. Afinal, é ao abrir aquele envelope que o violinista deixaria de tocar as bonitas canções na beira da cama todas as noites. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é na paixão que a morte tem seu peso e também sua leveza. E sob esta perspectiva que girou alguns dos meus pensamentos e sensações no dia de hoje. Dificilmente paro para pensar na morte. Talvez estejamos o tempo todo fugindo de sua materialidade, mas talvez estejamos o tempo todo buscando suas metáforas. Afinal, morte mais do que abandono e falta, é passagem: leve em sua beleza, tenra em seu recomeço. E como pensar a morte na arte? No meu caso, a morte na fotografia...Se a fotografia, ou qualquer narrativa é um recorte de tempo e espaço, a morte estaria ali naquele recorte, na subjetividade de cada olhar. Seria, então, a morte circunstancial na arte? Não sei. talvez a morte seja a grande metáfora da ave fênix...O morrer para ressurgir das cinzas, então imagina quanta coisa pode se pensar por detrás deste pensar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a morte tem isso de paradoxo: peso ou leveza? O começo ou o fim? Nas minhas fotos e no meu olhar é um pouco de tudo isso e muito mais!! Uma breve reflexão!! Boa noite!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A morte é desapego, não. Mas amor também é desapego, afinal quando se ama se quer deixar livre, quando se tem  medo se é possessivo. Enfim, aprendendo a lidar com todos estes sentimentos, inclusive na minha 'arte'...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-8875722153353244198?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/8875722153353244198/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=8875722153353244198' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8875722153353244198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8875722153353244198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/05/la-muerte-minha-ligacao-com-literatura.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RHLdZSDUdvQ/TcTC2SdbHTI/AAAAAAAACsw/i-vTzOXjsC0/s72-c/morte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4697975887853239462</id><published>2011-04-28T14:37:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T16:02:09.700-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Foi na manhã de ontem!! E foi na noite de ontem!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-27Afpy33cW8/TbnwrThXAxI/AAAAAAAACsQ/y4pKv5t5RHo/s1600/agua.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-27Afpy33cW8/TbnwrThXAxI/AAAAAAAACsQ/y4pKv5t5RHo/s400/agua.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600772238377157394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma súbito torpor de felicidade invadiu meus poros ontem enquanto subia a avenida Ipiranga, em Porto Alegre.  Não existia nenhum motivo aparente que fosse especial para mim estar sentindo aquela alegria tão verdadeira. Não recebi nenhuma carta de amor, nem uma ligação especial, não tinha ganhado na loteria, quanto menos conseguido um apartamento para  morar ou qualquer coisa que pudesse me preencher de satisfação. Mas era uma manhã de outono. O sol fresco das nove horas da manhã tocava minha sensibilidade. O frescor ao passar pelas áreas de sombra me causavam arepios. Um ótimo arepio corria meu sangue. Me pus a pensar no sentimento da felicidade. E não sou louca não, apenas acredito demais na vida. Por vezes queria encontrar na rua, numa manhã como a de ontem alguém que compartilhasse comigo dessas vivências tão sensíveis que é  o mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizia pensei na felicidade, não tinha como  acreditar neste meu caminhar que a felicidade dependa única e exclusivamente de circusntância, afinal há um estado de felicidade, e era este que estava sentindo naquele momento. Fiquei pensando que queria compartilhar essas minhas percepções com o mundo, talvez apenas com alguém especial ao final do meu destino. Não tive essa sorte, o peso do dia, os dramas impostos nas circunstâncias e a nuvens que correm rápido demais nas pessoas que estavam ao meu redor, me fizeram interiorizar aquele sentimento fresco de felicidade proporcionados pelo sol de uma manhã de outono. Aí, pensei (sem medo de ser como sempre questionada): ser feliz é mais simples do que se imagina, é apenas abrir os poros e deixar-se invadir pela vitalidade de um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa enrolação toda é para lhes contar que é isso que sinto nas minhas fotos, nos meus textos, essas sensações que não são colocadas para fora a partir da minha voz, mas de outras linguagens na qual consigo mostrar o que sou, e o que vejo no mundo. No meu olhar, na minha observação incansável sobre o outro, nessa busca de encontrar por meio do visor a essência de um sorriso...que gostaria que fosse real...que entendesse a si mesmo! É na minha narrativa que construo a fluidez dos meus sentimentos e das minhas vontades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OI7b9GxtTok/TbnwrdhzNtI/AAAAAAAACsY/ge8ERxllPHE/s1600/agua-1.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-OI7b9GxtTok/TbnwrdhzNtI/AAAAAAAACsY/ge8ERxllPHE/s400/agua-1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600772241063360210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas fotos foram feitas num final de tarde em Charrua, lá onde tudo é silêncio, outono e frescor!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4697975887853239462?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4697975887853239462/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4697975887853239462' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4697975887853239462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4697975887853239462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/04/foi-na-manha-de-ontem-e-foi-na-noite-de.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-27Afpy33cW8/TbnwrThXAxI/AAAAAAAACsQ/y4pKv5t5RHo/s72-c/agua.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-993540975017691406</id><published>2011-04-17T12:45:00.000-07:00</published><updated>2011-04-17T13:38:27.862-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por onde ando? (atualizando...)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chove em Porto Alegre. Uma chuva gostosa que acabo de sentir em meu corpo antes de deixar a rua. Sai para caminhar, o clima quente da capital passou logo diante dos caminhos com árvores que escolhi para andar. Eu gosto daqui, me sinto em casa. Olho para os lados e me reconheço, sinto as cores, os cheiros, os contrastes. Sinto que sou e serei feliz aqui. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto da itinerância. Preciso dela, me faz sentir mais verdadeira. Gosto de sentir o cheiro, o tons, os sabores dos outros lugares. Também gosto de encontrar o olhar de outras gentes. Mas a itinerância, às vezes me cansa. Me dá vontade de ter um canto no mundo. Aquele lugar por mais modesto e simples que seja, mas que se pode chamar de casa. Por vezes penso que há muitos anos não tenho mais casa, desde que sai da casa dos meus pais. Mas, depois deixo de ser tão injusta e aceito o fato de que já tive várias outras "famílias" nestes anos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Gosto das palavras de Hesse &lt;em&gt;“a solidão é o modo que o destino encontra para levar o homem para si mesmo”&lt;/em&gt;. Não sei se me sinto sozinha, acho que em transformação. Talvez vire borboleta, talvez outra vez lagarta. Não tem como não tranformar-se sempre: quando se está itinerando, quando se está com um "lugar" no mundo. É incrível isso, pode parecer um monte de bobagem, mas há mais de um mês terminei uma dissertação de mestrado em que entrava a fundo nos conceitos de não-lugar e lugar antropológico. Partia da vivência e das referências das pessoas que viviam na fronteira para entender estes pertinentes termos um dia pensados por Marc Augé. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas, acho que esqueci de entender, sentir os não-lugares e lugares antropológicos da minha vida. Tenho fotografado pouco, já tive fases assim. Já está bem menos pesado andar sem a máquina fotográfica. Tenho fotografado mais filmando, o que me alegra demais, pensar que meu "olhar" começa a se encher de vida nesse sentido. Tenho escrito e pensado muitos projetos de documentário, filme. É, acho que pensado mais, no entanto, escrito sim algumas coisas. Começo a me permitir mais, talvez por perceber que eu tenho que acreditar muito mais em mim, me baseando no que os outros tanto acreditam. Mas, tenho feito um grande exercício de humildade. Porém, entendo que às vezes quando não parece humilde é apenas defesa diante das possíveis agruras da vida. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Gosto quando me despertam para um olhar mais sensível sobre o mundo. Gosto quando mexem com minha sanidade e provocam também a manifestação da minha insanidade. Gosto de estar diante do mundo a pessoa mais segura, confiante e alto-astral. Gosto também, quando permito mostrar a poucas e especiais pessoas que tenho tantas fragilidades. E que, às vezes, gosto apenas de um vinho, queijo e um filme...Tenho valorizado demais minha solidão, minha dolorida transformação. E como dói parar, ter um canto no mundo e sentir as necessidades que se há para viver com o mínimo de paz. No entanto, não me sinto sozinha, a plenitude dos meus planos e do meu olhar me enchem de vivacidade por todos os lados, a ponto de todos me dizerem: você vai longe. Disso nunca tive dúvida, minha dúvida está em pensar quando vou conseguir aquietar meu coração!!...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ou vocês acham que para pessoas paradoxais como eu é fácil sobreviver a tanta inquietude. Me sinto impotente quando não há desejo...me sinto impotente quando não há brilho no olhar. E talvez por isso tenha fotografado pouco, pelo medo de perder meu brilho. Então, volto a escrever e aí percebo que há tantos olhares possíveis ainda. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Gosto dessa fase de transformação...Gosto do recomeço e Porto Alegre eu to chegando para fazer muita coisa brilhar...Cheia de vazios e de plenitudes!!! Mas, o fato é: vai ser lindo, mas vai doer demais!! Vamos lá que sem dor não há transformação e também não há verdades. Mas, sem dor também há verdades. Viram, eu disse é muito paradoxo: os não-lugares e os lugares antropológicos, afinal, não são polaridades fugidias, são apenas complementares. Vou sempre amar demais em todas as complemetaridades!! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-993540975017691406?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/993540975017691406/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=993540975017691406' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/993540975017691406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/993540975017691406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/04/por-onde-ando-atualizando.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1921154011827467972</id><published>2011-03-02T16:32:00.000-08:00</published><updated>2011-03-02T17:28:29.225-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-EnQX6EYocqc/TW7tIzMT_QI/AAAAAAAACqM/oQG4cQ2AZQI/s1600/agua2.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 272px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-EnQX6EYocqc/TW7tIzMT_QI/AAAAAAAACqM/oQG4cQ2AZQI/s400/agua2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579657723795209474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Demorei para voltar, não é mesmo? Mas quem disse que se mudar é coisa simples. Diria até que se mudar de cidade, sem partir da casa dos pais se torna ainda mais complicado. Especialmente quando a única certeza que se tem é da vontade em dar uma reviravolta na vida, recomeçar profissionalmente e a curiosidade de contemplar o mundo. E foi nestes  longos dias entre fazer e desfazer de coisas que meus vazios existenciais ficaram ainda mais latentes. E aí o tamanho da solidão aumenta, mas nem por isso menos vontade, intensidade e alegria na mudança. Afinal, por mais que os anos passam, os passos mudam, os dias se tornam pequenos e nossas insatisfações maiores, não quero mascarar minha tenra felicidade em existir por detrás da dramaticidade  e do peso de nossas escolhas. Enfim, reflexões enquanto me desfazia de grande parte das referências de minha vida. Doei roupas, doei livros, minha coleção de camisetas, de copos e canetas. Tentei fazer com que tudo cabesse numa mala. Ok, ok, muitas coisas ficaram encaixotadas lá na velha casa dos meus pais, ainda no velho apartamento de Santa Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como diz o amigo Ronai, chega um momento que a vida tem que caber em uma mala. No meu caso este é o momento, mas a mala tem sido pequena para tantas perturbações. Apenas divagando cá em São Paulo um tanto sozinha....&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1921154011827467972?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1921154011827467972/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1921154011827467972' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1921154011827467972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1921154011827467972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/03/demorei-para-voltar-nao-e-mesmo-mas.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EnQX6EYocqc/TW7tIzMT_QI/AAAAAAAACqM/oQG4cQ2AZQI/s72-c/agua2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5085393890934557481</id><published>2011-01-27T17:48:00.000-08:00</published><updated>2011-01-27T18:01:19.986-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Fotos do dia: enquanto chove lá fora, brinco com gotas cá dentro...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 241px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567048553705955474" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TUIhKgL-4JI/AAAAAAAACiY/zVXGPVF5LPM/s400/IMG_3062.JPG" /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TUIhKd1DTaI/AAAAAAAACiQ/Jf3J8UtShDI/s1600/gota.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 255px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567048553072905634" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TUIhKd1DTaI/AAAAAAAACiQ/Jf3J8UtShDI/s400/gota.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gotas do meu silêncio&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;nada mais...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5085393890934557481?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5085393890934557481/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5085393890934557481' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5085393890934557481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5085393890934557481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/01/fotos-do-dia-enquanto-chove-la-fora.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TUIhKgL-4JI/AAAAAAAACiY/zVXGPVF5LPM/s72-c/IMG_3062.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4128669913242622223</id><published>2011-01-16T13:37:00.000-08:00</published><updated>2011-01-16T16:22:44.694-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;20hs sem ar-condicionado...e o cheiro da minha terra...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nada que bom humor e muito bate-papo não resolve uma longa viagem de 20 hs num ônibus sem ar-condicionado. Pois é, resolvi vir à São Paulo de ônibus dessa vez, já vim de avião, de caminhão, nunca de ônibus que acaba sendo sempre uma boa opção para conhecer pessoas, fotografar o caminho e economizar uma baita grana em relação ao avião. Junto comigo um vendedor que faz a viagem a cada 3 dias; um pai muito atencioso e moderno com duas filhas e um cachorro; um jovem roqueiro que comprou briga com nova namorada do pai: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;fui dar uma voadora na louca e levei uma rasteira do meu pai, aí resolvi voltar para São Paulo. Cara a mulher virou a cabeça do meu véio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - desabafa o jovem, muito gente fina por sinal. Pegamos certamente o ônibus mais velho da companhia Pluma. Já a linha para Curitiba que era o ônibus que ia no nosso lado, era um luxo. Nosso ar soprava tão fraco e o calor aumentava cada vez mais, que não teve jeito tivemos que abrir as janelas. Sim, estávamos em um ônibus que ainda abre as janelas. Um perigo, não. A indignação era geral, resolvemos ligar todos para o 0800 e resgistrar nossas reclamações, afinal eram 20hs de viagem, mais de 1300KM. Mas no fundo sabíamos que o problema não ia ser resolvido, então decidimos ao menos rir um pouco da nossa falta de sorte. No entanto, viajar de janela aberta nem é de todo ruim, as fotos ficam bem melhores e no cair da noite entre uma cochilada e outra fui acordada por um cheiro de terra que invadia minha narinas. Tinha certeza estava na minha terra pois aquele cheiro era inconfundível. E confesso, aquela sensação valeu a pena toda a viagem, liguei para casa e falei com minha mãe estava a menos de 30 minutos de casa, mas meu destino era outro. Então o ônibus pegou o sentido esquerdo do trevo e hoje estou cá em São Paulo. Uma viagem com muito calor, mas tudo na mais tranquila paz. Algumas imagens da viagem: um pouco de São Paulo, um final de tarde quase em Santa Catarina e umas lavouras ainda no RS. Uma semaninha longa em São Paulo, a partir de amanhã curso de Direção de fotografia para cinema com Alziro Barbosa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTNl8j1QtpI/AAAAAAAACiA/fqo-j-KFGCs/s1600/IMG_2841.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562902055817885330" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTNl8j1QtpI/AAAAAAAACiA/fqo-j-KFGCs/s400/IMG_2841.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTNl8RZoe8I/AAAAAAAACh4/Z03F6wBHUHM/s1600/IMG_2797.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562902050870164418" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTNl8RZoe8I/AAAAAAAACh4/Z03F6wBHUHM/s400/IMG_2797.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTNl8F6uHNI/AAAAAAAAChw/8Kag_8Jrftw/s1600/IMG_2769.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562902047787719890" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTNl8F6uHNI/AAAAAAAAChw/8Kag_8Jrftw/s400/IMG_2769.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Amanhã mais de São Paulo...hj preciso descansar...Boa noite!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4128669913242622223?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4128669913242622223/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4128669913242622223' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4128669913242622223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4128669913242622223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/01/20hs-sem-ar-condicionado.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTNl8j1QtpI/AAAAAAAACiA/fqo-j-KFGCs/s72-c/IMG_2841.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1041014043058685571</id><published>2011-01-14T17:09:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T17:35:52.238-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O mundo amarelo da formiga, a água da torneira solitária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias fazia planos de fotografar a árvore atrás do prédio da Música na faculdade. O amarelo de suas flores eram deslumbrantes, teriam combinado perfeitamente com o vestido azul da menina que passeava pelo campus ontem à tarde. Hoje, no final da manhã, depois de resolver os tradicionais problemas burocráticos da minha defesa no mestrado, resolvi fazer uns cliques, sem nenhuma grande pretensão. Apenas aquela velha história de treinar o olhar. Ainda mais agora que com máquina nova estou tendo que "reaprender" a fotografar. Se bem que eu sempre achei uma grande bobagem, nada convincente por sinal, essa história de só pensar em equipamento. Talvez por que tinha que me adaptar às minhas condições. Mas o fato é que a intimidade com a máquina aumenta dia após dia e depois de anos fica ainda mais difícil acostumar com outra máquina na mão e no olhar. O olhar, no entanto, é o mesmo, mas parece que ainda sinto o peso da minha Nikon na mão é muito louco isso, mas é real. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562213988039774354" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTD0JvnR0JI/AAAAAAAAChg/Up5iGZrN3L4/s400/amarelo7.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;Era quase meio-dia, um calor insuportável pelo campus, parei para fotografar a árvore amarela e para minha surpresa algum aluno da música tocava percussão na sala de fundos para onde ela estava. Deitei debaixo dela por alguns segundos e me deixei tocar por aquele música leve e pelo amarelo daquelas flores. Por alguns instantes meu mundo ficou todo amarelo. E eu gostava de me sentir assim. Testei a máquina o quanto pude, pondo em prática as aulas que tive com um amigo fotógrafo antigo. O mesmo que ontem à noite me fizeste durmir muito bem. Me chamou no msn: "Linda, parabéns pelas fotos, olhar único. Não foge" - mas não tem jeito, caro amigo, eu juro amor eterno e vou embora com o circo. Acho que foi mais ou menos assim com minha máquina fotográfica, jurei amor eterno, mas como em quase tudo, fugi com o circo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 291px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562213983711270722" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTD0JffSF0I/AAAAAAAAChY/Cdvsgw-9q2A/s400/IMG_2718.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao "mundo real", depois da árvore, da música, um pouco de água de uma torneira velha abandonada em um recanto da universidade. E está tudo tão vazio por aqui. Depois de um mundo amarelo, um mundo nostálgico com pouca água de um lado, com muita água de outro. Acho que essa é a foto de um dia, em que a falta de água aqui no Sul assusta cada vez mais, o exagero de água no sudeste traz tanta tragédia. Nessas horas me sinto bem em não ter TV em casa e fujo de ver o sofrimento alheio e me detenho em apenas poetizar em baixo de uma árvore amarela, do lado de uma torneira de água cristalina.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTD0JFQTXdI/AAAAAAAAChQ/2ZAUB1RqVhc/s1600/agua3.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562213976669117906" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTD0JFQTXdI/AAAAAAAAChQ/2ZAUB1RqVhc/s400/agua3.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;A partir de hoje todo os dias teremos fotos novas aqui, é o desafio que estou me colocando. Afinal está tudo tão parado por aqui e está na hora de encher o olhar de mais verdes lembranças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1041014043058685571?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1041014043058685571/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1041014043058685571' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1041014043058685571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1041014043058685571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/01/o-mundo-amarelo-da-formiga-agua-da.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TTD0JvnR0JI/AAAAAAAAChg/Up5iGZrN3L4/s72-c/amarelo7.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-6066311648423224682</id><published>2011-01-08T12:13:00.000-08:00</published><updated>2011-01-08T13:05:36.647-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O homem que sabia dançar. E a fotógrafa queria voar..&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns instantes sentei-me ao fundo do salão e parei de fotografar. Me detia a apenas admirar o ato de voar daquela moça pelo salão. Ela estava leve, parecia deslizar, organicamente impecável seus passos entre o ir e vir de umas músicas latinas. Era sorrisos e leveza naquela dança. Ela tinha dançado com tantos outros homens naquela noite. Alguns com passos mais lentos, outros mais violentos, mas foi nos braços daquele homem que eu vi ela voar. O homem certamente estava longe de ser o mais bonito e interessante da festa, mas depois de meia dúzia de passos pelo salão era possível perceber que ele faria qualquer mulher daquela festa voar leve por todas as músicas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TSjQPUIUj0I/AAAAAAAAChI/uW-jW8jKeUE/s1600/fisioterapia%2B1127.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 273px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559922701509103426" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TSjQPUIUj0I/AAAAAAAAChI/uW-jW8jKeUE/s400/fisioterapia%2B1127.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Senti uma nostálgica sensação de que ao invés da máquina na mão, poderia estar com as mãos naquele homem. Sem nenhuma pretensão além da dança, minha vontade era compatilhar passos, olhares, a mágica sensação de dançar. Me dei conta, então, mais uma vez da diferença entre os homens que dançam e os que não dançam. Quando estamos com homens que não dançam, sentimos a necessidade de estar nos braços do outro que dança. Quando estamos com um homem que dança queremos apenas voar... Uma visão muito pessoal, claro, de alguém que gosta muito de dançar e às vezes trocaria a máquina por um salão de baile...(mas pensando bem a dança pode ser uma analogia para muitas coisas, não?)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TSjQPJY2YkI/AAAAAAAAChA/TGgRkYEyORY/s1600/fisioterapia%2B1178.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 330px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559922698625638978" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TSjQPJY2YkI/AAAAAAAAChA/TGgRkYEyORY/s400/fisioterapia%2B1178.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que a nostalgia aumentou ainda mais quando me dei conta que seria muito difícil mostrar por meio de uma foto os passos leves dele, o vôo dela. Talvez por que eu estivesse morrendo de vontade de apenas dançar ontem a noite. Mas, no fundo dançar e fotografar partem da mesma essência. Partem da ideia de compartilhar, deslizar e sentir mágica sensação de possuir por alguns instantes o "poder" de voar. Foi uma boa noite para fotografar, foi uma noite ainda melhor para dançar...Mas me contentei em fotografar, admirar, me encostar no balcão do bar depois do trabalho e tomar umas cervejas para, quem sabe, "voar" ainda mais...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa e senti vontade de escrever, de escrever-te: Había olvidado de los peligros de trabajar en la noche...Bailamos otra noche, entonces? Foges conmigo e bailamos sin parar? (quiero más do que yo sei que puedes me dar en un salão de baile). Quiero más que yo sei que la fotografia puede mostrar!!! Quiero apenas dançar!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-6066311648423224682?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/6066311648423224682/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=6066311648423224682' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6066311648423224682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6066311648423224682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2011/01/o-homem-que-sabia-dancar.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TSjQPUIUj0I/AAAAAAAAChI/uW-jW8jKeUE/s72-c/fisioterapia%2B1127.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-8018429802048241070</id><published>2010-12-23T02:56:00.000-08:00</published><updated>2010-12-25T18:38:35.086-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No natal e em 2011 menos presentes e mais lacunas para se criar boas histórias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gente, que correria para conseguir encontrar o bom velhinho em Charrua com meus pais. Tudo bem que já não sinto mais aquela mágica sensação de ouví-lo batendo na porta durante a noite, mesmo assim, não participar do ritual natalino ao lado deles parece que deixa em mim uma lacuna existencial sem medida. Por isso, sem medo e sem peso na consciência por ainda não ter terminado a dissertação vamos a Charrua, por que vale a pena. Ainda mais que dos 4 irmãos eu serei a única a estar em casa...(a única solteira, bueno, alguém tem que honrar a condição, rsrs). E por estar sozinha, num pensamento muito egoísta, entendo que terei pai e mãe todinhos para mim. E em família grande como a nossa isso não é sempre...aliás é raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estou feliz por que este ano foi a primeira vez que consegui juntar uma graninha sem ficar medindo o que podia e não podia e comprei presente para todo mundo, até para a catrefa de primos que acampam lá por casa no final de ano. Aliás, vai ser lindo, povaréu todo junto reunido. Fila para o banho, briga pelas melhores camas, duas mesas gigantes na cozinha, conversaiada, acampamento na beira do Rio, as tradicionais partidas de futebol, vôlei, todos os esportes possíveis, a roda de melancia na metade da tarde. E mais brigas para lavar a louça, secar a louça, para limpar a casa e assim vai. Crescemos, crescemos, estamos todos com mais de 20 mas tenho a impressão que ainda somos os 8 primos da infância que acreditavam em papai noel e no monstro do milharal (histórias que já narrei por aqui, mas um dia repito, por que modéstia parte gosto das minhas histórias, hehe). Bueno, como ia contando por mais modesto que seja, comprei um presente para cada um, para os casais lógico em conjunto que sempre fica mais em conta. Não que dar presente na nossa família tenha grandes significados, aliás, nunca nos damos, só agora que aos poucos os filhos vão conseguindo ter alguma indenpendência financeira, antes era tudo na mágica sensação de ver o natal e o papel-noel sem grandes materialidades, mas sempre com muito magia, e crenças no visível-invisível que deram sentido para toda nossa vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TRMzVuNLesI/AAAAAAAACgk/7_ydvaLr4Co/s1600/foto24.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553839213751532226" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TRMzVuNLesI/AAAAAAAACgk/7_ydvaLr4Co/s400/foto24.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não podia ser diferente. Sou filha de um tocador de violão, que escrevia cartas de amor a minha mãe e de uma cantora, militante social, que sonha em ter uma plantação de rosas e que escreve poesia e rimas como ninguém. Ou seja, como poderia ter saído diferente, muito normal que eu tenha um olhar poético e muitas vezes carregado de doces ilusões sobre o mundo. Chega o natal e gosto de lembrar do quanto para nós era intenso se preparar para tal data, esperar o papai-noel, por mais que sabíamos que ele não ia trazer a boneca ou carrinho dos sonhos. Ele trazia, na maioria das vezes uma pequena caixa de bombom. E aqueles chocolates tinham o melhor sabor do mundo. Ele batia a porta, e nós escondidos debaixo das cobertas jamais nos atreveríamos a sair dos quartos, mas sabíamos que no outro dia no "pinheirinho de natal" (feito de árvore viva, de musgos do riacho e de enfeites de papel de balas) lá estaria qualquer lembrança que fosse. Um dia, no entanto, descobrimos que o papai noel era nosso pai - tocador de violão - e que as roupas vermelhas e a barba branca ele tinha guardado no roupeiro. Quem sabe essa descoberta tenha desmontado com a pretensa vontade das crianças de ir ao Pólo norte e ver a neve, mas nunca com a magia daquele natal cheio de sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TRMzVQM9EgI/AAAAAAAACgc/q7z-TQ08Vq0/s1600/DSC_0076.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553839205697524226" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TRMzVQM9EgI/AAAAAAAACgc/q7z-TQ08Vq0/s400/DSC_0076.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No ano-novo, ainda hoje minha avó separa as guloseimas do natal para os meninos que vão bater a sua porta. Não sei se por aqui, por ali se é assim, mas no interior é costume que todos que os meninos até 10 anos saiam pelas estradas acordando na manhã do dia primeiro a vizinhança, desejando feliz ano-novo à todos. Em troca ganham balas, chocolates e ainda um dinheirinho. As meninas ficam insatisfeitas pelo desprivilégioo, mas o ritual é muito claro, somente meninos podem fazer isso. No entanto, nós crescemos, eles cresceram. Outros vieram e já partiram e a cada ano sobra mais dos doces e dinheirinho da minha avó. Os meninos diminuíram, mas a crença no ritual não, quanto menos a magia das boas vibrações para o próximo ano trazida pelos meninos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bueno, Feliz Natal à todos um 2011 com muita luz, assim tão simples, tão verdadeiro. E não precisa mais que isso. Aliás, pais dêem menos presentes a seus filhos e dêem mais tempo para eles acreditarem em papai-noel, ouvirem os passos no assoalho de madrugada. Eu só sei contar, narrar, inventar histórias por que tinha uma única boneca, e aí existiam lacunas enormes nas  histórias que tinha que preencher com grandes personagens que criava e que iriam com ela ("a boneca") para as aventuras do mundo. Menos presentes e menos enlatados deixem as crianças dar valor a um brinquedo dado de coração e as sabor das coisas, de tantas coisas neste mundo...Conselho?? Não sei, apenas minha apreensão ao ver os pacotes circulando mais que a magia...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TRMzVNL0cEI/AAAAAAAACgU/nAVP6obF7RM/s1600/DSC_0083.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 268px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553839204887457858" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TRMzVNL0cEI/AAAAAAAACgU/nAVP6obF7RM/s400/DSC_0083.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-8018429802048241070?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/8018429802048241070/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=8018429802048241070' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8018429802048241070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8018429802048241070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/12/no-natal-e-em-2011-menos-presentes-e.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TRMzVuNLesI/AAAAAAAACgk/7_ydvaLr4Co/s72-c/foto24.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-3355508695644531136</id><published>2010-12-17T20:36:00.001-08:00</published><updated>2010-12-18T03:18:59.530-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Chuí - Chuy: Mais uma fronteira brasileira...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQyXbolKLEI/AAAAAAAACf0/DK3dpu8CcYg/s1600/DSC_0267.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 268px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551978941646515266" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQyXbolKLEI/AAAAAAAACf0/DK3dpu8CcYg/s400/DSC_0267.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como que a garota fronteira não conhece o Chuí - Chuy. Isso me soa muito mais que uma provocação, mas me deixa tensa, por que percebo que quanto mais ando viajando mais tenho noção e dimensão do quão pouco conheço. E aí viajar, encontrar o outro, compartilhar visões de mundo e redimensionar espaço e tempo acabam sendo atitudes viciantes, tanto que fica cada vez mais difícil ficar muitos dias em uma determinada rotina. Rotina? que é mesmo isso? Quem sabe a falta dela.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQyXbxudJ4I/AAAAAAAACf8/LzWv_qrxw1o/s1600/DSC_0270.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551978944101427074" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQyXbxudJ4I/AAAAAAAACf8/LzWv_qrxw1o/s400/DSC_0270.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, depois dessa provocação somado ao ilustre convite do Trio Pitathiny para acompanhá-los na largada da turnê Chuí - Oiapoque - cá estoy yo...hoy cerrando minhas 9 fronteiras brasileiras que conheço!! Poucas? Sim...diante de tantas fronteiras territoriais, mas muitas diante de tantas "fronteiras simbólicas" para chegar até essas 9. E o Chuí - Chuy é do caralho, acho que mais do que o Chuí é a viagem...as estradas retas sem fim, a reserva do Taim que é um espetáculo ainda mais incrível num dia de sol como hoje... e festa que acabamos de chegar embaixo de uma lona de circo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQyXcFoCVKI/AAAAAAAACgM/1FELbiCFUKA/s1600/DSC_0394.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551978949443212450" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQyXcFoCVKI/AAAAAAAACgM/1FELbiCFUKA/s400/DSC_0394.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQyXcDTlLmI/AAAAAAAACgE/IJVNytAmWUk/s1600/DSC_0358.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551978948820545122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQyXcDTlLmI/AAAAAAAACgE/IJVNytAmWUk/s400/DSC_0358.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bueno conto mais sobre tudo isso nas próximas postagens, agora é tarde, minha internet ta lenta, e depois de algumas Patrícias, o corpo pede um banho quente e uma cama. Ou vocês acham que viajar assim e não ter rotina não cansa...Putz, minha pele que o diga, o organismo véio todo revoltado...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-3355508695644531136?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/3355508695644531136/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=3355508695644531136' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3355508695644531136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3355508695644531136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/12/chui-chuy-mais-uma-fronteira-brasileira.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQyXbolKLEI/AAAAAAAACf0/DK3dpu8CcYg/s72-c/DSC_0267.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4554212465369353443</id><published>2010-12-12T12:34:00.000-08:00</published><updated>2010-12-12T19:44:27.458-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Tormento e complemento: um ensaio aos 103 anos de Oscar Niemeyer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVrD_9jBzI/AAAAAAAACfc/09xEzSMzmJg/s1600/foto8.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 400px; display: block; height: 238px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549959832257365810" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVrD_9jBzI/AAAAAAAACfc/09xEzSMzmJg/s400/foto8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já falei sobre a paixão tantas vezes por aqui. Mas sempre vale a pena relembrar. Por que eu gosto mesmo das pessas que tem brilho no olhar quando falam, fazem e são motivados pelas escolhas da sua vida. Ou seja, me perdoem os que são descrentes, resignados, acostumados, mas eu não acredito em nada que não seja movido pela paixão, pelo tesão em estar, em ser, em fazer. Não acredito em nada que tenha um minímo de sentido para mim...para minha vida, que não mexa com minha sensibililade, que não seja tormento e complemento. E tenho ainda mais certeza disso depois de ver este texto (&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/oscar-niemeyer-chega-aos-103-anos-com-projetos-em-andamento-e-planos-para-o-futuro"&gt;http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/oscar-niemeyer-chega-aos-103-anos-com-projetos-em-andamento-e-planos-para-o-futuro&lt;/a&gt;) com Oscar Niemeyer. Por que para chegar a essa idade, com tanta vitalidade, vigor e vontade, só com muita paixão, só com muito tesão pelo viver, o "estar" no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecia as obras de Niemeyer somente pelos livros, pela televisão. Confesso que foi minha primeira vez em frente a uma de suas obras há duas semanas quando estive em Niterói, no Festival Araribóia Cine. Talvez tenha olhado de uma forma muito mais cuidadosa e apaixonada pela sua obra - o Museu de Arte Contemporêa - pela inspiração do amigo Juan Zapata que estava com a equipe do Fórum Entre Fronteras no Festival. Juan, se impressionava com o sentimento despertado por aquele lugar. Um sentimento, quem sabe inexplicável. Eu me deixei olhar e fotografar este lugar com um pouco desse sentimento, que certamente não devia ter a mesma dimensão nos nossos diferentes olhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Entre a luz, as sombras e os "vazios" daquele final de tarde: o MAC, Niterói e a incansável beleza de mais um dia tentei esboçar em traços de fotografias. E não tento fotografar mais do que minhas plenitudes, meus vazios: por isso um ensaio a Niemeyer e uma homenagem aos seus 103 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVpU9UMogI/AAAAAAAACfU/AwrgM6XG-HM/s1600/foto2-1.JPG"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 400px; display: block; height: 268px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549957924581581314" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVpU9UMogI/AAAAAAAACfU/AwrgM6XG-HM/s400/foto2-1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVpUcEwHnI/AAAAAAAACfM/xAPg9Vt5Ge8/s1600/foto11.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 294px; display: block; height: 400px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549957915658428018" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVpUcEwHnI/AAAAAAAACfM/xAPg9Vt5Ge8/s400/foto11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVpTop5MXI/AAAAAAAACfE/Oh6EHfxXkFI/s1600/foto6.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 400px; display: block; height: 288px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549957901855568242" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVpTop5MXI/AAAAAAAACfE/Oh6EHfxXkFI/s400/foto6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVpTaHvKjI/AAAAAAAACe8/RKBNN27wBOw/s1600/foto14.JPG"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 400px; display: block; height: 276px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549957897954208306" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVpTaHvKjI/AAAAAAAACe8/RKBNN27wBOw/s400/foto14.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVpTOq9dGI/AAAAAAAACe0/YWPwPYmBUgE/s1600/foto12.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 400px; display: block; height: 254px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549957894880719970" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVpTOq9dGI/AAAAAAAACe0/YWPwPYmBUgE/s400/foto12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4554212465369353443?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4554212465369353443/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4554212465369353443' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4554212465369353443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4554212465369353443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/12/tormento-e-complemento-um-ensaio-aos.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TQVrD_9jBzI/AAAAAAAACfc/09xEzSMzmJg/s72-c/foto8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-3243461739341613909</id><published>2010-12-01T07:11:00.000-08:00</published><updated>2010-12-01T08:59:50.178-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu tempo/espaço a rasgar minha subversão....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TPZqaXDtviI/AAAAAAAACeA/rnZGrVh5MhA/s1600/janela1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545736992252083746" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TPZqaXDtviI/AAAAAAAACeA/rnZGrVh5MhA/s400/janela1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TPZqaq7VjzI/AAAAAAAACeI/4-fbn3tuu8s/s1600/janela4.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545736997585653554" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TPZqaq7VjzI/AAAAAAAACeI/4-fbn3tuu8s/s400/janela4.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto todos durmiam no ônibus para Porto Alegre eu acompanhava o dia amanhecer. Por volta das 6 horas da manhã...Resolvi fotografar para tentar dimensionar o espaço/tempo daquela viagem. Mas quando se viaja demais se perde um pouco a noção exata do espaço/tempo. Se é que existe exatidão nessas categorias. Existe quem sabe a possibilidade de subversão deste espaço/tempo. Mas ser subversivo demanda um autoconhecimento sobre nosso próprio olhar sobre o mundo. Por que quem sabe ser subversivo é reconhecer o que se gosta de fato, o que ser quer, mas aí as janelas da percepção estariam abertas. Quando não estão, dói demais, uma dor que não é nada existencial, é carnal mesmo, dói e corrói. Por isso as fotos são visões da janela, são pedaços de mundos, são borradas e cheias de traços descontínuos por que a visão está assim, e a alma se rasga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TPZqa4--ieI/AAAAAAAACeQ/PLgYXxBZbdo/s1600/janela4.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545737001359018466" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TPZqa4--ieI/AAAAAAAACeQ/PLgYXxBZbdo/s400/janela4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profundo, tudo isso, não? Nada demais, to tentando apenas dizer que quando se viaja demais, cabe fotografar as particularidades do mundo a partir de cada janela do veículo que nos desloca...E eu não sei resolver o mundo, a não ser por fotografia. Sabe que cada vez me dou mais conta disso. Mierda, mexeram comigo. Mexeram com o que estava quieto. Mexeram com minha subversão e agora não sei lidar com ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TPZqbPjYn1I/AAAAAAAACeY/39SmjyNdS7g/s1600/janela56.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545737007417302866" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TPZqbPjYn1I/AAAAAAAACeY/39SmjyNdS7g/s400/janela56.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;De volta para Santa Maria, enquanto a maioria das pessoas dormiam cliquei mais um pouco, para tentar dessa vez dimensionar o final do dia: então um novo espaço/tempo re-significados... e o vazio estava grande, quem sabe por que a alma ia se rasgando mais e mais!!! Difícil o autoconhecimento, mais triste viver à mercê e nunca se dar conta do que se é de fato. Gosto da dor e não me incomodo com meu olhar "borrado"...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Texto baseado na "digressão" desta postagem no &lt;a href="http://www.tecladosenfarpados.blogspot.com/"&gt;http://www.tecladosenfarpados.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-3243461739341613909?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/3243461739341613909/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=3243461739341613909' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3243461739341613909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3243461739341613909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/12/meu-tempoespaco-rasgar-minha-suversao.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TPZqaXDtviI/AAAAAAAACeA/rnZGrVh5MhA/s72-c/janela1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-7999299818691610367</id><published>2010-11-21T11:13:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T11:37:40.441-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Lá pras bandas da fronteira: Quaraí(BRA) - Artigas (UY)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlzBXrbhjI/AAAAAAAACd4/chHyg5DuN8Q/s1600/DSC_0046.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 273px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542087283829343794" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlzBXrbhjI/AAAAAAAACd4/chHyg5DuN8Q/s400/DSC_0046.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlzA1a3CpI/AAAAAAAACdw/hLCaVoQtt1M/s1600/DSC_0003.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542087274633038482" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlzA1a3CpI/AAAAAAAACdw/hLCaVoQtt1M/s400/DSC_0003.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOly8xuMJfI/AAAAAAAACdo/6S8jUKU0ZdE/s1600/cerveza.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542087204920894962" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOly8xuMJfI/AAAAAAAACdo/6S8jUKU0ZdE/s400/cerveza.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;para acabar bem o trabalho de campo, nada como uma noitada em Uruguaiana. Ainda mais com um povo bem facero de Itaqui. E volto a reafirmar que quando se viaja sozinho, sempre tem que se apegar ao que acreditas que és na vida, ou seja, acredito muito no outro, no ser humano e acredito que sou uma pessoa do bem, por isso encontro pessoas tão gente buenas por estas fronteiras, que respiro fundo e penso: como vale a pena. A noitada foi bem boa, o wisky desceu que parecia água, por vezes creio que era mais gelo que álcool mesmo, mas brilhou o olhar. Teve parceria se entregando cedo, e nosotros fomos longe buscando melhores performances. Mas que baita par dançador que fui me arranjar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas que nada, no outro dia acordamos todos bem cedito...faltava garrafa de água na geladeira. Sintoma de casa cheia. No entanto, não ia ser aquele wisky que ia nos fazer desistir do encontro com tantos outros do outro lado da fronteira. Entonce, se fomos para Artigas no Uruguay. A gurizada do Itaqui ia abastecer suas adegas e do alto-comando, eu aproveitei para cruzar mais uma fronteira e trazer algumas fotos aqui para vocês. Não comprei bebidas, mas comprei em um free-shopping de Artigas uma nova "caixa de sonhos" e com "energia extra", por que essa semana: é semana de Festival de Araribóia Cine, em Niterói - RJ. Rio de Janeiro - to chegando, to querendo...Ai, ai, ai e até quarta-feira termino de escrever o primeiro capítulo, eu juro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlyVWmLEMI/AAAAAAAACdg/EE8Fvx3097E/s1600/fronteira2.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542086527624614082" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlyVWmLEMI/AAAAAAAACdg/EE8Fvx3097E/s400/fronteira2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542086508151694098" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlyUODd4xI/AAAAAAAACdQ/qgP2ufYfx38/s400/quarai6.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlySwznujI/AAAAAAAACdA/Dd4wjtF04hg/s1600/quarai.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542086483120732722" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlySwznujI/AAAAAAAACdA/Dd4wjtF04hg/s400/quarai.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlyTg0anTI/AAAAAAAACdI/qjOUgkhuw-M/s1600/uqrai2.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542086496008969522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlyTg0anTI/AAAAAAAACdI/qjOUgkhuw-M/s400/uqrai2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 269px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542086513933140018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlyUjl3wDI/AAAAAAAACdY/ZitHTt4SHVA/s400/quarai10.JPG" /&gt;Fotos feitas da janela do carro, sem grandes preocupações estéticas, apenas bons momentos de uma viagem bem tranquila e na paz. E sempre tem um gauchão à cavalo, um índio velho que dar aquela acenada, a criançada aprontando alguma...a estrada...a paisagem...a solidão...o torpor...e a fronteira!!!! Bom demais estar na estrada!!!&lt;a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-7999299818691610367?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/7999299818691610367/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=7999299818691610367' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7999299818691610367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7999299818691610367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/11/la-pras-bandas-da-fronteira-quaraibra.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOlzBXrbhjI/AAAAAAAACd4/chHyg5DuN8Q/s72-c/DSC_0046.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-3405201174612688091</id><published>2010-11-19T09:55:00.001-08:00</published><updated>2010-11-19T10:17:03.606-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ue'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nada de fotografias, mas muito de imagens!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Hoje não quero fotografias.&lt;br /&gt;- Eu sei Dona Eloá, hoje a senhora está tão triste.&lt;br /&gt;- Ah, é verdade, esqueci que você já consegue identificar minha tristeza. Já me conhece, né, gringa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, desde o primeiro dia que cheguei em Uruguaiana fui visitar minha "informante" Dona Eloá, uma senhora árabe que trabalha na Baixada - nome dado ao camelódromo da cidade. Percebi de imediato que a mulher não estava bem, seu olhar parado, de uma tristeza profunda acabou com minha euforia de voltar a fronteira. Foi de cortar o coração, suas palavras soavam profundas, pesadas. E eu sabia que se a fotografasse nesses dias este pesar, toda esta tristeza estaria nas minhas fotos, aliás sua tristeza abalou meu olhar. Fotografei bem menos do que deveria  Para mim e creio que para a maioria dos antropólogos a melhor sensação é o reencontro com nossos "informantes" (não gosto deste termo, parece tão informal). Minha relação com eles é muito mais do que esta "informalidade", se torna uma cumplicidade que fica latente no tempo, fica marcada em cada uma das minhas miradas sobre suas vidas e a deles sobre a minha. É o tal encontro sensível, palpável e carnal que Grotowski falava, que não se dá somente no palco, mas em cada um de nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de tantas bonecas na sua banca no comércio, Eloá tinha dois quadros em destaque, de uma reza em árabe e de uma foto da "Terra Santa", pedi para fotografar ao menos os quadros.&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Que bobagem menina, tens que vir almoçar comigo lá em casa, quando eu estiver bem. Lá sim, de tanto quadro e fotos parece a Terra. Mas não adianta querer vir comprar meus quadros por que eu não vendo por nada nesse mundo. Que saudades daquela terra&lt;/span&gt; - conta-me Eloá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino sua saudade, depois de 40 anos sem ver a mãe e os irmãos. Ela me conta também, que no domingo falou por tefefone com a família que mora na Faixa de Gaza, era natal por lá, dia de grande festa. Da caminhada à Meca. Lhe pergunto se ela tem fotos da mãe. Ela me diz que tem poucas fotos, quanto menos dos irmãos. Lhe pergunto então, como é a imagem que ela tem da sua mãe, da família, do lugar onde nasceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- M&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;enina, existe um lugar na minha memória de criança que nunca se apagou, eu vejo minha mãe, minha avó. Tenho aquela imagem que não sei se é a mesma da realidade, mas eu me lembro das ruas, de como andar por lá. Há coisas na vida que não se esquece, e eu só tinha 8 anos quando vim embora. Ta tudo aqui na minha cabeça as imagens, nem precisa de foto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa declaração sempre mexe comigo, é muito dual o sentimento que tenho em relação a fotografia no trabalho de campo. Acredito muito na sensibilidade, na leitura que tento propor com minhas imagens: a alegria, a tristeza, os vazios, as satisfações que tento colocar no contexto na qual fotografo. Mas em que medida essas imagens não estão somente e ressalto SOMENTE nas nossas cabeças? Vou escrever sobre isso...creio que redefini a linha do meu trabalho teórico, e vou ter trabalho no próximo mês, heim, por que é nada fácil em palavras traduzir minhas confusões teóricas e empíricas....é tal tensão solitária de Augé, que eu estava pensando quer tensão mais solitária do que o trabalho de um pesquisador? Ou seja, poderíamos pensar o trabalho de pesquisa como um não-lugar? É isso, é isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sem fotos, por que está tudo na minha cabeça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-3405201174612688091?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/3405201174612688091/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=3405201174612688091' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3405201174612688091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3405201174612688091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/11/nada-de-fotografias-mas-muito-de.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5598698045359551044</id><published>2010-11-18T11:39:00.001-08:00</published><updated>2010-11-19T10:30:28.764-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Minha máquina não...podem ficar comigo, mas não com ela...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- Apreender minha máquina? (falei em voz alta)&lt;br /&gt;- Vos estas louco? (pensei calada)&lt;br /&gt;- Si, puede apreender mi máquina, pero yo voy ficar acá también, no vivo sin mi máquina.&lt;br /&gt;- Moça, como podes estar viajando sem a nota fiscal de sua máquina?&lt;br /&gt;- Mas eu não estou viajando, só fui até ali em Libres comprar um dulce de leche e um azeite de oliva. (O policial aduaneiro deu risada, e eu também)&lt;br /&gt;- Como não está viajando? Atravessou uma fronteira, estás em outro país.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOWVs761FVI/AAAAAAAACco/LCv0m034wac/s1600/DSC_1011.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOWVs761FVI/AAAAAAAACco/LCv0m034wac/s400/DSC_1011.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540999515780486482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mierda, yo sabia que estava viajando, mas queria me mostrar "inocente". Eu não tenho a nota  fiscal da minha máquina fotográfica, afinal ela já veio "contrabandiada" dos EUA. E como gosto de contrabando. Hoje de manhã fui reencontrar meus amigos chibeiros. Adoro passar alguns dias de "Mariana Chibeira" (mas não me interpretem mal). Fui para a parada de ônibus de Uruguaiana e sentei-me do lado dos companheiros chibeiros que com muita pressa amarravam os cadarços dos tênis ao seu redor e os distribuíam em sacolas. Estava com um pressentimento de que era muita mercadoria. Fiquei por ali, quieta de canto, contemplando a intensa movimentação. Cuias e tênis divididos em muitas sacolas. E eu pensava na tensão solitária que diz Augé ao se referir aos não-lugares.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quando o ônibus chegou adentramos todos. Decidida resolvi sentar no último banco do ônibus, os mais altos, disputados pelos hermanos chibeiros em todas as outras viagens que fiz. Percebi de imediato que minha atitude havia os incomodado, mas eu estava disposta a ajudar. No entanto, eram tantos tênis a serem distribuídos que eles nem prestaram muita atenção em mim. Minha tensão aumentava estavávamos quase do outro lado da ponte e as mercadorias ainda não estavam todas ajustadas em suas devidas sacolas. Paramos na aduana e a tensão se generalizou. Entrou dois policiais aduaneiros da Argentina. Um deles com óculos de sol e uma cara de mau. E estava  mau mesmo, mandou todos os chibeiros com sacolas descer e não hesitou em abrir sacolas e revirar a mercadoria. Me deixou quieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, uma das chibeiras antes de descer me pergunta se pode deixar uma sacola de compras comigo, iríamos nos encontrar mais tarde. Ok, eu aceitei, sempre aceito. Mas não é que o amigo da policia voltou para fazer revisão. É a coisa anda muito "tensa" por essas bandas da fronteira. De imediato descobriu a sacola no canto do ônibus no lado dos meus pés. Pergunta se era minha...Hehehe e eu com essa "cara" de chibeira resolvi dizer que sim, ele só não deu risada por que tinha que manter seu semblante de mau. Muito pior que Capitão Nascimento, rsrsrsr. Abriu a sacola e me pediu onde ia levar tantos tênis. Lhe disse que ao centro da cidade. Então ele me disse: yo lo sei que no és de vos. Vos é brasileña, no és chibeira, és de los otros, no?? Não teve jeito, enrolei um portunhol e ele levou "minha" sacola. Por que em bons momentos hablamos muy bien un espanhol. Em malos momentos como esto, enrolamos muy bien um portunhol que nem los hermanos compreendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOWVtclKIhI/AAAAAAAACcw/LlExj793eLU/s1600/DSC_1012.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOWVtclKIhI/AAAAAAAACcw/LlExj793eLU/s400/DSC_1012.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540999524547961362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Liberada me fui ao Buraco Fundo, em Libres. O ônibus ficou vazio, meia dúzia de pessoas restaram. Era triste ver aquelas pessoas todas sendo revistadas e perdendo suas mercadorias. Mas, tudo bem não vou fazer julgamentos, não é este meu papel. Cheguei ao buraco fundo com a expectativa de encontrar minhas amigas chibeiras brasileiras. No entanto, nenhuma encontrei por ali. Como assim, donde andam las hermanas brasileñas?? De fato a coisa anda estranha por acá nesta frontera (como ninguém me visa que esta fronteira foi matéria do Fantástico, óbvio que isso tinha explicação). Pior foi voltar de ônibus. Acreditem ônibus vazio, senti saudades dos velhos tempos de tensão quando Dona Marli e suas parceiras me pediam para ajudar a carregar mercadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o policial federal do Brasil entrou no ônibus. Pediu para mim abrir a mochila, lhe mostrei  meu dulce de leche e meu azeite de oliva. E inevitavelmente minha máquina fotográfica. Mierda, senti que estava ferrada, a única coisa que me salvaria era que o moço tinha uma cara de gente boa, de estar em paz, e eu sabia que tinha que me apegar a isso e mostrar o quanto eu também estava muito bem intencionada. E então decorre o diálogo do início do texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOWVuOuNDYI/AAAAAAAACc4/88phZH7UFtQ/s1600/DSC_1013.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOWVuOuNDYI/AAAAAAAACc4/88phZH7UFtQ/s400/DSC_1013.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540999538007674242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas tenho minha máquina há dois anos.&lt;br /&gt;- Mas como andas com ela sem nota fiscal, a orientação que temos é apreendê-la.&lt;br /&gt;- Mas moço, quer que eu te mostre as fotos?? (eu tinha fotos de mulher pelada, ele poderia se animar).&lt;br /&gt;- Sim, me mostra as fotos.. (droga as mais recentes eram dos amigos chibeiros). No entanto, lhe mostrei algumas fotos.&lt;br /&gt;- Tu vai ter que descer moça, tenho que ficar com tua máquina.&lt;br /&gt;- Ok, fica com ela e comigo, não consigo viver sem ela.&lt;br /&gt;- Sim, óbvio que você vai ter que ficar.&lt;br /&gt;- Mas, eu só ia ali do outro lado. rsrsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi partir para apelação, fiz uma cara de inocente, com uma mistura de aflição, de choro, com uma ponta de sensualidade em meio a tudo isso. Ele me olhou bem nos olhos, deu um sorrisinho e uma baita advertência. Quase me apaixonei, só não me apaixonei por que lembrei que ele tinha acabado de fuder com meu trabalho de campo (OU NÃO). Ele saiu do ônibus, e eu ainda resolvi tirar uma foto de sua saída, só de raiva ou de agradecimento, não sei. Hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui seguir viagem. Putz essa foi por pouco, aliás essa for por muito pouco, tenho certeza que se na viagem de ida o argentino tivesse revistado minha mochila estava até agora na aduana. As coisas andam tensas por aqui. Também que gente que precisa fazer contrabando de remédio. Droga....Tudo bem, fiz minhas fotos. DE tarde resolvi procurar uma massagista para aliviar a tensão. Bah e descobri uma mulher com mãos incríveis. To nova...Amanhã é dia de "Terra Santa" e do lugar antropológico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5598698045359551044?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5598698045359551044/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5598698045359551044' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5598698045359551044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5598698045359551044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/11/minha-maquina-nao.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOWVs761FVI/AAAAAAAACco/LCv0m034wac/s72-c/DSC_1011.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-8205675660446189249</id><published>2010-11-15T17:09:00.000-08:00</published><updated>2010-11-15T18:08:10.057-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Quem tem um lago não vive só...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOHhusot6YI/AAAAAAAACcI/2EJCyPF0IwI/s1600/ufsm20.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539957209014593922" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOHhusot6YI/AAAAAAAACcI/2EJCyPF0IwI/s400/ufsm20.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografei a árvore de flores roxas no jardim de casa. Dei mais meia dúzia de passos e tinha motivos para clicar a leveza branca que se ergue do gramado. Senti o cheiro das pitangas que povoam os arredores da estradinha que se distancia lá de casa. O sol devagarzito e manso vai se aconchegando por detrás dos prédios vizinhos da minha casa. Contiuo a caminhada sentindo a brancura quente do sol que se ia, e pó que levantava cada vez mais da estrada de chão que se some por detrás da minha casa. É já não sentia a mesma paz dos outros tempos. Era uma paz diferente - insatisfeira paz daqueles finais de tarde. Tinha pressa de chegar no "meu Lago" e me apropriar dele por algumas horas. Pensei que quem tem um lago não poderia nunca se sentir só no mundo. Fui deixando para traz a minha casa, os prédios das rurais e cheguei até a cerca de arame do meu lago. Um jovem sentado lia sob o bosque de pinheiros. Um casal brincava com seu cão...jogando o brinquedo para ele pegar na água do "meu lago". Uma família inteira jogava pedras no "meu lago" e tentavam descobrir tartarugas. Por alguns instantes me dava conta que aquilo tudo não era nada mais familiar. O meu sossegado lago talvez houvesse sido descoberto pela "civilização" que aos poucos começava a se aglomerar em seu entorno. Fiquei temerosa que essa situação fugisse do controle, que os "meus pássaros", as tartarugas da margem, dos pinheiros que cresciam nas beiradas, o reflexo do azul do céu, fossem tomados pelo peso atroz da presença deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOHhvK1_ddI/AAAAAAAACcQ/tsrlTzE7A88/s1600/ufsm22.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539957217123333586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOHhvK1_ddI/AAAAAAAACcQ/tsrlTzE7A88/s400/ufsm22.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOHhvmLjvdI/AAAAAAAACcY/gyLpNsR0twI/s1600/ufsm23.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539957224461549010" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOHhvmLjvdI/AAAAAAAACcY/gyLpNsR0twI/s400/ufsm23.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas foi breve meu súbito medo, deixei de lado a narrativa literária baseada em "Cem anos de solidão" e pensei que seria um ato egoísta demais de minha parte não dividir ao menos um pouquinho daquele lago com quem aos poucos ia o desbravando. Me escondi nos recantos que antigamente era nosso lugar de fuga e esperei o sol aos poucos ir "morrendo por detrás daquelas águas calmas...De tenso só o barulho dos pássaros incomodados com o cachorro do casal. O cachorro teve que se atirar uma 20 vezes na água para pegar seu brinquedo (queria fazer isso com os donos, rsrsrsr). Aos poucos todos se foram, só o jovem que lia permanecia a beira do outro lado do lago, via seu reflexo que poucas vezes se mexia. Sabia que ele conhecia aquele lugar como eu e que estava esperando o momento do tom branco do sol, de tornar o avermelhado da nossa poesia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOHhvxPY3bI/AAAAAAAACcg/Ibb7b8aL66M/s1600/ufsm24.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539957227430403506" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOHhvxPY3bI/AAAAAAAACcg/Ibb7b8aL66M/s400/ufsm24.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ficamos a sós um em cada canto do distante lago...a contemplar mais aquele final de tarde no "nosso lago"...Aqueles que já tiveram comigo aqui sabem do que estou falando...e gosto mesmo de jogar uma pedra e sentir a onda crescer, crescer, crescer...eu sei, eu sei, ando lendo muita literatura. Boa noite!! E me acompanhem amanhã a noite me vou para a fronteira e então postagens todos os dias. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-8205675660446189249?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/8205675660446189249/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=8205675660446189249' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8205675660446189249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8205675660446189249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/11/quem-tem-um-lago-nao-vive-so.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TOHhusot6YI/AAAAAAAACcI/2EJCyPF0IwI/s72-c/ufsm20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-350558848548940472</id><published>2010-11-06T08:44:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T09:51:38.598-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TNWGESGv4HI/AAAAAAAACbo/4TxR81B0lc8/s400/DSC_0282.JPG'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Cadê minha máquina? Na estrada...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TNWGCxEBMCI/AAAAAAAACbQ/LOj01gQp83o/s400/viagemmais.JPG" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536478699009945634" /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TNWGDfda2sI/AAAAAAAACbY/mkM3ahnOHjc/s1600/viagem2.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TNWGDfda2sI/AAAAAAAACbY/mkM3ahnOHjc/s400/viagem2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536478711464516290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cadê minha máquina? Incrível, mas essa é a pergunta que mais ando fazendo nas últimas semanas. Impossível, improvável, doentio, atitute psicopata? Sim, um pouco de tudo, mas de fato estar longe da minha máquina fotográfica parece que causa de imediato um bloqueio em parte do meu cérebro. E é muito louco mesmo, já parei para auto-análise: posso não a estar manuseando, pode estar bem discreta na mochila, mas sem ela é estar entre um vazio existencial e físico que causa abstinência, nervosismo, mais do que isso: a impossibilidade de criação. Isso também acontece com outras referências. Sou feita de vivência: da máquina, da estrada, das malas e do olhar de quem encontro em cada caminho...e que faz o meu brilhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Este fazer/desfazer malas está se tornando cada vez mais viciante. O tal vírus da estrada que invade toda a essência do "vago/intenso" existir e dá sentido. E faz ficar ainda maior a vontade de voltar para casa, mesmo que quem sabe ainda não se tenha um lugar no mundo. Por que, talvez todos os lugares possam ser a possibilidade de mais um lugar no mundo. Mas, deixamos as filosofias descabidas de lado, e falamos dessas viagens, que nada mais são do que boas "filosofias ficcionais" há cerca da vida. Mas é sábado de tarde, o dia está lindo lá fora, aqui dentro muito trabalho. Ninguém manda passar os últimos 15 dias na estrada. Mas não há tempo, nem espaço, quanto menos preço que seja maior que o prazer de "fazer/desfazer" malas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale do Caí na semana passada. Região Noroeste do estado lá pelas Bandas de Passo Fundo no final e começo de semana. Da metade desta semana em diante pelas bandas de mais uma fronteira e então mais uma pontinha do Uruguay. Neste trajeto todo: falando, fazendo, vivendo cinema, fotografia...pensando a vida nada mais do que por meio de imagens...E teria outro sentido? Mas, me preocupo, percebo cada vez mais que ficar longe da minha máquina é como não conseguir respirar por breves segundos. Loucura, vício, perturbação, doença?? Não, não, nada disso, apenas a tal da paixão, o tal do tesão...e o tal vício da estrada!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TNWGD1g8CxI/AAAAAAAACbg/J2yZ9CaXEPw/s400/ja7.JPG" style="text-align: left;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536478717384854290" /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TNWGESGv4HI/AAAAAAAACbo/4TxR81B0lc8/s400/DSC_0282.JPG" style="text-align: left;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536478725059633266" /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TNWGER_ig7I/AAAAAAAACbw/3-xAhHs7YPY/s1600/ja1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 274px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TNWGER_ig7I/AAAAAAAACbw/3-xAhHs7YPY/s400/ja1.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536478725029397426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Buen viaje!!! &lt;/b&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TNWGD1g8CxI/AAAAAAAACbg/J2yZ9CaXEPw/s1600/ja7.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-350558848548940472?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/350558848548940472/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=350558848548940472' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/350558848548940472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/350558848548940472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/11/cade-minha-maquina-na-estrada.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TNWGCxEBMCI/AAAAAAAACbQ/LOj01gQp83o/s72-c/viagemmais.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-3299009082046339430</id><published>2010-10-25T14:17:00.000-07:00</published><updated>2010-10-25T14:59:22.337-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um pouco de poesia e fotografia!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Gosto do meu blues&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;da solidão dos loucos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;dos meus poetas &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;desassossegados...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Gosto da estrada&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;do pó da tarde&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;das quimeras &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e da luz quente da madrugada...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Gosto dos meus versos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;dos teus embaraços&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;o mistério vil&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;das idas e vindas...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;teus/meus passos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TMX62pgsUUI/AAAAAAAACa4/-YbmlOdFc0Q/s1600/DSC_0389.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532103534057378114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TMX62pgsUUI/AAAAAAAACa4/-YbmlOdFc0Q/s400/DSC_0389.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TMX62ycb_nI/AAAAAAAACbA/Psp-Ug8TPKU/s1600/DSC_0390.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532103536455450226" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TMX62ycb_nI/AAAAAAAACbA/Psp-Ug8TPKU/s400/DSC_0390.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TMX63TXdCrI/AAAAAAAACbI/VxB6yNXY6u8/s1600/DSC_0391.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532103545292917426" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TMX63TXdCrI/AAAAAAAACbI/VxB6yNXY6u8/s400/DSC_0391.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-3299009082046339430?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/3299009082046339430/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=3299009082046339430' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3299009082046339430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3299009082046339430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/10/um-pouco-de-poesia-e-fotografia-gosto.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TMX62pgsUUI/AAAAAAAACa4/-YbmlOdFc0Q/s72-c/DSC_0389.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5394068158193981316</id><published>2010-10-06T11:44:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T13:04:05.945-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Novos tempos...novos planos!! Mas que é desumano é...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De fato não tinha parado para pensar nisso...mas essa história toda é meio desumana mesmo. E tem que ter muito equilíbrio para se manter "sóbrio", sem se sentir um merda pelas frustações, pela falta de criatividade em determinados dias, pela falta de ânimo de abrir um livro. Até esses dias meu discurso girava em torno de que é um grande exagero quem diz que fazer mestrado é desumano. Hoje, não discordo completamente da minha prerrogativa inicial, ao contrário, acho sim que é bem barra pesada este processo todo. Há que se te "pé no chão", se não se vôa, se chora, se dorme, se deprime...Rsrsr, que drama, mas é assim mesmo, no entanto, isso tudo me faz perceber o quanto "pé no chão" eu estou - sempre acreditei ser "pé-de-vento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos dados reais para que entendam. Fazer mestrado significa: em dois anos elaborar um projeto, no meu caso, com uma base teórica e empírica - ou seja - só tem sentido por que eu vou para a fronteira; sinto o cheiro, o gosto, as cores, o ritmo da fronteira, caso contrário, certamente ainda estaria no mercado de trabalho (que também não me faz tão feliz assim). Como dizia, fazer mestrado é elaborar um projeto, desenvolvê-lo, fazer com que ele se torne uma dissertação de no mínimo 100 páginas; Escrever artigos para enviar a revistas científicas, participar de congressos, quer dizer, "engordar" teu currículo, por que se não fizer isso, vais ficar para traz de todo mundo na tal "Plataforma Lattes". E se você tiver bolsa, então, a responsabilidade é ainda maior! Mas, tudo bem, escrever uma dissertação não é de todo complicado, não ao menos para mim que sou apaixonada pela fronteira e por fotografias, as temáticas norteadoras do meu trabalho. Mas é o processo que cansa e que incomoda. No primeiro ano as disciplinas com milhares de livros para ler, artigos para o final de semestre, que na maioria das vezes nunca mais vai se ver. Depois aquele vazio. Um ano que a gente se afasta dos amigos, dos colegas do mestrado e entra no processo de imersão de escrita e a ida ao campo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E então neste segundo ano para os mais loucos como eu, o tal processo de seleção para doutorado. Isso sim, é foda. Estava há cinco dias esperando o resultado do processo de seleção da unicamp, o doutorado dos "sonhos" poderia assim dizer. A vida toda girando em torno de um resultado que deveria ter saído há 5 dias. Deixei de aceitar outras trabalhos em função de possíveis viagens à São paulo, li muita bibliografia para me preparar melhor para a outra etapa, fiz planos, projetei meus dias em torno de um resultado que não saia. Nova data: hoje. Acordei cedo, nem sai da cama peguei meu notebook e acessei a internet. O computador nem foi desligado foi durante a noite. E aquele tremor nos braços, uma onda de nervosismo pelo corpo, achei que ia desmaiar. Pensei: que loucura, gente, quando tempo que não sinto isso, aliás, uma sensação muito estranha e logínqua na minha lembrança. Não foi dessa vez, resolvi durmir mais um pouco, por que já tinha entendido que o resultado ia sair só de tarde. Tudo bem que eu já tinha um plano B, aliás, vários. Aliás, sempre tenhos planos B's e acredito que nada é por acaso, quem sabe uma forma de conformismo mais "humano" do que todo este processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TKzVz8LVroI/AAAAAAAACao/lnU7VvIvgo8/s1600/DSC_0688.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525025931180486274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TKzVz8LVroI/AAAAAAAACao/lnU7VvIvgo8/s400/DSC_0688.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De tarde fui para sala do universidade. Lá a tela do pc é maior, seria mais fácil ver o resultado. E ele saiu, agora a pouco. Tudo bem, meu nome não estava. É... fiquei triste sim. Porém, de imedianto me apeguei aos planos B's e enfim...tive aquele momento leve de descorto, mal-estar, vontade de mandar tudo a merda, aos infernos. Mas tudo bem!!! Nada é por acaso, e os planos B's, estão aqui fervilhando. Seria um sinal...Então, se parte para o sobrenatural quando este processo todo já te tira um pouco do "pé-no-chão" e assume que és mesmo "pé-de-vento". E não adianta, eu gosto mesmo do sabor novo de cada plano e por onde eles nos fazem voar. Vou ali assistir o capítulo de " a cura" que não consegui ver ontem e fotografar algumas flores pelo campus. Amanhã penso o que fazer, entre tantas coisas a fazer da vida: dissertação, novo documentário, novos trabalhos, blablabla!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí, já vi o novo capítulo de "A cura", fiquei mais tensa ainda. Estou surpresa, quero mais, quero mais!!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5394068158193981316?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5394068158193981316/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5394068158193981316' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5394068158193981316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5394068158193981316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/10/novos-tempos.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TKzVz8LVroI/AAAAAAAACao/lnU7VvIvgo8/s72-c/DSC_0688.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4891238840665065048</id><published>2010-09-29T14:14:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T17:25:49.802-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um dia eu lanço um filme, no outro eu aprendo a fazer pipoca no microondas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Minha vida é feita de intensas descobertas. E eu agradeço todos os dias por esta condição. E isso não é texto de auto-ajuda, nem de confissões pessoais, é um texto também de muitas descobertas. Por exemplo, um dia eu cheguei no Café da Cesma, abri meu computador e descobri que o cristal liquído formava uma bola preta no meio da tela. Depois desse episódio, todos os dias ao abrir meu pc eu descubro que essa mancha pode tomar novas formas. Um dia mais espessa, em outra quase transparente, e assim até mesmo o cristal liquido da tela do meu pc é uma descoberta diária, por isso não me desfaço dele, o considero sábio e perspicaz. Todo dia eu abro meu celular e reconheço uma nova listra branca que risca a tela. Antes foi, também uma bolinha preta no canto, mas depois um dia eu descobri que ela sumiu. Assim, sem avisar, sem qualquer satisfação. Todos os dias eu descubro uma nova e estranha sensação dolorida nos pés que torci anteriormente: em alguns dias por que chove, em outros por que o calçado é desconfortável, em outros por que volto a torcer os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522455287018990386" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TKOz0wa-qzI/AAAAAAAACag/_2uY6reAuZ4/s400/DSC_1742.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira passada eu descobri que cada vez que eu olhar para um filme que fiz, eu vou achar motivo para mudar, para gostar, para não gostar. E descobri hoje que ler um bom texto, depois de uma viagem muito cansativa ao sabor de café - no final da tarde, é sempre uma boa e grande descoberta. E domingo, então, vocês não vão acreditar e sei que vão rir muito. Mas, somente domingo eu aprendi a fazer pipoca no microondas. Ok, eu sei que isso parece idiota, mas eu sempre gostei de pipoca de panela e nunca me interessei em aprender a entender o procedimento de fazer pipoca no microondas. O pior é que fiz o fiasco de perguntar para a menina que mora comigo em que recepiente eu deveria colocar as pipocas...hahahaha...foi uma grande descoberta ver o saco de pipoca crescendo no interior do microondas...e eu me divirto muito com minha a "inocente ignorância"!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, ontem sim, foi um grande dia de descobertas...Poderia ser assim todos os dias...quando no final da tarde, depois de um dia muito estressado se descobrisse que se pode "relaxar" por meio de "descobertas" intensas e particularmente interessante... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4891238840665065048?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4891238840665065048/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4891238840665065048' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4891238840665065048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4891238840665065048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/09/um-dia-eu-lanco-um-filme-no-outro-eu.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TKOz0wa-qzI/AAAAAAAACag/_2uY6reAuZ4/s72-c/DSC_1742.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4187120329910378564</id><published>2010-09-20T18:39:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T12:11:47.986-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Um texto escrito na madrugada de ontem...atualizado na madrugada de hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tons nesta tarde...Sou filha da terra...em direção ao "mar"...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Resolvi remexer no passado, como quem procura em escombros pedaços de memórias, fragmentos poéticos de outros tempos. E percebi que o tom das minhas fotografias, feitas nesta tarde, era tão vivo quanto a vigorante memória dessa gente. Acreditava que eles eram apenas “mortos vivos” no meio do nada, no entanto, ignorava (quem sabe como processo de “auto”defesa) as vidas metafóricas que enchem o olhar de tonalidades, os ouvidos de intensidades e o olfato da minha infância. No meio da tarde senti uma imensa nostalgia...confundida por uma desperta alegria de voltar a remexer neste passado...NA MINHA LEMBRANÇA...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora são quase uma hora da manhã, estou sem sono. Mesmo ontem a noite ter sido longa em uma festa de família (e em família “pé de valsa”, quem torce o pé e não melhora em duas semanas é deserdado...meus pés estão que é um “leque”, simbora pro salão), permaneço sem conseguir durmir, diria que eufórica...em processo latente de “criação”. Sentada no sofá da casa velha dos meus pais, ouço lá fora apenas os quero-quero, um vento que sopra e faz cair sobre o telhado de zinco as folhas do pé de “guavejú”. De resto tudo é silêncio – durante as noites/ durantes longos dias. Aliás, que dias bem lindos que faz nestes campos verdes de primavera..as plantas estão brotando, tudo está quase em flor, o pólen que lembra o cheiro de cada espécie. Um problema para quem tem renite, mas poesia para quem gosta de voltar. Escrevo freneticamente, pois é tempo de pesquisa para um novo trabalho documental e meu dia foi remexer em um passado intocado - ao menos por mim. E quanto de mim fiquei sabendo nesse remexer, quanto desses campos e das rugas nos rostos deles foram se desnudando na tarde ainda breve da primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TJgRYLL6x_I/AAAAAAAACZ4/DAFJw6908N8/s1600/DSC_1036.JPG"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 400px; display: block; height: 268px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519180450359855090" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TJgRYLL6x_I/AAAAAAAACZ4/DAFJw6908N8/s400/DSC_1036.JPG" border="0" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como diria MACDOUGALL (2009) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;em filmes de ficção, bem como em filmes de não-ficção, usamos materiais “encontrados” nesse mundo. Nós os modelamos em redes de significações, mas dentro dessas redes somos pegos por relances de existência mais inesperados e poderosos do que qualquer coisa que pudéssemos criar”.&lt;/span&gt; E essa fase me remete essencialmente ao momento de pesquisa de um documentário, que é o que vivi neste final de semana. Momento que encontro esses materiais existenciais, que até tento dar forma e significado, mas que tem existência própria para além de qualquer criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso deixar de comentar sobre a fase feliz que estou vivendo na minha vida pessoal e profissional, eu diria que acabo de passar por um importante processo liminar e assumo agora as escolhas feitas na minha vida, com um mínimo de maturidade diante de um processo que se acaba e de tantos outros que iniciam. Sexta-feira, dia 24, lanço um documentário com a minha orientadora Luciana Hartmann. Já realizei vários trabalhos com cinema, até direção em outros doc’s, mas confesso que este é o primeiro que demarca uma passagem na minha vida, que desperta para outras possibilidades, que me trouxe a segurança de reconhecer o quede fato quero, que faz entender tantos aprendizados que se adquire em processos: conturbados, difíceis, no entanto, sempre envoltos por paixão e essencialmente por brilho no olhar. E ontem um amigo me disse: essa euforia é viciante. De fato o é. E eu não acredito em nada que não tenha brilho no olhar, que não desperte em mim a curiosidade de “encontrar”, pois acredito no “encontro” sensível, carnal e poético. Sou feita de alma e só acredito em pessoas assim. E tenho tido muita sorte de encontrá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TJgRYhClmrI/AAAAAAAACaA/SS310r4c56A/s1600/DSC_1284.JPG"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 400px; display: block; height: 268px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519180456226298546" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TJgRYhClmrI/AAAAAAAACaA/SS310r4c56A/s400/DSC_1284.JPG" border="0" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou parando por aqui, por que tudo acontece no seu devido tempo, e esta pesquisa que realizei hoje, vai ainda render boas narrativas para tantos espectadores...por enquanto trato dos aspectos corporais das imagens e do seu fazer...e a luz que brilhou no “espectro” da minha máquina fotográfica me fizeram perceber, inclusive, mais consistência na minha maneira de olhar para o mundo.... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4187120329910378564?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4187120329910378564/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4187120329910378564' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4187120329910378564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4187120329910378564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/09/um-texto-esxrito-na-madrugada-de-ontem.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TJgRYLL6x_I/AAAAAAAACZ4/DAFJw6908N8/s72-c/DSC_1036.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-157373918165507295</id><published>2010-09-09T19:37:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T21:05:25.297-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ue'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Sobre essa história de ser famosa e atrapalhada ao mesmo tempo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UDxmXtx2xxs"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=UDxmXtx2xxs&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Domingo de manhã saí manca por volta das 11 horas do Hotel Itaimbé. Puta que o pariu que dor que estava sentindo no meu pé esquerdo. Senti, também, breves momentos de raiva da minha falta de sorte na noite. Mas...se bem que...eu tive sorte na noite, sim. Entrei no táxi e logo a raiva passou e me divirti muito com o taxista: de imediato ele me perguntou se eu era de Santa Maria, antes mesmo que eu respondesse, ele perguntou mais: você é famosa, né, já te vi na TV. Fiquei me perguntando: ele está dizendo isso por que só "chiques" e "famosos" ficam no Itaimbé? Ele me reconheceu de algum cartaz no ônibus da universidade, ou em toda a universidade? Ou ele realmente me reconheceu na novela das oito? E passei o resto da manhã rindo das minhas hilárias interrogações e contando para meus irmãos a hilária noite em que mais uma vez torci meu pé - agora o esquerdo. Duas torções em menos de dois meses. Uma péssima estimativa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E nunca me esqueço quando ganhei meu primeiro concurso de crônica na UFSM. (É esse mesmo que tem meu rosto gordo estampado em todos os cartazes pela cidade. Ai, senti falta de um outdoor no trevo do castelinho). Adivinhem como fui receber o prêmio?? Pois é, de pé quebrado, com três ossos quebrados, de muleta e tudo, depois de não ver um degrau nas ruas esburacadas dessa cidade (culpa do poder público, óbvio, por que nem bêbada eu estava). Um vexame. Mas, no fim das contas essa história do pé quebrado rendeu um outro prêmio, dois anos depois, no mesmo concurso de crônicas da UFSM. Mas, dessa vez fui receber o prêmio normal sem lesões, sem torções, ilesa...É, mas não posso dizer que sobrevivi até hoje sem nenhum arranhão. Por que por mais que eu seja famosa, meu rosto esteja estampado em todos os cartazes pela cidade, não adiante sou atrapalhada e sempre me bato em todos os cantos de mesa, e isso não é desculpa pelos roxos gigantes nas minhas pernas, isso é fato, eu sempre me bato. Gente... e fica uns roxos gigantes e demoram dias para passar, assim como ta meu pé agora, roxo, preto..com aspecto de podre, sabe...Aiiiiiiiiii, que nojo diriam alguns, eu já to acostumada, mas sempre com muito glamour...ha ha ha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TIr-XlYRc-I/AAAAAAAACZk/aTFACD5-ecA/s1600/DSC_0084.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 275px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515500374792958946" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TIr-XlYRc-I/AAAAAAAACZk/aTFACD5-ecA/s400/DSC_0084.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o mais engraçado de estar em todos os cartazes na universidade e no ônibus é os diálogos que tento estabelecer comigo mesmo, com a Fran do cartaz - que aliás ta o óh, meu figurino não estava adequado, aquele cabelo lambido e o sorriso ta forçado, mas eu não tenho sorriso forçado, sou tão feliz. Esses dias estava de cara e resolvi sentar sobre mim mesmo no banco do paradão, mas o pior foi um menino que jogou a mochila pra cima de mim. Grosseiro. Ou então, várias vezes parei ao lado do cartaz para ver se algum passageiro me reconhecia, pedia um autógrafo coisa e tal. Nunca tive sucesso, mas assim vou me divertindo, meus dias ficam menos ansiosos e meu contentamento descontente se apazigua...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Ah sim, gente, o concurso de crônicas está aberto até o dia 19 para se inscrever. Contem suas hilárias histórias na UFSM, eu já estou com a minha pronta, essa não se trata de pé quebrado, nem torcido, nem nada, mas é uma baita história para ser lembrada. Aguardem!!! E se inscrevam &lt;a href="http://www.ufsm.br/volver"&gt;www.ufsm.br/volver&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-157373918165507295?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/157373918165507295/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=157373918165507295' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/157373918165507295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/157373918165507295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/09/sobre-essa-historia-de-ser-famosa-e.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TIr-XlYRc-I/AAAAAAAACZk/aTFACD5-ecA/s72-c/DSC_0084.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-8275953931246334610</id><published>2010-08-31T07:31:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T08:08:15.499-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A primeira noite do SMVC na praça... &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho como negar a música do Santa Maria Vídeo e Cinema sempre mexeu comigo. Santa Maria é uma cidade muito especial para mim, e o SMVC também sempre foi. E mesmo que agora a coisa já não seja mais tão distante e envolta de um possível "glamour" a música continua mexendo comigo. Talvez seja a nostálgica sensação de tantas coisas que já se passaram por estes 9 anos aqui nesta cidade. E eu nasci em Santa Maria junto com o SMVC, confesso que não me lembro direito do primeiro festival, mas me lembro de praticamente todos os outros e especialmente das pessoas e encontros que tive nestes 9 anos. Agora, também em tom de confissão, admito que voltar à Santa Maria está sendo cada vez mais difícil, pois maioria das pessoas que sempre me acompanharam no SMVC e em tantas manifestações daqui já se foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TH0VFtlgiTI/AAAAAAAACY8/r0Ad2nVEzE0/s1600/DSC_0976.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511584706851801394" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TH0VFtlgiTI/AAAAAAAACY8/r0Ad2nVEzE0/s400/DSC_0976.JPG" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas, quero mesmo falar da primeira noite do SMVC que foi muito bacana, mesmo com as dificuldades visíveis de negociações entre administração pública e SMVC, ontem o festival estava na praça, sem grande glamour, mas com essência e modéstia de ser um festival para todos e no espaço mais democrático que uma cidade pode ter: a praça. E isso é muito bacana. Ressalto o espetáculo teatral de abertura, uma sátira à vida de grandes personagens de Santa Maria e que tive o prazer de algum momento conviver e compartilhar ideias: Lobato, Jair Alan, Sérgio de Assis Brasil. Paro os nomes por aqui para não ser injusta a tantos outros que fazem a história do teatro e do cinema na cidade. Parabéns, gurizada do teatro sempre muito pertinentes e convictos em suas paixões pelo palco. E sem falar que satirizar a figura simplesmente sensacional do Jair Alan não tem preço. Ah, não acredito que vocês nunca viram o comercial da YASCHICA ME, ESSA É A MAIS BARATINHA. Grande sucesso das telas. Rsrsrs. &lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TH0VGOh6jkI/AAAAAAAACZE/ItBnWq46Sog/s1600/DSC_1007.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511584715695099458" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TH0VGOh6jkI/AAAAAAAACZE/ItBnWq46Sog/s400/DSC_1007.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TH0Z61LanSI/AAAAAAAACZM/4y5s__7rW3s/s1600/DSC_0993.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511590017469422882" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TH0Z61LanSI/AAAAAAAACZM/4y5s__7rW3s/s400/DSC_0993.JPG" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bueno, porém não posso deixar de dar meu pitaco na produção cinematográfica de Santa Maria e região, que foi apresentada na Mostra Regional e local ontem à noite. É..Santa Maria precisamos incentivar a produção por aqui, senão vai acontecer o que vimos ontem a noite, muitos vídeos institucionais e grandes reportagens sendo exibidas como documentários e afins. Complicado, nem por isso com menos mérito, óbvio. Ao menos, existe uma produção audiovisual que circula, que está no telão da praça. Então foi possível ver: muitos exercícios acadêmicos (aliás, cadê o povo da UFSM - da Facos que sempre teve uma mínima produção?); uma história nem tão boa mas com uma ótima fotografia e uma trilha sonora que sustentava a narrativa; foi possível ver muito sangue desnecessário, mas enfim, salve a liberdade de expressão e criação; o ótimo e sempre coerente humor do nosso diretor restinguense..que por sinal teve o que de mais gratificante é em qualquer festival o reconhecimento e o envolvimento do público. Tivemos histórias de óvnis e uma tentativa de uma possível Itália em Silveira Martins...E tempo sempre veloz...mas eu deixaria o tempo falar por si só... (tudo isso é opinião muito pessoal, e que me dou a liberdade de expressar aqui, por ser um espaço também muito pessoal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, muito pouco, a meu ver para uma cidade que tem o cinema, o cineclubismo como referências. Fica aí, o desafio para todos nós no próximo ano fazermos com que a Mostra regional e local venha às telas com mais vigor, mais proposta de linguagem, bons roteiros....(e essa também é uma responsabilidade assumida por mim enquanto realizadora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, então começamos a Mostra Nacional e confesso mais uma vez que estou com um frio na barriga, com muita expectativa e louca para estar em mãos com a lanterna e aquela "prancheta". &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-8275953931246334610?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/8275953931246334610/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=8275953931246334610' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8275953931246334610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8275953931246334610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/08/primeira-noite-do-smvc-na-praca.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TH0VFtlgiTI/AAAAAAAACY8/r0Ad2nVEzE0/s72-c/DSC_0976.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-6627278473081250458</id><published>2010-08-16T20:43:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T21:23:17.726-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dá licença, meu lugar/não-lugar também é na rua, sim senhor...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viajar sozinha e andar com uma máquina na mão, são duas coisas da qual perdi o medo há muito tempo. Aliás, acho que são os momentos na qual eu me sinto mais à vontade e com vontades. Óbvio que eu sinto aqueles momento de solidão, aquela tradicional imagem: sentada em uma mesa de bar, logo ali depois da fronteira - no Uruguai - bebendo uma/duas Patricia's de litro e pensando na vida. Menos mal que hoje tinha umas quatro mesas na mesma situação. No entanto, de mulher só eu. Mandei uma mensagem para a Susana, que lá em Montenegro, me dizia também estar sozinha, mas embaixo das cobertas tomando um suco. heheh, no fim a gente dá muita risada cada uma em seu canto. Se eu pudesse carregava alguns dos meus amigos o tempo todo comigo.  Ok, mas nem era sobre isso que queria falar, mas sim da minha máquina fotográfica. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TGoIACtNJ9I/AAAAAAAACYs/1eCR-PF6LTE/s1600/DSC_0278.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 280px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TGoIACtNJ9I/AAAAAAAACYs/1eCR-PF6LTE/s400/DSC_0278.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506222291233351634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O velho papo do tal não-lugar. Agora me encarnei que eu preciso concretizar nas minhas fotos o não-lugar. Aquele lugar de passagem que na supermodernidade é efêmero. Reducionista, não? Claro, claro, isso depende a partir de quem estou olhando. E aqui na fronteira, especialmente em Livramento, tenho certeza que é o não-lugar para grande parte das pessoas carregadas de sacolas hoje de tarde. Então saio para a rua com meu tripé, minha máquina fotográfica, sem pressa, sem pressão. E é na rua o meu trabalho, por que quero "ler" essa fronteira urbana. E eu gosto do trabalho de rua, gosto de camêlo, de carro de pancho, de mesas de câmbio e sinceramente, apesar de achar importante todos os processos de revitalização do espaço urbano, não tem nada contra quem trabalha na rua, por que eu trabalho na rua. Preciso dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bueno, no entanto, hoje tentaram me expulsar da rua, me dizendo que não podia estar fotografando ali. Ah, é, por quê? E vieram pra cima mesmo, nem um, nem dois, quatro no mínimo. Mas amigos, se tem uma coisa da qual eu não tenho medo mesmo é de andar com minha máquina na mão, eu já disse, por duas simples razões: por que meu trabalho é na rua e por que eu sei da responsabilidade que tenho ao estar com uma máquina na mão na rua. E por que cara de homem má, também não me assusta faz tempo. Esses são alguns dos estigmas que eu carrego como jornalista. Mas to ali no meu canto, tentando entender um não-lugar, mal sabem eles que minhas fotos estão todas borradas, riscadas, descontextualizadas...é um não-lugar que eu estou buscando, não o lugar de vocês que também é o meu lugar...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-6627278473081250458?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/6627278473081250458/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=6627278473081250458' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6627278473081250458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6627278473081250458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/08/da-licenca-meu-lugarnao-lugar-tambem-e.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TGoIACtNJ9I/AAAAAAAACYs/1eCR-PF6LTE/s72-c/DSC_0278.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-8030347707180886858</id><published>2010-07-31T18:14:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T20:23:45.246-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Belém enlouquece qualquer antropólogo e fotógrafo...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bueno, a história começou assim: estava em Porto Alegre ontem à tarde bem facera em altos papos com uma pessoa muito especial da capital, então virei meu pé quando não vi um baita degrau na minha frente. Isso já aconteceu comigo outras vezes, eu sou muito atrapalhada mesmo. Mas, na última vez quebrei três ossos. Bom, não dei muita bola para a dor que estava sentindo e corri para o aeroporto, pois ia perder meu Vôo para Belém. E tava doendo muito, mas estava tão eufórica que preferi ignorar a dor e decidi que ia tirar minha bota somente em Belém quando chegasse no hotel (to chique não, de mala de rodinha e ficando em hotel, outro nível, outros tempos..juraaaaa). Sabia que tinha uma escala em Brasília depois de 3 horas de viagem, mas não contava com a segunda escala em Marabá. Ou seja, duas escalas são três vezes o avião subindo e descendo. Na primeira escala em Brasília foi tudo bem, estava com duas crianças super divertidas do meu lado: eu lendo Bokowski e tendo pensamentos eróticos com o comissário de bordo (e vai muito a pena, rsrsr) e as crianças desenhando casinhas e homenzinhos. Conversamos muito, porém evitei que eles vissem a capa do livro. Eram muito jovens ainda para: as ereções, ejaculações e pornografias do escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda escala em Marabá a coisa foi piorando, o cansaço depois de 6 horas em um avião foi aumentando, a gorda do meu lado reclamando que a porra do banco não reclinava (sim, pegamos os assentos na saída de emergência); a comissária de bordo era feia e tinha uma voz irritante. Puta que o pariu minha cabeça ia explodir e depois de 7 horas se eu ficasse mais 5 min naquele avião eu ia explodir, minha bota ia explodir, meu pé ia explodir. Desci do avião em Belém e senti o drama: caracas que calor insuportável. 40º no mínimo, e já senti meu corpo reagindo: pressão baixa e afins. Cheguei no hotel às 2 da manhã fui recebida por um atendente muito querido, que me levou até o quarto, mas ignorou meu pedido de um saco com gelo para o pé. sentia muito dor mesmo. Tirei a bota e vi estrago. O pé estava muito inchado. Resolvi tomar um banho e durmir e deixar para resolver tudo no outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, hoje acordei cedo, tomei um bom café e roubei um copo de gelo para meu pé, já que o hotel não tinha para oferecer e não deram a mínima atenção para meu problema. E depois de uma massagem e um tempo com um saco de gelo enrolado no pé, me senti em condições de sair para a rua. Duas quadras bastaram para me dar conta que Belém é muito louco, um lugar antropológico por si só. Pirei...perfeito para qualquer antropólogo e fotógrafo. Passei na farmácia e comprei um protetor solar 30FPS, um bom antiflamatório e me fui andando pelas ruas de Belém.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E quando se viaja sozinha, se é loira e se tem uma máquina um pouquinho melhor em mãos, existem duas alternativas: ou se ignora que tens uma máquina e curte o lugar sem se preocupar em registrar e sem dar bola para os flertes, ou então, se integra a "comunidade" e assume que você tem uma máquina e que tem um sentido ela estar ali. Eu sempre fico com a segunda opção. E tinha esquecido o enorme prazer de ficar - ao menos um tempo - viajando sozinha. Vou para onde quero, falo com quem eu quero, como o que me convém e aonde me convém. E o Mercado Ver o peso é o lugar mais louco que já vi. Sério, e olha que tenho andado um bocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFTWk6kpYvI/AAAAAAAACYM/0ijR2NTI2zs/s1600/belem20.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500256974612816626" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFTWk6kpYvI/AAAAAAAACYM/0ijR2NTI2zs/s400/belem20.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFTWkgQkhBI/AAAAAAAACYE/jw6QTIfMWXA/s1600/belem5.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De imediato me integrei a "comunidade": troquei informações, contei histórias, ouvi histórias, fiquei sabendo o segredo de todas as pimentas, de todos os camarões, comi peixe, tomei muito suco de cupuaçu, subi em um barco, fui protegida pela "galera" da feira, que me chamavam de: Sophia Loren, Sophia Loira, me perguntavam se a cor dos meus olhos era de verdade..Hhauahauahauhau...E eu me achando a gringa ali no meio, mas deixei bem claro que sou gringa do sul, tchê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFTWlfiTr3I/AAAAAAAACYU/0HsLslz3iW0/s1600/belem103.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500256984535117682" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFTWlfiTr3I/AAAAAAAACYU/0HsLslz3iW0/s400/belem103.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para não dizerem que sou só chegada na "cultura popular" de tarde dei umas bandas na Estação das Docas, ali a coisa é mais chique, tomei um sorvete, duas bolas por R$ 6,40 de cupuaçu com tapioca. Caro, mas recomendável. Andei pela horla do Rio e sofri um bocado com o calor amazônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFTWkgQkhBI/AAAAAAAACYE/jw6QTIfMWXA/s1600/belem5.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500256967549289490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFTWkgQkhBI/AAAAAAAACYE/jw6QTIfMWXA/s400/belem5.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nem preciso dizer que estou adorando, amanhã vou passear de barco. Seis horas, por rios, ilhas, trilhas e um bom banho de rio, incluindo o almoço, tudo isso por R$ 51,00. Acho que vale a pena, não. E o pé? Continua inchado, continua doendo, e eu estou gripada, com imunidade baixa, mas nada que um dos milhares de chá do mercado não resolvam. E vamos que vamos, que amanhã será outro grande dia turístico, depois 4 dias de Reunião Brasileira de Antropologia. E o desfalque financeiro? Nem quero pensar nisso: vi muitos vestidos, brincos, colares, todos a minha cara. Rsrsrs. Como diz o Diou vai ficar dois meses andando que nem "pinheiro de natal", é...se não estivesse frio no sul eu voltava de índia..rsrsr (é bom nem lembrar essa história)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-8030347707180886858?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/8030347707180886858/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=8030347707180886858' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8030347707180886858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8030347707180886858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/07/belem-enlouquece-qualquer-antropologo-e.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFTWk6kpYvI/AAAAAAAACYM/0ijR2NTI2zs/s72-c/belem20.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-584894483910553591</id><published>2010-07-30T04:57:00.000-07:00</published><updated>2010-07-30T05:48:12.124-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;GENTILEZA GERA GENTILEZA e eu gosto mesmo de pessoas autênticas...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há 4 anos comprei meu mochilão na Colômbia. Nunca esqueço do valor irrisório de R$ 30 que paguei na época. Depois disso minha mochila foi a companheira de muitas indiadas. Atravessamos muitas fronteiras juntas; o Chile; a Argentina; algumas partes do Peru; atravessamos o Brasil; fizemos viagens curtas - logo ali do lado. Mas desde lá minhas viagens mudaram muito. No princípio viajei de ônibus, de carona de carro, de caminhão...E me apaixonei...sempre. A mochila durou muito levando em conta o preço que paguei por ela. No entanto, não foram poucas as vezes que ela se descosturou, então eu ia para Charrua e entrava o trabalho da minha mãe que na sua máquina de costura velha, no seu quarto bem bagunçado (o quarto do meu pai e da minha é o próprio caos, e não entendo pq ela me critica tanto, rsrs). Minha mãe costurava, descosturava, remendava e assim minha mochila aguentava mais uma, duas viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas como disse minhas viagens mudaram muito. Agora já viajo de avião, em vôo comercial, por que esses vôos de milicos fiz alguns já na minha vida, rsrsrs (bons tempos aqueles). Viajo de avião e os equipamentos eletrônicos aumentaram: máquina fotográfica; notebook, fones de ouvido, minha 3g, enfins. Acabou a "solidão": minha mochila e eu. Então, me sugeriram que eu comprasse uma mala de rodinhas, afinal já sou mais madura, menos "mochileira"..rsrsr, como pude acreditar nisso?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFLIFmWxacI/AAAAAAAACX0/oVfwYH0RaTM/s1600/blogmalas.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 170px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499678093493758402" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFLIFmWxacI/AAAAAAAACX0/oVfwYH0RaTM/s400/blogmalas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ontem comprei minha mala verde de rodinhas. E no mesmo dia, sem chance para qualquer adaptação, resolvi viajar. Primeira constatação: o mundo não está preparado para malas de rodinhas, eu não estou preparada. Passei em frente a construção no lado de casa, e os operários ao invés de me chamar de gostosa e afins, se deteram em dizer: eu carregava no colo. Só não entendi se era eu ou a mala. Mas, tenho certeza que meu desconforto e mal jeito eram muito visíveis. No ônibus (e tive que pegar dois ônibus até a rodoviária) óbvio que não consegui sozinha passar a roleta com a mala de rodinhas, menos mal que o cobrador era um daqueles super bem-humorados que além de ajudar, faz piadas sem graça. Já estava furiosa. Antes de ir para a rodoviária tinha que passar no centro para fazer depósitos em dois bancos diferentes. Como andar pelas calçadas cheias de desníveis com uma mala de rodinhas? Entrei no bar de uns amigos e pedi para deixar minha mala ali. "Mala" eu estava me sentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resumindo a história: Com a mala verde - linda - de rodinhas, perdi toda minha liberdade, minha autonomia de deslocamento, estou presa a essa coisa gigante que o mundo não está preparado para aceitar. Não o meu mundo ao menos: o de calçadas esburacadas, de dois ônibus até a rodoviária e de correria intensa antes de uma viagem. Quero meu mochilão de volta, ele sim faz parte da minha autenticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, antes de finalizar este texto preciso abrir um parênteses para outras percepções engraçadas das minhas viagens. Por que quando viajo sozinha minha cabeça vai a mil, não preciso nem dizer isso: os planos de dominação do mundo são muitos. E eu adoro assistir os filminhos que passam nos ônibus. Primeiro por que eles sempre geram polêmicas: o motorista colocou em inglês/inglês. óbvio que o povo caiu em cima do cara. Aí, ele colocou legendado, então uma senhora grita lá de traz: Mas agora as letras estão traduzindo o que eles estão dizendo...(rsrsrsrrs, sim e ela esperava o que). Então, o motorista muito solícito parou o ônibus e colocou tudo em português para meu desespero. Dublado e com legenda em português é de chorar, mas no fim das contas o filme era divertidinho e acreditem eu nunca tinha assistido: "Os esquenta banco". E olha que na minha infância eu era uma "esquenta banco", os motivos? Os mais diversos: eu era gordinha, não sabia jogar vôlei, era colona, enfim...Hehehehe. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFLIszCqPCI/AAAAAAAACX8/4h6JyOqcJyc/s1600/esquentabanco.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 269px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499678766913960994" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFLIszCqPCI/AAAAAAAACX8/4h6JyOqcJyc/s400/esquentabanco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Menos mal que eu gostava de ler Machado de Assis, escrever bons textos e queria sair dali para ter um lugar em campo...Depois aprendi jogar vôlei - muito bem por sinal - dei uma emagrecida, resolvendo os problemas com meu corpo - e tenho um puta orgulho de ter sido - ser - uma colona...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hahahahha, apenas um momento Dejavú fraternal...Porém tenho que confessar hoje estou puta da cara, por que gosto de pessoas autênticas e sempre é tempo de se decepcionar com as pessoas..Odeio falta de consideração e eu peço sempre tão pouco...Por que eu não preciso de muito para dar sentido para minha vida...Mas logo mais, vou almoçar com amigos, dar uma pesseada pelos ares de POA e de noitinha um longo vôo até Belém do Pará...Acho até que já aprendi a lidar com essas coisas, não??? Tenho que diminuir a intensidade das minhas vivências e cuidar do meu capital erótico, rsrsrs. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Volto amanhã com novidades sobre a longa viagem até o Pará, com escala em Brasília. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-584894483910553591?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/584894483910553591/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=584894483910553591' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/584894483910553591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/584894483910553591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/07/gentileza-gera-gentileza-e-eu-gosto.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TFLIFmWxacI/AAAAAAAACX0/oVfwYH0RaTM/s72-c/blogmalas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1573769932011837702</id><published>2010-07-22T19:21:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T19:55:14.838-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;É que sambo direitinho...bem miudinho!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assombros...Contrabando...peleas...frontera...Tantas narrativas que tem permeado minha vida nestes últimos dias. Aliás, no minímo 12 horas por dia - do meu dia - isso faz com que não tenha tempo para ver meus amigos, para falar com eles por msn, para sair para dançar, pero yo confesso necesito de una noche de baile...a bailar...sem parar...Mas não tem como negar que a edição é um dos momentos mais sensacionais de se fazer um filme, um doc. Especialmente no nosso filme em que já partimos de tantas histórias sendo contadas, por tantos personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explorar a possibilidade de montagem, de ritmo, de narrativa...pensar nas imagens em vídeo, em foto, mas especialmente nas suscitadas na memória de cada um ao ouvir um causo, ao sentir um cuento...Tudo isso não tem preço...mesmo que se ganhe pouco, se trabalhe muito...e que se permaneça alguns dias sem dançar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TEkBwSoS1TI/AAAAAAAACXs/F6I1me40JFg/s1600/fotos.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 289px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496926749328594226" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TEkBwSoS1TI/AAAAAAAACXs/F6I1me40JFg/s400/fotos.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Michele não quer mais falar comigo. A Susana vai embora no domingo e não consigo dar atenção para ela, o Carlos me liga e eu não consigo nem lhe dizer Feliz Dia do Amigo...minha nona me liga e eu nem consigo identificar sua voz...a Nadia me manda um e-mail e eu mal consegui responder, só disse que lhe amo...hoje liguei para todos os hotéis da cidade e nenhum tinha mais vaga..os motéis não me atenderam...Derrubei bolachas no carpete da ilha e um iogurte Activia no chão da cozinha da produtora...Arranquei a maçaneta da porta...não consigo ter pensamentos completos...minhas roupas no varal já sentiram os dias de chuva, de sol...Meus tênis estão espalhados pelo quarto, minha cama nunca mais foi arrumada...minhas toalhas de banho estendidas nas cadeiras...os livros? Livros? Para quê? Ah sim...uma dissertação de mestrado...sobre?...Ah sim, FRONTEIRA...Por fim só tengo mas una cosa a hablar: Yo necessito de unas vacaciones de la frontera...quem sabe..um dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida está um caos...o "Caos da Fronteira"...Pero me gusta de la idea...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um amigo me pergunta hoje: E você não tem assistente? Juraaaaaaaaaaaaaaaaa....(tenho sim), mas não existe prazer maior do que saber  todas as histórias,  experimentar todas as possibilidades de linguagem, de conceitos...eu preciso estar 12 horas por dia na ilha...quem sabe um dia quando for uma grande diretora eu me dê o privilégio de chegar depois do primeiro corte e então mandar mudar tudo...rsrsrsrs....&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ah, ainda sou fotógrafa...Com a foto central da montagem ganhei uma Menção Honrosa essa semana no Concurso Fotográfico Cidade de Santa Maria, aliás, será que um dia vou ver um resultado do concurso sem uma foto que tenha: Bandeirinhas de festa de São João e uma pessoa passando por baixo? Ta na hora de renovar o olhar Santa Maria...no?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1573769932011837702?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1573769932011837702/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1573769932011837702' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1573769932011837702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1573769932011837702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/07/e-que-sambo-direitinho.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TEkBwSoS1TI/AAAAAAAACXs/F6I1me40JFg/s72-c/fotos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1382298662256731251</id><published>2010-07-17T07:09:00.000-07:00</published><updated>2010-07-17T07:50:05.272-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Cruzando las fronteras, conectados con el mundo!!!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TEG96I3FG4I/AAAAAAAACW8/j3ZeBwMwx-Q/s1600/DSC_0781.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494881826877283202" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TEG96I3FG4I/AAAAAAAACW8/j3ZeBwMwx-Q/s400/DSC_0781.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Confesso que tenho um pouco de medo ao pensar no avanço das tecnologias e das facilidades dos meios de comunicação. Pero, ao mesmo tiempo és fantástico estar en terminal rodoviário de Santa Rosa conectada com o grupo Entre Fronteras em Oberá, na Argentina. Rafael e eu não tivemos como ficar nas clínicas de hoy, por isso enquanto esperamos o ônibus para Santa Maria estamos participando via MSN da reunião, podendo compartilhar mais ideias, conclusões sobre os últimos dois dias de trabajo en nuestros documentales. Dos dias muy buenos por sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TEG96Uza6II/AAAAAAAACXE/vXUQV5WxKDI/s1600/DSC_0786.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494881830083160194" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TEG96Uza6II/AAAAAAAACXE/vXUQV5WxKDI/s400/DSC_0786.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Mais do que isso con nuestras máquinas fotográficas una: Nikon D80 e otra D300 podemos registrar todos los momentos: às 6 horas de la mañaña en terminal de Oberá; às 8 e meia na Balsa que atravessa Rio Uruguai de Alba Posse para Porto Mauá. Y ahora acá en terminal de Santa Rosa. E esto és Entre fronteras pleno. Asi como nosotros atravessamos las fronteras, e los medios de comunicación, también lo frio está acá neste lado de la frontera. E está muy frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TEG9641ibXI/AAAAAAAACXM/rgq6bHbExHQ/s1600/DSC_0837.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494881839755718002" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TEG9641ibXI/AAAAAAAACXM/rgq6bHbExHQ/s400/DSC_0837.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Tudo esto és fantástico, no? Perdón a los brasileños pero no consigo más hablar solamente em brasileiro, pienso em espanhol, e me gusta desta mistura muy loca, intensa, necessária...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Besos a todos hermanos que no receberam tão ben no otro lado del rio. Hablando en esto Jorge Drexler em POA semana que vem. Yo me voy!!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1382298662256731251?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1382298662256731251/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1382298662256731251' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1382298662256731251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1382298662256731251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/07/cruzando-las-fronteras-conectados-con.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TEG96I3FG4I/AAAAAAAACW8/j3ZeBwMwx-Q/s72-c/DSC_0781.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-222233093691202782</id><published>2010-07-15T13:04:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T13:40:40.696-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Un "mundo" entre Fronteras...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TD9qQx5GJSI/AAAAAAAACPI/6qLJo1z2vAE/s1600/reuniao10-3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TD9qQx5GJSI/AAAAAAAACPI/6qLJo1z2vAE/s400/reuniao10-3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494226906918561058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo é e não é. Não podemos subestimar o público. Confiar no que se quer contar. Políticas públicas audiovisuais de cada país. Produção independente. TV digital. Integração Regional. Estas são algumas ideias que circulam em nossa Reunião do Fórum Entre Fronteras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 20 pessoas da Argentina, Brasil e Paraguai reunidos em Oberá, na província de Misiones, na Argentina, para pensar em parcerias e possibilidades de produção e distribuição de audiovisuais produzidos nestes países, tentando focar nossa discussão em incentivos e maneiras para que não somente os centros de nossos países tenham visibilidade em recursos e editais destinados a produção audiovisual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isso, entre a mistura de português/espanhol, portunhol  - tudo entreverado - pensamos conjuntamente os processos de produção de quatro documentários que estão sendo realizados nestes países. Representando o Brasil, por meio do Cineclube Lanterninha Aurélio, esta nosso projeto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Causos e cuentos de fronteira"&lt;/span&gt;, em que Rafael e eu acabamos de apresentar, responder questões e assim abrir o leque de possibilidades para pensar o que queremos contar...a partir de tantas coisas já contadas por nossos contadores da fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TD9wvlelU8I/AAAAAAAACPY/q4WJRk4IKCc/s1600/reuniao10.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 263px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TD9wvlelU8I/AAAAAAAACPY/q4WJRk4IKCc/s400/reuniao10.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494234033231844290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yo creo en esta ideia: Entre Fronteras tem sido minha vida nestes últimos quatro anos, por isso me sinto muito realizada por estar aqui, por estar pensando e construindo coletivamente este fórum, mais do que isso estes quatro documentários que são maneiras muito particulares  de recortar possibilidades de se ler e ver a fronteira: muito do que tenho visto nestas minhas viagens solitárias em tantas fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhem: http://www.oberaencortos.com.ar/&lt;br /&gt;Fotos: Rafael Wilhelm&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-222233093691202782?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/222233093691202782/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=222233093691202782' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/222233093691202782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/222233093691202782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/07/un-mundo-entre-fronteras.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TD9qQx5GJSI/AAAAAAAACPI/6qLJo1z2vAE/s72-c/reuniao10-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5133855527639293418</id><published>2010-07-08T19:49:00.000-07:00</published><updated>2010-07-08T21:08:23.730-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Meu novo cameraMAN, um belo final de tarde...e a capital?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O trabalho de campo, normalmente, é um trabalho solitário, a não ser quando estamos com nossos interlocutores. Mas é solitário, especialmente quando se está trabalhando com antropologia audiovisual. Ok, essa solidão pode ser uma escolha minha, quem sabe até metodológica. Minha máquina e eu...às vezes os interlocutores, no entanto, estou em uma fase muito mais de experimentação de linguagens (..as fotos estão ótimas: poluídas, riscadas, borradas, tremidas, misturadas, híbridas e tudo isso é fronteira, não? Ai, nem quero ver), que buscando novas histórias. Então me sinto um pouco sozinha. Mas, gosto disso, a não ser quando estou com uma filmadora, um tripé e uma máquina fotográfica gigantes. Aí, por mais que eu me considere a mais "in-dependente", não tem jeito, sinto falta do Rafael, do Guille, enfim. Cadê meus "cameraMAN'S"?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491741730247137122" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDaWAdWR12I/AAAAAAAACOo/bFCgvzRLD08/s400/DSC_0407.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, minha super-ultra-mega-amiga e produtora da fronteira Clarissa me conseguiu um ajudante para carregar bolsa, abrir tripé, e afins. O Alexandre. O rapaz de 15 anos, cuida de carros em frente a Farmácia Fronteira em Uruguaiana; lava carros; faz serviçio de banco. Um rico guri, que a Clarissa anda tentando convencer para mudar seu estilo musical: que tal um rock'roll? Mas Alexandre superou todas as minhas expectativas de uma altivez e inteligência admirável na segunda tomada que faço, ele já estava dando sugestões de ângulos, enquadramentos e com uma propriedade de invejar qualquer cinegrafista de longa data. Prestava atenção em cada termo que eu usava, em cada explicação dada e me dizia: A&lt;strong&gt; poluição (termo que tinha usado anteriormente para falar dos muitos elementos em um mesmo enquadramento) dessa imagem ficou boa/ Bem boa essa imagem, o meu olho não vê o homem sentado, mas a lente consegue...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sendo suficiente, Alexandre coloca a câmera no ombro com uma intimidade que chegou me arrepiar e não foi de medo, não, foi por estar me sentindo segura ao lado daquele menino. Testou a câmera, alguns movimentos, me deu um banho de técnica e ao final me disse: No ombro é bem melhor, tu tem mais domínio sobre a câmera. Hehehe. Babei. Mas, o sonho de Alexandre é entrar no quartel, por que ele faz academia, tem o corpo forte e no quartel pode evoluir. Passamos mais um tempo juntos, ele me contou a história da família, dos irmãos, dos pais. Que nem vale a pena contar aqui, mas é a história que aparece em muitos filmes, em muitas reportagens por aí. Bom, tratei de lhe dar alguns conselhos, algumas motivações que acredito serem pertinentes para, quem sabe, fazer com o que ele siga um caminho diferente da irmã mais velha que já está presa, enfim...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos despedimos e eu fiquei feliz por mais essa escolha. Rafa e Guille que se cuidem, hehehe. Depois fui para o sétimo andar do Rio Sol, lá Dona Yolanda e o marido me esperavam com um bolo e um bom mate e como sempre o descer no sol sobre as águas do Rio Uruguai e a vista mais sensacional dessa fronteira. Fotografei, filmei, me fotografei. Uma boa conversa, mais alguns mates e depois en la noche fomos a Libres, sacar unas fotos, hacer unas compras, comer umas batatas fritas, que não são Lays uruguaias, mas são tão boas quanto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDaWBDTEYeI/AAAAAAAACOw/-Fnvj4xxELk/s1600/DSC_0468.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491741740434219490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDaWBDTEYeI/AAAAAAAACOw/-Fnvj4xxELk/s400/DSC_0468.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje confesso que dói mucho mi pernas. Pero la duda más cruel és: y ahora me voy a capital? Mera coincidência ou o mundo conspirando...a favor claro, sempre!!! Creo que és hora de partir. (assunto para as próximas postagens) pero yo estoy muy feliz...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5133855527639293418?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5133855527639293418/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5133855527639293418' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5133855527639293418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5133855527639293418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/07/meu-novo-cameraman-um-belo-final-de.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDaWAdWR12I/AAAAAAAACOo/bFCgvzRLD08/s72-c/DSC_0407.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1445356682277921401</id><published>2010-07-06T16:44:00.000-07:00</published><updated>2010-07-06T20:45:42.026-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um dia egocêntrico e de muito bem na fronteira..&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDPHnK3B2CI/AAAAAAAACOQ/sNguIU60JjE/s1600/fronteira.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490951846438754338" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDPHnK3B2CI/AAAAAAAACOQ/sNguIU60JjE/s400/fronteira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; O porteiro do prédio, conhecido de longa data, me pergunta: Tu já quis ser freira, não? Bom, eu admiti que já tive intenção sim, de estudar no colégio de freiras. Foi lá pelos meus 13 anos, mas devido a uma decepção com uma das irmãs me perdi na vida. Perguntei-lhe por que? &lt;strong&gt;Ele me disse que eu tinha o semblante de alguém com fé, que apreciava o ato de contemplar, enfim que era do bem.&lt;/strong&gt; E de fato eu sou uma queridona do bem por natureza, sem falsa modéstia, já fiz algumas bobagens (no sentido de maldade) na vida, claro sou passível de erros como todo mundo. Porém, acredito muito em ser uma pessoa do bem e iluminada, e tenho encontrado muita gente assim no meu caminho, especialmente no trabalho de campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Menciono o trabalho de campo, por que é aqui na fronteira - neste universo que escolhi para estudar - que mais dependo da disponibilidade e da luz do outro, das portas abertas de suas casas, das portas abertas de suas histórias de vida. E hoje o dia começou cedo na fronteira. Peguei carona (e nem gosto quase..) com as chibeiras, me senti uma delas, carregando sacolas cheias de cuias, pares de tênis e me fui até o Buraco, em Libres, sem tirar minha máquina fotográfica da mochila, a coisa mais insignificante neste momento. Lá, no entanto, não resisti e do outro lado da rua comecei a fotografar, mas meia dúzia de fotos foram suficientes para o alvoroço: por meio da minha lente logo vi e "ouvi" que algumas pessoas gritavam, outros me apontavam, outros ainda abanavam dando a entender: não, não, não. Eu que não estava afim de me estressar e por acreditar que tudo acontece no seu devido tempo, guardei a máquina na mochila, atravessei a rua cumprimentei o povo, que me advertiram do perigo de andar com uma máquina por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem muito esforço peguei o ônibus de volta para o Brasil, identifiquei a maioria das chibeiras que já estavam voltando para fazer compras no outro lado. Quase fiquei chateada com o fiscal argentino que me pediu duas vezes os documentos e duas vezes o que estaba haciendo alli (lembrei-me de uma madrugada longa quando voltava de Buenos Aires presa naquela aduana..coisa do passado). Pero, desci na Baixada em Uruguaiana e comecei a procurar a banca 30, onde encontraria uma das minhas novas interlocutoras (até então, nem ela sabia disso). Uma senhora árabe e sua filha de 12 anos se escondiam entre meias e muitas bonecas da banca do camelódromo. E foi ali que rolou muita cumplicidade e uma baita história de vida, dessas que ultrapassam tantas fronteiras. A senhora que saiu da Faixa de Gaza com dez anos junto com o pai nunca mais voltou para a terra, ou seja, nunca mais viu a mãe e as irmãs. Seu maior sonho: voltar à Terra Santa mesmo que em zona de conflito, mesmo que correndo muitos riscos. O sonho da filha: usar o véu, ter um casamento árabe com muitos presentes em ouro e por que não viver na terra. Ela fez questão de me pagar um café e de me dar uma meia colorida de presente:&lt;strong&gt; Não sei por que mas gostei de ti &lt;/strong&gt;- me dizia várias vezes a árabe. E já combinamos de irmos juntas em um casamento muçulmano no próximo mês. Casamento este, que eu ainda espero ser convidada. (Hehe)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua filha tem aula de cultura e religião árabe com Hanin. Uma jovem de 26 anos que encontrei hoje à tarde. Hanin não precisa mais do que o olhar e o sorriso descoberto para me hipnotizar, sua beleza e energia são indescritíveis. Me levou até sua casa, depois de atravessarmos a loja do marido, como uma menina tirou os sapatos dos pés, e os dobrou sob os joelhos em cima do sofá. Então, compartilhou comigo boa parte de suas concepções de vida, muito bem alicerçadas nos princípios da religião muçulmana. Confesso que não concordo com tudo, mas que me deu vontade de ir a Terra Santa e de jejuar no mês de Ramadã me deu, e muito. A moça, um ano mais velha do que eu, já é mãe de dois filhos (lindos, por sinal) e estranha por que eu ainda não sou casada (bah, uma longa história, amiga). Por fim, me convidou para assistir aula de árabe amanhã na mesquita e eu ganhei meu dia: &lt;strong&gt;Desde que te vi ontem, gostei de ti&lt;/strong&gt; - me diz Hanin. E eu não tinha dúvida disso, pois até café árabe ela fez para mim na sala de sua casa, com a maior humildade do mundo. E como eu gostei dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, admito que este texto é extremamente egocêntrico. Mas nada é mero acaso, tudo isso é construção das idas e vidas ao campo, do que se é de fato. E o que eu busco mesmo? Ah sim, linguagens, leituras, recortes, cumplicidade, confiança...Isso resume um trabalho antropológico? Quem sabe... resume, pelo menos, o que estou vivendo...Estou com uma grande paz de espírito/ é madrugada e venta lá fora, e nem consegui contar a visita à Dona Yolanda. Fica para outra postagem, por que está na hora de ir para o outro blog subjetivizar um pouco mais a vida e delirar orgasticamente... Buenas noches!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1445356682277921401?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1445356682277921401/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1445356682277921401' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1445356682277921401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1445356682277921401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/07/um-dia-egocentrico-e-de-muito-bem-na.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDPHnK3B2CI/AAAAAAAACOQ/sNguIU60JjE/s72-c/fronteira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1501130514066147804</id><published>2010-07-05T06:54:00.001-07:00</published><updated>2010-07-05T07:31:33.688-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Eu e minhas "bagagens"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDHnrlDevSI/AAAAAAAACOA/u9aDVX4mOMA/s1600/DSC_0002.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDHnrlDevSI/AAAAAAAACOA/u9aDVX4mOMA/s400/DSC_0002.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490424156608445730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As mudanças tem  sido drásticas nas minhas bagagens. Diminuiu o volume de roupas e aumenta o número de equipamentos. O que não é uma troca satisfatória em termo de peso, de conforto, mas é bem gratificante ao pensar que cada dia minhas ideias, novas ideias aumentam mais e mais. O que sempre quis era poder descrever os sentidos despertados em cada uma das minhas viagens, principalmente as que faço sozinha. E gosto muito de viajar sozinha, por que fico com os sentidos ainda mais atentos, mais "sensíveis". E ontem durante o caminho para Uruguaiana não foi diferente. E como Uruguaiana é longe, parece que cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durmi na primeira hora da viagem e acordei com um sertanejão rolando a todo volume no meu ouvido: era a mulher do lado que com o celular ligado passou o resto da viagem escutando uma baita trilha sonora. Fossa total, eu que já sou nostálgica e relembro tudo que cada lugar, cada paisagem já me proporcionaram, fiquei na fossa a viagem toda. No entanto, tenho que confessar que curto fossa, adoro dramatizar um pouco a realidade. Por que afinal não se trata de tragédias, mas de boas histórias para se contar aos netos. E uma amiga me contesta: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ah, mas tem coisas, Fran, que tu não vais poder contar aos netos&lt;/span&gt;. E eu: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Claro que vou,  melhor eu contar do que eles lerem  na  minha auto-biografia&lt;/span&gt;. Modéstia parte eu adoro minhas histórias - as bem sucedidas e as más, então.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDHnsGMSZLI/AAAAAAAACOI/SFZUgeeLryw/s1600/DSC_0016.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDHnsGMSZLI/AAAAAAAACOI/SFZUgeeLryw/s400/DSC_0016.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490424165503755442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E chegar em Uruguaiana no final da tarde, especialmente nesta época do ano é pedir para encarnar a melancolia total, claro que no fundo sempre com um ótimo humor. O mesmo clima, o mesmo tom do final de tarde, os mesmos lugares, as mesmas paisagens, só faltou as mesmas pessoas. Rsrsrsrs, o drama. Bom, mas o foco é o trabalho de campo, mergulhar em uma linguagem fotográfica que se enquadre nos preceitos metodológicos e científicos. Mas acordei com uma preguiça hoje. E eu tenho  meu tempo, por isso gosto de estar sozinha: Acordei cedo, fotografei alguns lugares que usam a palavra fronteira como referência. Desci até a baixada para aquela observação participante, do tipo, pesquisa de preço (rsrsrsr), observei algumas chibeiras que naquele movimento frenético juntavam, repassavam, escondiam sacolas de plástico pretas. E os muitos pares de tênis sendo organizados. Dei uma volta pela fronteira, por que antes de fotografar, filmar, escrever, conversar, preciso sentir o cheiro, a intensidade, o calor, a densidade da fronteira, se não nada funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltei para casa sem culpa, sem remorsos por estar no quarto às 11 horas da manhã, mas não me peçam para fotografar entre as 11 da manhã e as 3 da tarde, que eu sou total argentina nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais relatos durante a semana!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1501130514066147804?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1501130514066147804/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1501130514066147804' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1501130514066147804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1501130514066147804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/07/eu-e-minhas-bagagens-as-mudancas-tem.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDHnrlDevSI/AAAAAAAACOA/u9aDVX4mOMA/s72-c/DSC_0002.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-6462514597465095610</id><published>2010-07-03T19:52:00.000-07:00</published><updated>2010-07-03T21:12:30.358-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O estranhamento familiar - a ficcionalidade de um dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O bom de se passar alguns dias fora da cidade - sem estar fora da cidade, em uma vida paralela, como em um filme de ficção - é a hora de voltar e então concretizar o conceito antropológico: estranhamento do familiar. Sim, por que teoricamente essas palavras soam bem, possuem justificativas metodológicas, no entanto, no empirismo, no dia-a-dia, não é nada fácil estranhar o tal "familiar", a não se que estejamos muitos abertos sempre às novas percepções. É uma questão de despertar os sentidos para o de sempre, o de casa - que sempre e em casa - todos os dias podem nos mostrar novas "caras", "gestos", "odores"...etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse rodeio todo é para explanar meu estranhamento, hoje, ao chegar na Praça Saldanha Marinho. Desde sempre sei que os camêlos sairiam um dia dali, acompanhei boa parte do processo de mudança quando estava no jornal, mais boa parte quando era leitora do jornal. Mas estava vivendo meu mundo à parte e as coisas foram acontecendo, os camêlos mesmo com uma tímida resistência se mudaram para o shopping popular, as bancas foram removidas, e tudo agora está limpo, vazio, pacato. Uma incrível e nostálgica sensação de beleza. Estranho não, muito estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas como sou muito sensitiva (ao menos me esforço para ser) o urbano e todas as suas transformações me afetam, o rural então nem se fala. Tudo fica impregado nos meus sentidos, nos meus poros, então hoje de manhã aquele vazio belo, aquela sensação de estranhamento me deixou extasiada. E vejam bem, não tenho nada contra o camelódromo na rua, ao contrário acredito sim que essa seja a essência do comércio informal. E eu adoro comércio informal, não vejo nenhum sentido em viajar sem visitar camelódromos, mercados públicos, feiras de artesanato, se assim não o faço não valeu a pena. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489897497454143586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDAIr-0PaGI/AAAAAAAACN4/fTKosmGBifs/s400/cidade.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, confesso que hoje imaginar Santa Maria como as antigas fotos exaltadas da avenida Rio Branco me emocionou, e então fui ao Shopping Popular prestigiar a nova casa dos meus amigos informais. Tudo bem organizadinho, limpinho, seguro, porém lotado. Muito vai e vem, muito falatório, muita propaganda e já estava começando o jogo da Argentina. Sai dali e pensei que é bom também estar de volta ao cotidiano, extra-cotidiano de Santa Maria. Caminhei mais meia quadra e encontrei algumas jovens que conversavam entre si, uma delas disse em bom tom: &lt;em&gt;Minha mãe mandou escolher entre uma lipo ou um carro&lt;/em&gt;. A jovem não tinha mais que 23 anos e era bem gostosinha, eu se fosse ela ficava com o carro. Fui para a parada de ônibus e como sou muito atenciosa, queridona, uma senhora resolver me contar boa parte de sua vida. Euforicamente, me contou do estelionato nos seus cartões de crédito, da amiga que pegou o marido com outra, mas enfim, ela merecia por que é falsa: &lt;em&gt;Não dá para confiar nela, sabe, muito vingativa&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, o que mais me irrita em estar de volta é não ver certeza no discurso de um louco. Passei os 20 minutos de minha viagem de ônibus pensando se tudo o que aquela senhora me contou era invenção, como em um filme de ficção, ou se tinha algum fundo de verdade. Então, lembrei que em muitas vezes sou um pouco louca, mesmo com muita referência na realidade, sento no lado de algum amigo e começo freneticamente a contar-lhe meus problemas de cartão de crédito, de insatisfação crônica, da leveza ao contemplar a nova cara de Santa Maria, do vozerio nos meus ouvidos no shopping. Mas, no fim das contas me lembro que tenho um blog e que nele posso dividir com vocês todas as minhas loucas percepções ficcionais - não ficcionais. Sim, eu confesso estou abalada ainda emocionalmente e com sintomas de saudade. Alguém me convida para fazer outro filme, please. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-6462514597465095610?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/6462514597465095610/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=6462514597465095610' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6462514597465095610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6462514597465095610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/07/o-estranhamento-familiar-ficcionalidade.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TDAIr-0PaGI/AAAAAAAACN4/fTKosmGBifs/s72-c/cidade.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-2770200597338026435</id><published>2010-06-30T15:12:00.000-07:00</published><updated>2010-06-30T16:01:32.634-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Uma nostálgica sensação...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TCvFwsJ5RcI/AAAAAAAACNo/WWmdqsucie4/s1600/DSC_0875.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488698011158136258" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TCvFwsJ5RcI/AAAAAAAACNo/WWmdqsucie4/s400/DSC_0875.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Quando a última claquete é batida: um misto de alívio por que é muito tempo, envolvimento, cenas, fotos. Mas, também aquela nostálgica sensação de que...enfim, eu continuo por aí, logo ali em Santa...e a sensação é de ser já tão pequeno, ao mesmo tempo foi e é tão..tão..grande. Que nada... final de semana partimos para fronteira mais uma vez. E como não ultrapassá-las todos os dias?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-2770200597338026435?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/2770200597338026435/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=2770200597338026435' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2770200597338026435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2770200597338026435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/06/uma-nostalgica-sensacao.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TCvFwsJ5RcI/AAAAAAAACNo/WWmdqsucie4/s72-c/DSC_0875.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1371636215263784748</id><published>2010-06-18T20:28:00.000-07:00</published><updated>2010-06-18T20:48:25.975-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O meu silêncio ao grande escritor...Saramago.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Entre tantos versos, dizeres, trechos de livros que circularam hoje pela internet, escolhi o poema abaixo de Saramago, que para mim não precisa dizer mais nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 271px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484326478345323522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TBw93_YKxAI/AAAAAAAACNg/oxwl-PG94dY/s400/saramago.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;Poema à boca fechada &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não direi:&lt;br /&gt;Que o silêncio me sufoca e amordaça.&lt;br /&gt;Calado estou, calado ficarei,&lt;br /&gt;Pois que a língua que falo é de outra raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras consumidas se acumulam,&lt;br /&gt;Se represam, cisterna de águas mortas,&lt;br /&gt;Ácidas mágoas em limos transformadas,&lt;br /&gt;Vaza de fundo em que há raízes tortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não direi:&lt;br /&gt;Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,&lt;br /&gt;Palavras que não digam quanto sei&lt;br /&gt;Neste retiro em que me não conhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,&lt;br /&gt;Nem só animais bóiam, mortos, medos,&lt;br /&gt;Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam&lt;br /&gt;No negro poço de onde sobem dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só direi,&lt;br /&gt;Crispadamente recolhido e mudo,&lt;br /&gt;Que quem se cala quando me calei&lt;br /&gt;Não poderá morrer sem dizer tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(In OS POEMAS POSSÍVEIS, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1981. 3ª edição) &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1371636215263784748?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1371636215263784748/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1371636215263784748' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1371636215263784748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1371636215263784748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/06/o-meu-silencio-ao-grande-escritor.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TBw93_YKxAI/AAAAAAAACNg/oxwl-PG94dY/s72-c/saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-2488842599400579552</id><published>2010-06-15T20:57:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T21:41:04.233-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Gauchito Gil...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi no Canal Futura durante um documentário que o vi pela primeira vez. De imediato decidi que queria conhecer aquele lugar. Mercedes, Província de Corrientes, na Argentina, uma pequena cidade com uma mistura interessante da colonização inglesa, guarani e espanhóis. Depois de um dia com contadores e músicos decidimos visitar Gauchito Gil. Um dos lugares mais interessantes que tenho encontrado nessas andanças. O céu azulado no final de tarde constrastava com o vermelho que tomava conta das bancas do camelódromo, nos símbolos e objetos de devoção ao santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TBhN3cBNgGI/AAAAAAAACNA/vlwtckDsNKM/s1600/DSC_0856.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483218161132994658" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TBhN3cBNgGI/AAAAAAAACNA/vlwtckDsNKM/s400/DSC_0856.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gauchito Gil o herói argentino venerado por milhares de pessoas se encontra em meio a um santuário que demarca o sagrado, e a tantos outros elementos que presentificam o profano. E como fugir desse dual: profano X sagrado? Nem deveríamos, óbvio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Músicas com todos os ritmos poluiam a sonoridade do local, nada religiosas, ao contrário muito profanas. Pessoas que levavam suas oferendas, placas de carros por todos os lados. E o vermelho cada vez mais vermelho em cada nova banca, em cada nova imagem de Santa La Muerte, uma das santas mais populares no México (outro lugar que me voy em breve).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483218166932396482" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TBhN3xn5WcI/AAAAAAAACNI/ZVT-0qAMThw/s400/DSC_0898.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se acredito ou não no poder de Gauchito Gil não faz diferença, mas uma coisa tenho que admitir: minha vida tem sido muito iluminada, por que santo não sei, mas eu estive no Santuário de Gauchito Gil e me sinto realizada. Pode parecer bobagem mas é a confluência de muitas coisas boas que tem acontencido na minha vida. E o que vale é sentido que damos a tudo isso. Muito sentido. Sempre!!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TBhN3cBNgGI/AAAAAAAACNA/vlwtckDsNKM/s1600/DSC_0856.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-2488842599400579552?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/2488842599400579552/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=2488842599400579552' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2488842599400579552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2488842599400579552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/06/gauchito-gil.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TBhN3cBNgGI/AAAAAAAACNA/vlwtckDsNKM/s72-c/DSC_0856.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1881305219320301599</id><published>2010-06-08T19:52:00.001-07:00</published><updated>2010-06-08T20:12:14.977-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Uma Red e um entrevero...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TA8D0biZRnI/AAAAAAAACM4/t6x-JvGET_4/s1600/DSC_1247.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480603470813283954" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TA8D0biZRnI/AAAAAAAACM4/t6x-JvGET_4/s400/DSC_1247.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem uma dessas já é possível fazer um estrago, imagina com uma. Dei uma dormidinha breve agora de noite, depois de dias na paulera, e sonhei que eu dizia para a equipe de filmagem: Acabou a vida de set, agora voltamos ao mundo da fronteira. E é isso mesmo, tudo muito próximo se pensarmos no processo de criação por traz da sétima arte, mas tudo muito distante se pensarmos entre a ideia de "real" e ficção. Lá na fronteira não tem vai som, vai câmera, acão...Lá é mais na ação sem cortes, sem repetições, na falta de claquete....e vamos embora que semo tudo entreverado mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1881305219320301599?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1881305219320301599/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1881305219320301599' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1881305219320301599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1881305219320301599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/06/uma-red-e-um-entrevero.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TA8D0biZRnI/AAAAAAAACM4/t6x-JvGET_4/s72-c/DSC_1247.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4002905933895913557</id><published>2010-05-30T18:50:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T19:54:42.457-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;água quieta desejando a sede...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TAMjWc1tRNI/AAAAAAAACMo/q75QHVWXVKk/s1600/details13.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477260440418206930" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TAMjWc1tRNI/AAAAAAAACMo/q75QHVWXVKk/s400/details13.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TAMjVznCpSI/AAAAAAAACMg/rSNYtpIZgJY/s1600/flor2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 222px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477260429350839586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TAMjVznCpSI/AAAAAAAACMg/rSNYtpIZgJY/s400/flor2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TAMjViqscwI/AAAAAAAACMY/UBF1pfW6IcY/s1600/details11.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477260424802759426" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TAMjViqscwI/AAAAAAAACMY/UBF1pfW6IcY/s400/details11.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;os detalhes...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;os delírios líricos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4002905933895913557?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4002905933895913557/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4002905933895913557' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4002905933895913557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4002905933895913557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/05/agua-quieta-desejando-sede.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/TAMjWc1tRNI/AAAAAAAACMo/q75QHVWXVKk/s72-c/details13.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-8913927430866407651</id><published>2010-05-14T04:41:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T04:51:46.042-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Testando 3G pelo mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-03Pyy4fCI/AAAAAAAACL4/e9uu0zAKvVw/s1600/DSC_0489.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471089866797775906" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-03Pyy4fCI/AAAAAAAACL4/e9uu0zAKvVw/s400/DSC_0489.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Essa história de internet 3G é bacana. Estou aqui mofando... esperando um ônibus para algum lugar, em algum lugar. Acabei de fazer uma foto da janela do hotel em que estava neste algum lugar. E como gosto de hotel. Essa maneira meio que irresponsável de permanecer em um. Tomar banho de porta aberta, escovar os dentes pelo quarto, usar a toalha com o que bem entender, sem se prepcupar e depois jogá-la no chão, sem por para estender. Ta tudo bem, nem é um ato tão rebelde assim, mas me divirto. Um ótimo café da manhã, a recepção que sempre rende boas etnografias. E o nascer do sol na janela. E é isso acordando cedo, pois daqui a pouco é hora de fotografar a "paz" daqueles campos, em algum lugar, naquele lugar...que no fundo é o meu lugar/não-lugar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas essa história de estar conectada em "qualquer" lugar (vai demorar ainda) me incomoda um pouco. Ok, ok, sei que já é hora de ser mais responsável, manter as pessoas informadas dos meus paradeiros, mas ficar alguns dias no meio da cordilheira coberta de neve sem contato com o mundo também me agrada muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconectando agora..retorno na segunda...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-8913927430866407651?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/8913927430866407651/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=8913927430866407651' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8913927430866407651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/8913927430866407651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/05/testando-3g-pelo-mundo.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-03Pyy4fCI/AAAAAAAACL4/e9uu0zAKvVw/s72-c/DSC_0489.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5244315275808448107</id><published>2010-05-09T21:08:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T21:30:42.027-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Olhares sobre a Luz...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dar nome para as coisas sempre é o mais complicado não tenho dúvidas, mas o interessante neste processo todo é no jogo das palavras, dos conceitos, semântica e sentidos. Então, fotografia é luz. Escrever, desenhar, ler, registrar, interpretar, um recorte, independente da denominação que damos para o ato-fotográfico, fotografia é luz...Pouca luz, muita luz, luz estourando, a falta de luz...Então se pensou algumas possibilidades: &lt;em&gt;Luz: imaginação ou realidade?&lt;/em&gt; (mas como falar de real, se este depende das percepções de cada um?) &lt;em&gt;Imaginação ou realidade: Luz&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;Luz e olhares&lt;/em&gt;...Eu olho, tu olhas, nós olhamos...luz; A luz dos olhos meus, a luz dos olhos teus; (E nessa brincadeira a criação, ou ao menos a tentativa de brincar e jogar com as possibilidades da luz). Fotografia: memórias e confidências.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt; E fotografar é tudo isso, é mais do que isso. Fotografar são &lt;strong&gt;Olhares sobre a luz. &lt;/strong&gt;E é sobre isso que vamos conversar, assistir, degustar na Cineclube Lanterninha Aurélio, a partir da próxima quarta-feira, às 19hs na CESMA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-eH6pwLxdI/AAAAAAAACKs/NpXkT1bkH8A/s1600/cartaz_cineclube.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 283px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469489714174870994" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-eH6pwLxdI/AAAAAAAACKs/NpXkT1bkH8A/s400/cartaz_cineclube.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Pequena queimadura de luz sobre uma superfície sensível (como uma alma) – simultaneamente nitratos de prata, pele e película”&lt;/strong&gt;, nessas palavras de Etienne Samain a descrição do que é fotografia: as memórias e as confidências. Queremos falar sobre este ato – o ato-fotográfico - nas mais diversas abordagens: no álbum de família, no jornalismo, no cinema, na profissão de fotógrafo, diretor de fotografia, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é com base na diversidade do olhar sobre o mundo que o Cineclube Lanterninha Aurélio apresenta no mês de maio uma seleção de filmes que trata de uma forma sensível e prática o tema fotografia. A programação conta, também, com uma exposição fotográfica de vários fotógrafos de Santa Maria, a fim de mostrar os múltiplos olhares sobre a realidade. A exposição acontece no Hall do Auditório da Cesma, no 3º andar, durante as três semanas do Ciclo: Olhares sobre a Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12/05/2010 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Blow Up – Depois daquele beijo (1966, França, 111 min) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Direção: Michelangelo Antonioni&lt;br /&gt;Thomas (David Hemmings) é um fotógrafo de moda em Londres. Um dia ao passar por um parque fotografa um casal à distância. Ao ampliar as imagens o fotógrafo percebe um cadáver ao fundo, podendo revelar um assassinato em progresso. O poder deste registro lhe envolve numa trama paranóica.&lt;br /&gt;O Filme Blow up é ganhador dos prêmios de Melhor Filme e Diretor em 1966 pela National Society of Film Critics, com direção do Michelangelo Antonioni é um influente estudo sobre a paranóia e a desorientação. É também uma passagem do tempo para Londres, mostrando a moda, o amor livre, as festas intermináveis, a música da época. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Debate: Francieli Rebelatto e Ronai Rocha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19/05/2010 &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A1 Fuego (2005, Argentina, 15 mim) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Direção: Guillermo Rovira&lt;br /&gt;Curta-metragem de gênero experimental, A1 Fuego é a ação de introduzir uma câmera no hospital Psiquiátrico San Francisco de Assis. Um olhar subjetivo inspirado na música e na beleza de seus protagonistas. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Janela Indiscreta, (1954, EUA, 107 min) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Direção: Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;Jeff (James Stewart) é um repórter fotográfico que sempre esteve envolvido com situações perigosas em suas fotos, mas depois de quebrar a perna fica incapacitado de exercer sua profissão temporariamente. Diante do fato de ter que ficar trancado em casa, Jeff precisa urgentemente de algo para ocupar o seu tempo livre. Passa, então, a espiar através da janela de seu apartamento a vida dos vizinhos, quando vê alguns acontecimentos que o fazem suspeitar que um assassinato foi cometido. Com a ajuda de sua noiva Lisa (Grace Kelly), Jeff vai, a todo custo, tentar provar que está certo em um divertido e voyerístico filme do 'Mestre do Suspense'. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Debate: Luiz Carlos Grassi, Guillermo Rovira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;26/05/2010 &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Flash de Uma Guerra (2005, EUA, 70 min) &lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O documentário mostra com detalhes do dia-a-dia de fotojornalistas da Agência Reuters em uma cobertura de guerra na Faixa de Gaza. Dentre os desafios enfrentados pela equipe está a possibilidade de ter perdido um fotógrafo em uma explosão. No comando da equipe o fotojornalista alemão REINHARD KRAUSE, que em meio a muitas dificuldades e tabus tem de se colocar a frente dos fotógrafos, ponderando as possibilidades do que se deve ou não mostrar para o mundo. Uma história que mostra desde a rotina de um jornal impresso diário, até o extremo da realidade cruel de uma guerra. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Debate: Lauro Alves &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cineclube Lanterninha Aurélio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Debates e sessões - quartas-feiras - 19 horas - Entrada Franca&lt;br /&gt;Auditório João Miguel de Souza&lt;br /&gt;Rua: Professor Braga, 55 - 3º andar - Centro - Santa Maria / RS&lt;br /&gt;55 3221 9165&lt;br /&gt;55 322 8544&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5244315275808448107?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5244315275808448107/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5244315275808448107' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5244315275808448107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5244315275808448107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/05/olhares-sobre-luz.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-eH6pwLxdI/AAAAAAAACKs/NpXkT1bkH8A/s72-c/cartaz_cineclube.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-213707760571343648</id><published>2010-05-01T18:11:00.000-07:00</published><updated>2010-05-01T18:44:18.028-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A luz dos tons leves...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A luz dos últimos dias andava me perturbando muito. Uma perturbação no bom sentido, no melhor dos sentido. Uma vontade absurda de fotografar. O tom azul do céu numa mistura fina dos morros próximos a Camobi. Um sol que toca as folhas de plâtano no outono que começam a cair. É dessa luz que falo, dessa que dá o tom leve para as coisas. Um sol quente, que não é quente. Um azul do céu intenso, que não é azul. Parece que tudo fica naturalmente mais claro, mais bonito. Não que eu tenha algo contra o verão, mas me perdoem os adeptos, a luz desses últimos dias é inspiradora para quem gosta de brincar de escrever com a tal "luz". O visível/invisível ato de escrever com a luz: ou seria apenas fotografar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S9zT5VBBpYI/AAAAAAAACH8/CaFK-5FhIec/s1600/blog1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 274px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466477029568390530" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S9zT5VBBpYI/AAAAAAAACH8/CaFK-5FhIec/s400/blog1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho fotografado pouco, escrito quanto menos, por aqui claro, por que texto de qualificação acaba de ser encaminhado. Mas eu explico. Há mais ou menos três anos quando comecei a fotografar de "verdade", com máquina um pouco mais pesada, quando comecei a usar muito computador em virtude da monografia no jornalismo, uma dor começou a aparecer no braço. Na parte debaixo do braço, depois foram os dedos que seguram a máquina, depois avançou para a parte de cima do braço. Hoje é em todas essas partes, mais o ombro, o pescoço e não sei por que sinto que invade o outro lado. Sempre ignorei, quer dizer, fazia academia para fortalecer a musculatura. Hehehe, desisti dela também e segui com a máquina fotográfica e uma péssima postura ao digitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S9zT59DT7uI/AAAAAAAACIE/G2RJushu6eY/s1600/blog2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466477040315395810" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S9zT59DT7uI/AAAAAAAACIE/G2RJushu6eY/s400/blog2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, hoje, nos meus recém 25 aninhos to com uma baita "filha-da-puta" tendinite que transformou uma torcicolo normal, em dor crônica. Galera, difícil até para durmir, encima do ombro direito o preferido - nunca mais. Puta que o pariu mas sou muito nova para isso, nem comecei ainda a fotografar de verdade "verdade". &lt;strong&gt;Resumindo:&lt;/strong&gt; Chamei uma fisioterapeuta essa semana, massagem, exercícios, aparelhos estimuladores. Adoro. Então, vou me segurando para não ficar muito tempo aqui pela frente do pc, e também me aguento para não sair fotografando todos os tons que me perturbam nesta estação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S9zT6A895MI/AAAAAAAACIM/vkf8mrzCNwM/s1600/DSC_0342.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 268px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466477041362527426" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S9zT6A895MI/AAAAAAAACIM/vkf8mrzCNwM/s400/DSC_0342.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, hoje não resisti e passei a tarde fotografando uma menina - A Larissa linda, linda, que tem o tom dessa estação. E a luz invadiu os cantos da lente. Maravilha. E as flores pelo campo bem daquele jeitinho especial, umas floridas, outras a se desmanchar. Perfeito. A luz que entra pelos vagões vazios. Adoro esse lugar. Tudo naturalmente perturbador. E foi isso... segue nas fotos alguns cliques dessa tarde só para dar o gostinho dessa luz sobre os entornos....&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-213707760571343648?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/213707760571343648/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=213707760571343648' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/213707760571343648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/213707760571343648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/05/luz-dos-tons-leves.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S9zT5VBBpYI/AAAAAAAACH8/CaFK-5FhIec/s72-c/blog1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4011661323503499618</id><published>2010-04-22T21:23:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T21:30:47.298-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Relatos de viagem 2 - A balsa - um não-lugar no mundo..&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei cedo naquela manhã de sábado. Ao que tinham me informado a primeira balsa partia às 8 horas. Como nunca tinha atravessado um rio de balsa, quanto menos tinha estado em Porto Mauá, resolvi me adiantar um pouco mais. Antes das 7 e meia já estava à caminho da aduana. No entanto, não foi difícil encontrar o tal caminho da balsa. Filas de carros, muitas pessoas tomando chimarrão nas calçadas, placas de carta verde por todos os lados. O burburinho de uma turma de professores e aluno que desciam de um ônibus. E uma imensa fila para comprar as passagens para o outro lado. Confesso que de imediato me assustei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora o que faço, pego a fila, troco dinheiro, será que vamos todos na primeira balsa. Mas esse lugar não era inabitado de onde vem tanta gente¿. Obviamente que logo tratei de seguir o fluxo de pessoas que iam para a fila e comecei minhas observações / interrogações /interpretações de um trabalho de campo. Não foi difícil constatar que todas aquelas pessoas estavam vindo de cidades vizinhas e aproveitavam o final de semana para atravessar o rio e adentrar na Argentina para fazer compras em Oberá, Posadas ou até mesmo no Paraguai. A velha dinâmica das fronteiras, já descritas em tantas paragens do meu diário de campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi na balsa que concentrei às divagações da minha imaginação criadora a fim de construir uma solidez científica. Há tempos venho concentrando meus esforços intelectuais para entender a materialidade da fronteira como um lugar antropológico, ou um não-lugar. Não-lugares - aqueles que o antropólogo francês Marc Augé conceitua como lugares caracterizados pelas passagens, pela efemeridade, pelo fluxo intenso sem criar vínculos: os aeroportos, as rodoviárias, as pontes, enfim..lugares que nos levam para algum lugar e que constituem um não-lugar na medida que somente os atravessamos. E para mim, assim é a fronteira em vários aspectos a serem abordados, aliás, levando em conta as escolhas de determinados sujeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S9Eh8mKnGII/AAAAAAAACHU/vCi21FEvvbY/s1600/DSC_0037.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463185147898042498" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S9Eh8mKnGII/AAAAAAAACHU/vCi21FEvvbY/s400/DSC_0037.JPG" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi na materialidade da balsa que encontrei o maior não-lugar, ou ao menos o signo ligado diretamente ao seu significante. Na bolsa permanecemos cerca de 10 minutos o tempo para atravessar as águas mansas e largas do Uruguai. Na balsa ninguém mora, para, atravessa. Ela que nos atravessa, nos move, nos leva, media a possibilidade de adentrar no território do outro. Mas ali somente duas pessoas estabelecem vínculos de um lugar antropológico: o barqueiro, e o moço que recebe as passagens. De resto está na balsa um verdadeiro não-lugar em conceitos e em dados empíricos vivenciados pela própria pesquisadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso rende uma boa nota de rodapé por ora.&lt;br /&gt;E um bom projeto para o futuro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4011661323503499618?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4011661323503499618/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4011661323503499618' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4011661323503499618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4011661323503499618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/04/relatos-de-viagem-2-balsa-um-nao-lugar.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S9Eh8mKnGII/AAAAAAAACHU/vCi21FEvvbY/s72-c/DSC_0037.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1962738364638369417</id><published>2010-04-19T18:14:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T18:36:15.392-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Relatos de viagem 1 – A casa/hotel&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O caminho de casa. Aquela nostálgica saudade de me refugiar por outra estrada. Meus irmãos estavam indo, eu definitivamente sou a “ovelha-negra”. Meu destino neste momento é outro. A princípio cinco horas de viagem, mas se transformaram em seis. As lavouras de soja recém colhidas iam aumentando em meio à paisagem lateral. Durmo do meio-dia até as duas da tarde. Como diria um diretor de fotografia em um doc que assisti ontem: diretores de fotografia parecem vagabundos, pois trabalhariam até as nove da manhã e depois das quatro da tarde. Sou adepta desses horários e da luz que reflete na paisagem nessas horas mágicas de silêncio e intensa agitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na rodoviária de Santa Maria, enquanto esperava o ônibus encostar, ouço duas mulheres que falam em alemão. Sabia que encontraria ainda muito desta língua, deste sotaque e a mistura de um rrrrr arrastado, de um portu-alemão que se confunde. Em Ijuí, não foi difícil ver nas ruas as moças loiras a desfilar, aliás, nunca vi num ônibus tanta loira de olhos azuis juntas. Hehehe. E a viagem atrasa. Estradas em reformas, tudo muito lento – ano de eleição. E se eu perdesse o ônibus para Porto Mauá¿. Que nada. Procuro aproveitar as minúcias dessas viagens. Em Santa Rosa um Rrrrr bem mais rasgado, de certa forma até familiar. A rodoviária com alto-falantes, dois andares e os ônibuzinhos que se deslocam para as cidadezinhas lotados daquelas gentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a tempo. No final da tarde comprei minha passagem para Porto Mauá. No ônibus a diversidade musical era interessante. Inevitável. Durante essas viagens sempre sou impregnada pelos cheiros e barulhos do ambiente. Ai, os ônibus e as rodoviárias. Dejavu tocando a todo volume no celular de uma galera que sentou no fundo do ônibus. O ônibus abarrotado de gente. Muitos de pé. As paradas se davam a cada 10 minutos. Definitivamente tudo isso me era muito familiar. A música “amor, meu amor, não desliga o telefone” insiste em me lembrar da primeira vez que a ouvi. Foi em Los Andes no Chile, num sábado à tarde ensolarado, quando chegamos a um parqueadero, sentamos do lado de um caminhão, ao fundo uma montanha com vegetação rasteira e marron e lá em cima a neve – a enfeitar, ludibriar. Então nos apresentaram Dejavu. Michele e eu nos olhamos e pensamos: Puta que o pariu vai ser dureza agüentar. (hehe, grande viagem aquela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre Santa Rosa e Porto Mauá, um descer do sol discreto, num tom avermelhado que me agradava, que também me lembrava de tantos outros. Aqueles finais de tarde. O sol desce detrás dos morros, as nuvens azuladas ficam cinza, lentamente tudo vai ficando para traz. E algumas cidadezinhas impregnaram meu olhar (Tuparendi, alguém já ouviu falar? Hehe, pior que Charrua). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chego em Porto Mauá depois das 7 da noite. Uma dor nas costas terrível, mas um dia eu aprendo a carregar menos coisas. Uma rodoviária-bar-restaurante-mercado e ainda hotel. &lt;em&gt;Alugamos quartos&lt;/em&gt; – me diz o atendente, o mesmo que falei por telefone na noite anterior. Uma casa de madeira, antiga e enorme, onde pequenos quartos com duas camas, um bidê e uma TV se escondem. O local também me era muito familiar, apesar de viver sempre muito longe dali. Mas as pequenas janelas, as cobertas grossas, as cortinas com paisagem, o cheiro dos quartos de madeiras, o Novo Testamento sobre o móvel. Tudo isso povoa as memórias de minha infância. A única coisa que destoava desse imaginário real era o ar condicionado abaixo da janela. Recusei-me a ligar, mas liguei a TV primitiva e me sentia feliz. Meu celular da Claro – é claro que não funcionava, quanto menos a internet 3G. Tudo bem, assisti novelas e durmi um pouco. Essas cobertas pesadas tem muito sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462023983789658146" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S80B38xyUCI/AAAAAAAACG8/se-lZOLMDcI/s400/c.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Precisava jantar. A casa velha que aluga quartos tem vários labirintos, para encontrar a saída foi um trajeto de toques e habilidades para não incomodar ninguém, mas o assoalho estralava. Se bem que imagino ter sido a única hóspede naquela noite. Aliás, um dado importante para quem estiver a caminho, a hospedagem custava 25 reais a pernoite. Sai pelos fundos, pela saída secreta que me foi ensinada. As opções numa cidadezinha de pouco mais de 2 mil habitantes são praticamente insignificantes. Por isso adentrei na primeira lancheria aberta. Na mesa em frente do local alguns homens tomavam cerveja, um carro com a porta aberta e Guilherme e Santiago no alto-falante. Só as clássicas. Ao chegar no local, obviamente chamei a atenção, era uma estranha forasteira e loira naquele local fadado ao esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foram poucas as olhadas em tom de conquista, os cochichos para desvendar quem era, de onde vinha, para onde ia? A atendente do bar veio me interrogar. Obviamente o interrogatório foi solicitado pela mesa ao lado. Tratei de tomar uma coca-cola e comer uma torrada dupla rapidamente. Eu gosto de conversar com o povo nativo, mas hoje não estava muito para papo. Dei informações básicas, paguei a conta e me fui para o quatro da casa/hotel. Sabia que ficando ali ia arrumar incomodo para aquela noite. Uma mulher fostareira e loira sempre alimenta o imaginário coletivo de homens de pouco mais da meia idade que numa mesa de bar tomam cerveja e escutam aqueles melodramas, num pequeno lugar esquecido numa fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto familiar, estou aqui descrevendo pequenos traços, embaraços, embaixo de uma coberta pesada, assistindo o Globo repórter e me preparando para ir ao banho. O banheiro é no corredor escuro, vazio e silencioso em uma casa/hotel da fronteira. E não vejo a hora de acordar cedo para ver a balsa passar. Então vamos lá.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Acampanham os dois próximos capítulos são:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;strong&gt;Relatos de viagem 2 - A balsa, o verdadeiro não-lugar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Relato de viagem 3 - Refúgio Verde e um "mundo" entrefronteras. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1962738364638369417?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1962738364638369417/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1962738364638369417' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1962738364638369417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1962738364638369417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/04/relatos-de-viagem-1-casahotel-o-caminho.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S80B38xyUCI/AAAAAAAACG8/se-lZOLMDcI/s72-c/c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-725985053582597385</id><published>2010-04-07T21:18:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T21:31:19.304-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;administrando uma madrugada de insônia ....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S71byxxfT3I/AAAAAAAACG0/MDSGwU_3cew/s1600/blog2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 248px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S71byxxfT3I/AAAAAAAACG0/MDSGwU_3cew/s400/blog2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457619251355406194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca fui muito adepta às questões administrativas, aos livros de auto-ajuda: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aprenda a gerenciar uma equipe; Planejamento estratégico; Sete passos para o sucesso; Como ser um líder.&lt;/span&gt; Sempre acreditei que esse tipo de filosofia de vida era a típica de pessoas metódicas, bem sucedidas e competentes como meu irmão. Não, que eu desconsiderasse a possibilidade de ser também metódica, bem sucedida e competente. Aliás, meu ego virginiano e auto-confiante não permite que eu pense o contrário. Bom, mas ficava distante dos testes e passos para tal sucesso. Para mim, tudo isso fazia parte de outro mundo não ligado ao mundo das "artes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas administrar é uma "arte", fazer arte é "administrar" - pensando em termos de senso comum e em termos bem filosóficos. E a partir disso não preciso dizer mais nada. Passei a admirar ainda mais o meu irmão administrador, e nunca me achei tão parecida com ele. Entorto a boca quando bebo, faço listas de tarefas: deveres, direitos, objetivos. Como (do verbo comer) até explodir, gosto de futebol, sou gremista, gosto de caçar e pescar. É isso...preciso de um livro de auto-ajuda administrativo....please.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto não tem nada a ver com o texto, por que não é para aparentemente ter mesmo. Tendo dito, boa noite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-725985053582597385?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/725985053582597385/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=725985053582597385' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/725985053582597385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/725985053582597385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/04/administrando-uma-madrugada-de-insonia.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S71byxxfT3I/AAAAAAAACG0/MDSGwU_3cew/s72-c/blog2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-7364313898030545316</id><published>2010-03-31T12:31:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T13:00:47.997-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Uma câmera na mão e muitas "ideias" nas "cabeças"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como diria Alain de Botton - já mencionado em outras postagens - descrever uma viagem significa dizer muito mais do que: "levamos um dia todo para chegar à fronteira". Pois, neste dia todo se esquece de falar dos nossos confortos e desconfortos. Quem sabe uma dor de barriga, quem sabe um estômago embrulhado, ou a leveza do vento que bate, das grandes paisagens desconhecidas que tocam o olhar. Muita luz que ofusca o olho, ou pouca luz para realizar fotos. Ou seja, esquecemos de descrever as nuances secretas de nossas viagens. E quem disse que nossa primeira viagem de pré-produção tinha rumo, destino, itinerário certo? Mal sabíamos dos encontros e desencontros do caminho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S7OotLhzPdI/AAAAAAAACGU/vpLkQRDJtAg/s1600/DSC_0121.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 268px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S7OotLhzPdI/AAAAAAAACGU/vpLkQRDJtAg/s400/DSC_0121.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454889067817942482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No meio do caminho tinha estradas, luzes, pássaros e gaúchos/gauchos: um à cavalo (um tantito embriagado); outro de bicicleta se sumiu depois da estrada de chão; mais alguns à cavalo troteando, debaixo da sombra, dominando uma rês. E por fim um gaúcho velho pedindo carona. E como nossas convicções não permitem somente teorizar e contemplar ao longe...fomos ao encontro deles...descemos do carro/ apertos de mãos/ algumas histórias/ um carretero/ um rodeio familiar/ uma carona e mais histórias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S7Ootmg6IEI/AAAAAAAACGc/p2n-2l1EUGA/s1600/DSC_0392.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 268px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S7Ootmg6IEI/AAAAAAAACGc/p2n-2l1EUGA/s400/DSC_0392.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454889075061956674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois do longo dia pela estrada (asfalto/chão) encontramos outros tantos reencontros que deram ainda mais sentido para essa história que está recém começando. Essa fala e essas fotos são alguns momentos de meus novos projetos de vida neste ano, juntamente com minha orientadora Luciana Hartmann/ Rafael Wilhelm/ Marcelo ESteves: a produção de dois vídeos documentários pelas fronteiras &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Causos e cuentos de fronteira&lt;/span&gt; (finanaciado pelo Entre Fronteras) e &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Palavras sem fronteiras&lt;/span&gt; (financiado pelo Etnodoc).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S7OouFTGvjI/AAAAAAAACGk/A1805IKKPrw/s1600/DSC_0463.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S7OouFTGvjI/AAAAAAAACGk/A1805IKKPrw/s400/DSC_0463.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454889083325562418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas logo, logo, teremos blog/site no ar, tudo bem organizadinho. Estamos recém dando nossos primeiros passos nesta viagem. A fronteira demarca - o vento, as paisagens, as histórias e nós a invadimos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-7364313898030545316?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/7364313898030545316/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=7364313898030545316' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7364313898030545316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7364313898030545316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/03/uma-camera-na-mao-e-muitas-ideias-nas.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S7OotLhzPdI/AAAAAAAACGU/vpLkQRDJtAg/s72-c/DSC_0121.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-2219620770017445724</id><published>2010-03-26T15:00:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T15:39:25.570-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Lá no fundo o menino franzino e uma sopa de letrinhas interrogativas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S603APZsYQI/AAAAAAAACGM/LCns_K4QQ00/s1600/garca93.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 268px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S603APZsYQI/AAAAAAAACGM/LCns_K4QQ00/s400/garca93.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453075201089364226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sentado na mesa da lateral do Restaurante Universitário, o meninozinho jantava. Fazia tempo que não o via mais pelo campus. Já o descrevi algumas vezes nos meandros desses meus textos, mas todo vez que toco meu olhar na sua timidez latente e nos seus movimentos minuciosos, fico inquieta - observo, leio e o releio. O menino franzino, de sombrancelhas grossas permanceia sozinho na mesa de canto. Olhava para um ponto fixo à sua frente. No seu prato poucos grãos de arroz e feijão, nem salada, nem carne. Segurava o garfo com leveza e repentinamente o levava até a boca, antes de abri-lá, no entanto, o movimento do garfo diminuía, era lento, leve, como se ele mesmo fosse intocável. Depois rapidamente largava o garfo no prato e mastigava, mastigava parecendo desvendar cada substância impreganada no alimento. Mas parecendo também um ser divagante sem saber o que comia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, também - quieta - fervilhava, afinal acabara de sair de uma aula em que meu texto do mestrado foi discutido. Meus movimentos são violentos, frenéticos, no meu prato muitos grãos de feijão, arroz, saladas, carne, mas nada disso passava pelo toque sensível das minhas "pálpebras gustativas". Inconscientemente mastigava e lia o menino franzino, de sombrancelhas grossas, não olho para a frente mas para todos os lados. Ele, ainda, sozinho na mesa, olhava somente para a frente - mediante a timidez que sempre invadiu sua postura física não permitia que seu olhar fosse direcionado para nenhum dos lados. Afinal, ao olhar ao seu redor poderia encontrar outros olhares e perturbações. O menino se priva do contato com o outro, quem sabe quanto não quisesse um encontro com o outro, partindo de uma experiência sensível, carnal e palpável. Mas nunca o vi com ninguém, nunca o vi falando, nunca o vi em contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu toque era direcionado aos objetos: garfo, o copo de suco, a mesa do restaurante. Seus olhos tocavam o pilar a sua frente. Seus pensamentos tocavam espaços ínfimos ou concretos? Ele seria seu próprio lugar, seria seu próprio não-lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai do RU incomodada. Aquele meninozinho sempre me incomoda, a falta de ver o contato com o outro me incomoda, ele seria mais humano? Ou seria apenas um anjo franzino que cerca meus dias frenéticos, apressados, vulneráveis, tentando enviar alguma mensagem subliminar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje divago, amanhã é dia de fronteira..vários dias... Câmera na mão, pé na estrada e vamos dar sentido para o frio na espinha, se não é mero engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-2219620770017445724?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/2219620770017445724/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=2219620770017445724' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2219620770017445724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/2219620770017445724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/03/la-no-fundo-o-menino-franzino-e-uma.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S603APZsYQI/AAAAAAAACGM/LCns_K4QQ00/s72-c/garca93.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-443857642998260074</id><published>2010-03-22T11:25:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T13:18:09.545-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Primeiras impressões de uma viagem fervilhante!!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S6fPLYLYLTI/AAAAAAAACF8/UP-pZTKmtd4/s1600-h/DSC_0287.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451553668330958130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S6fPLYLYLTI/AAAAAAAACF8/UP-pZTKmtd4/s400/DSC_0287.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sair dos entrelaçamentos e paradoxos da vida cotidiana corresponde, para mim, a verdadeira essência do nosso existir. Penso isso, sem deixar de considerar que é um tanto complexo falar em verdade, quando a realidade corresponde às necessidades e representações de mundo de cada indivíduo, na maioria das vezes, díspares e tão distintos. Mas, ao viajar, atravessamos os lugares de pertencimentos, os não- lugares e passamos a vigiar as diferenças latentes nos seres vagantes: nas rodoviárias, nos aeroportos, nos vôos, nas ruas de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas mesas de almoço ou nas mesas-redondas dos pensamentos encontramos complementaridades ou dissonâncias, ou seja, os mais diferentes contextos de vida, de “existências”. Assim, retomaria Fernando Pessoa e me apropriaria de seus versos “Viajar é preciso/ impreciso. Viver não é preciso”. Nessas andanças territoriais, teóricas, sentimentais re-inventamos, re-significamos, reconhecemos e incorporamos paisagens, cores, nebulosidades, tons de sonoridades. Abrimos as narinas, apertamos os olhos, dilatamos os ouvidos, sensibilizamos as mãos, corroemos os pés, salivamos a boca. E em tudo isso o encontro com o outro, partindo de uma experiência sensível, carnal e palpável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu viajaria mais para conhecer o mundo, mas viajaria muito mais para me conhecer, sentir saudade e voltar para casa dando novo sentido para os cheiros, gostos, tatos de todos os dias. Eu voltei, mas não encontrei o que deixei, talvez por que o conforto, a estabilidade, o significado que introjetamos em tantas coisas seja apenas ilusões alimentadas dia após dia... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-443857642998260074?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/443857642998260074/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=443857642998260074' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/443857642998260074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/443857642998260074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/03/primeiras-impressoes-de-uma-viagem.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S6fPLYLYLTI/AAAAAAAACF8/UP-pZTKmtd4/s72-c/DSC_0287.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5993444846109838941</id><published>2010-03-04T07:12:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T07:20:33.659-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Encontro-me&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S4_PaYJuOQI/AAAAAAAACFY/3MEn7ftC4rU/s1600-h/orkut400.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444798526580996354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S4_PaYJuOQI/AAAAAAAACFY/3MEn7ftC4rU/s400/orkut400.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;... entre projetos, carpetas, pressupuestos, e-mails, fronteiras, editais. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Novidades? Em breve....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5993444846109838941?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5993444846109838941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5993444846109838941' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5993444846109838941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5993444846109838941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/03/encontro-me.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S4_PaYJuOQI/AAAAAAAACFY/3MEn7ftC4rU/s72-c/orkut400.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-353210280308225234</id><published>2010-02-27T10:53:00.000-08:00</published><updated>2010-02-27T10:59:36.068-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Só para inspirar...imersa em cuentos de frontera...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S4lq57gV0EI/AAAAAAAACFI/qHvVJ-_HFWU/s1600-h/DSC_0210.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S4lq57gV0EI/AAAAAAAACFI/qHvVJ-_HFWU/s400/DSC_0210.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442999168112382018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Essa semana teremos novidades!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-353210280308225234?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/353210280308225234/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=353210280308225234' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/353210280308225234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/353210280308225234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/02/so-para-inspirar.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S4lq57gV0EI/AAAAAAAACFI/qHvVJ-_HFWU/s72-c/DSC_0210.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-7969905690800881501</id><published>2010-02-12T13:43:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T14:11:37.973-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Com a benção do Deus Hermes - estou viajando. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se está impregnado pelas coisas em que se trabalha, se acredita, tudo parece fazer sentido e ainda parece que tudo vem ao encontro da gente. Isso se chama energia e paixão e eu acredito nisso. Então, quando as explicações conceituais, teóricas e as empíricas não satisfazem mais por inteiro, vale a pena recorrer à mitologia. E Jacques Leenhardt ao falar de fronteiras, interpretá-las, conceituá-las, ou apenas demonstrar seu interesse apaixonado por elas me apresenta esta citação: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;"O Deus que protege as fronteiras, Hermes, apresenta características bem particulares. Deus móvel, múltiplo, rompe-muralhas, guardião de portas, bi ou quadricéfalas quando ele é representado nas encruzilhadas, deus dos gonzos das portas, mestre das entradas e guia dos viajantes, testemunha dos acordos, dos contratos, das trevas e dos juramentos, Hermes é, também, um embrulhador de pistas e o condutor das almas aos Infernos. Hermes é o deus das passagens, da ultrapassagem dos limites mesmo quando ele simboliza a permanência delas."&lt;br /&gt;(Leenhardt, 2002:29-30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437482233133278002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S3XRSDJoIzI/AAAAAAAACE4/bVcOaugL60I/s400/DSC_1019.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa citação diz muita coisa da minha vida, e traz sentido para a escolha da minha pesquisa. Eu que sempre tento justificar o por que de estudar fronteiras, agora entendo que minha vida sempre foi ultrapassá-las, agora mais do que nunca, e sem que para isso eu preciso estar muito longe, em lugares muitos grandes. As fronteiras são ultrapassadas em pequenas deliberações do dia-a-dia, das nossas escolhas. Elas são os lugares de nossos encontros e desencontros. Seria tão fácil se pudesse escrever assim, subjetivamente, minha dissertação, hehe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-7969905690800881501?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/7969905690800881501/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=7969905690800881501' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7969905690800881501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/7969905690800881501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/02/com-bencao-do-deus-hermes-estou.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S3XRSDJoIzI/AAAAAAAACE4/bVcOaugL60I/s72-c/DSC_1019.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4955596396340318830</id><published>2010-02-03T08:36:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T09:53:31.679-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Um clic...um corredor...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S2mnve2Kp8I/AAAAAAAACEw/094URug6vfI/s1600-h/corredores.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 260px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S2mnve2Kp8I/AAAAAAAACEw/094URug6vfI/s400/corredores.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434058859575158722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ar-condicionado ligado a 15 graus. A sala parece cada vez maior com intenso calor que se precipita sobre as janelas, e que o ar-condicionado não dá conta. Mas, ele é condicionado, quer dizer, vive sobre uma condição - a de refrescar o ambiente. No entanto, o calor é tão grande, que não há ordens de um controle remoto, nem a pré-disposição de ser condicionado que resolve o problema.&lt;br /&gt;E se ele que é um ar "condicionado" não consegue cumprir de forma sensata e imediata seus deveres, o que esperar de nós humanos, que além das intempéries do tempo, dependemos das intempéries das nossas satisfações e insatisfações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora anoitecia. Hora de deixar aquela sala e enfrentar o bafo quente de mais um final de tarde no campus. Abri a porte e adentrei no correr escuro, apenas lá no fundo uma luz, que refletia sobre o corredor vazio. Cliquei, ali na foto acima, para mostrar que é assim que ficam os corredores da UFSM durante as férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu trancada numa sala com ar-condicionado tento escrever / reescrever/ entender/apreender/ a pedagogia do espaço - a pedagogia do movimento. E como sempre digo tudo isso é ultrapassar fronteiras. E hoje faltou um cheiro por aqui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4955596396340318830?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4955596396340318830/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4955596396340318830' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4955596396340318830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4955596396340318830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/02/um-clic.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S2mnve2Kp8I/AAAAAAAACEw/094URug6vfI/s72-c/corredores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-6434062954840451590</id><published>2010-02-02T05:07:00.000-08:00</published><updated>2010-02-02T05:20:29.582-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"E se este presente fosse a última noite do mundo?"&lt;br /&gt;John Donne&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pergunta, que servia como resposta, foi: Por que não se pode sorrir quando se ganha um presente desses?Eu também sorri, para mim também era um presente, todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente ando fotografando pouco, escrevendo muito menos por aqui, por que tantas outras coisas estou a somar linhas e dar sentido. Mas, gosto quando saio pra rua sem a intenção de fotografar, e fotografo. Aquela foto que rende os muitos dias sem clicar, por que não gosto de me sentir o tempo todo na obrigação de fotografar, só por que sou fotógrafa. Gosto de fotografar a partir de motivações. Mas, normalmente eu me motivo com tudo, quem sabe seja a intensidade com que se vive, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S2gllGKuYAI/AAAAAAAACEY/wzwcbiJndes/s1600-h/DSC_0093.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S2gllGKuYAI/AAAAAAAACEY/wzwcbiJndes/s400/DSC_0093.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433634269663485954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi assim, num desses finais de tarde pelo campus da UFSM. Estava sem a intenção de fotografar, esperando um ônibus, mas com a máquina na bolsa. Então veio a vontade repentina de por o dedo no disparador. Fiz algumas fotos, todas elas com sentido. Olhei para a Michele que me acompanhava e disse: Gosto de ficar um tempo sem clicar, por que de repente o encanto de fazer uma foto - a significativa foto - se concretiza denovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S2glkqWwbkI/AAAAAAAACEQ/lRc0P8biiCQ/s1600-h/final+de+tarde.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 247px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S2glkqWwbkI/AAAAAAAACEQ/lRc0P8biiCQ/s400/final+de+tarde.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433634262197759554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E esse é o segredo do encanto. O encanto - que no entanto - está em todos os cantos dos finais de tarde: Quando se caminha sozinho, muito mais quando se caminha aos pares. E é um presente, quando o encanto reacende, e ele tem que ser cultivado todos os dias não? Ao  menos em boa parte dos finais de tarde....&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S2gllUgMh-I/AAAAAAAACEg/ylkeOlZMuO8/s1600-h/DSC_0083.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 268px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S2gllUgMh-I/AAAAAAAACEg/ylkeOlZMuO8/s400/DSC_0083.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433634273511639010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-6434062954840451590?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/6434062954840451590/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=6434062954840451590' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6434062954840451590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6434062954840451590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/02/e-se-este-presente-fosse-ultima-noite.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S2gllGKuYAI/AAAAAAAACEY/wzwcbiJndes/s72-c/DSC_0093.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1697892156671228866</id><published>2010-01-19T11:23:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T11:37:29.912-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Sobre o Haiti - a certeza de que nossa vida não é tão dramática quanto a construímos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S1YG3V5E_uI/AAAAAAAACD8/y-vVAxWDtH0/s1600-h/DSCF11351.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428533948680830690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S1YG3V5E_uI/AAAAAAAACD8/y-vVAxWDtH0/s400/DSCF11351.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem gente que continua acreditando que seus problemas são os maiores do mundo. E de fato o são, dentro da sua realidade. No entanto, a dramaticidade, aliada a falta de bom senso, faz com que pessoas, por vezes com futuro brilhante, percam o crédito, quando tantas agruras maiores, mais desumanas, mais inquietantes estão despontando, num quase 2012. Eu, imersa num mundo aparte, acadêmico, poderia dizer solitário, longe dos grandes problemas mundiais, tenho só pensado, assim levantado julgamentos: os devidos e também os indevidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Julgamentos estes referentes a atuação de pessoas tão próximas, que acham que no mundo os problemas se resolvem a grito, que as coisas se conseguem quando somos vítimas. Nós vítimas? De quem? Pensando no que escrever sobre a tragédia no Haiti, hoje me chega no e-mail um dos textos mais interessantes que li nos últimos dias sobre a tragédia daquele país. Uma trágica história que se acumula durante anos pregressos, uma catástrofe natural é apenas mais uma em meio a tantas que já fizeram os homens por aquele lugar: vale ler. &lt;a href="http://www.cubadebate.cu/opinion/2010/01/15/los-pecados-de-haiti/"&gt;http://www.cubadebate.cu/opinion/2010/01/15/los-pecados-de-haiti/&lt;/a&gt; ( o link para o texto, e abaixo, o uso traduzido na íntrega)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: Não to com saco....para problemas menores, em que só um pouquinho de bom senso resolveria....É tão simples ser feliz, é tão simples viver em paz....(ao menos no meu mundo, mesmo que os problemas existam, e hoje eu esteja imersa num vazio imenso)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Os pecados do Haiti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em 15 de Janeiro de 2010 por Eduardo Galeano&lt;br /&gt;(tradução livre de Antonio Folquito Verona)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;            A democracia haitiana nasceu há muito pouco. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e enferma não recebeu nada, além de bofetadas. Estava ainda recém nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de terem colocado e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos pegaram e impuseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que havia tido a louca aspiração de querer um país menos injusto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;O voto e o veto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;            Para apagar as nódoas da participação norte-americana na ditadura carniceira do general Cedras, os infantes de marinha levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para retomar o governo, mas o proibiram exercer o poder. Seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, porém mais poder que Préval tem qualquer burocrata de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha sequer eleito com um voto apenas.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;            Mais que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum de seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, instrução aos analfabetos o terra aos camponeses, não recebe resposta, ou o contradizem ordenando-lhe: - Faça a lição! E como o governo haitiano nunca aprende que deve desmantelar os poucos serviços públicos que ainda permanecem, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores acabam sempre por reprová-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O álibi demográfico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;            No final do ano passado quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Assim que chegaram, a miséria do povo os atingiu frontalmente. Então o embaixador de Alemanha lhes explicou, em Porto Príncipe, qual é o problema: - Este é um país demasiadamente povoado - disse-. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;            E riu. Os deputados se calaram. Essa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou as cifras. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, tanto quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilometro quadrado. Em sua passagem pelo Haiti, o deputado Wolf não apenas foi atingido pela miséria: também ficou deslumbrado pela capacidade de expressar a beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado… de artistas.Na realidade, o álibi demográfico é mais o menos recente. Até a alguns anos, as potências ocidentais falaram bem mais claro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A tradição racista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;            Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando alcançaram seus dois objetivos: cobrar as dívidas do City Bank e revogar o artigo constitucional que proibia a venda de terras aos estrangeiros. Robert Lansing, então secretário de Estado, justificou a prolongada e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de se governar por si mesma, que possui “uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização”. Uno dos responsáveis pela invasão, William Philips, havia elaborado anteriormente a sagaz idéia: “Esse é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que tinham deixado os franceses”.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;            O Haiti havia sido a pérola da corona, a colônia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com força de trabalho escrava. No espírito das leis, Montesquieu o havia explicado sem travas na língua: “O açúcar seria demasiado caro se não trabalhassem os escravos para sua produção. Esses escravos são negros desde os pés até a cabeça e têm o nariz tão esmagado que é quase impossível ter deles alguma pena. Resulta impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma e sobretudo uma alma boa num corpo inteiramente negro”.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;            Em troca, Deus havia colocado um chicote na mão do feitor. Os escravos não se distinguiam por sua vontade de trabalho. Os negros eram escravos por natureza e vadios também por natureza; e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir ao amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrasse o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: “Vagabundo, desocupado, negligente, indolente e de costumes dissolutos”. Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro “pode desenvolver certas habilidades humanas, como o papagaio que fala algumas palavras”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A humilhação imperdoável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;            Em 1803, os negros do Haiti ocasionaram uma tremenda derrota às tropas de Napoleão Bonaparte e Europa não perdoou jamais essa humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes sua própria independência, porém conservava ainda meio milhão de escravos trabalhando nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era senhor de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;            A bandeira dos livres se içou sobre as ruínas. A terra haitiana havia sido devastada pele monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França. Uma terça parte da população havia caído em combate. Então, começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém comprava dela, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delito da dignidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;            Nem mesmo Simão Bolívar, que soube ser tão valente, teve a coragem de assinar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar poderia ter reiniciado sua luta pela independência americana, quando já havia derrotado a Espanha, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano lhe havia entregado sete navios, muitas armas e soldados, com a única condição que Bolívar libertasse os escravos, uma idéia que ao Libertador não lhe passava pela cabeça. Bolívar cumpriu com esse compromisso, porém depois de sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvado. E quando convocou as nações americanas para a reunião do Panamá, não convidou o Haiti, mas sim a Inglaterra.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;            Os Estados Unidos reconheceram o Haiti depois de sessenta anos do final da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um gênio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque possuem pouca distância entre o umbigo e o pênis. Naquele instante, o Haiti já estava nas mãos de carniceiras ditaduras militares, que destinavam os famélicos recursos do país para pagar a dívida com ex-metrópole: a Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à Francia una indenização gigantesca, como modo de ver-se perdoado por ter cometido o delito da dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A história do assédio contra o Haiti, que em nossos dias tem dimensões de tragédia, é também una história do racismo na civilização ocidental.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1697892156671228866?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1697892156671228866/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1697892156671228866' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1697892156671228866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1697892156671228866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/01/sobre-o-haiti-certeza-de-que-nossa-vida.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S1YG3V5E_uI/AAAAAAAACD8/y-vVAxWDtH0/s72-c/DSCF11351.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-9173350448421237601</id><published>2010-01-08T12:23:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T13:03:11.651-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;2010...pensando a reflexividade nas escolhas de parar, atravessar, caminhar sobre uma ponte...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424476589338006514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S0ect8fqE_I/AAAAAAAACDk/zaxPK1yTU9Q/s400/DSC_0137.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas pessoas na última terça-feira (dia 05 de janeiro) escolheram parar, atravessar, caminhar sobre a ponte que liga Restinga Seca e Agudo, na RS_287. Para muitos deles uma escolha que os fez nascer denovo, para outros infelizmente o fim de uma trajetória, mesmo que a escolha não tenha sido feita de forma consciente. Uma escolha movida pela curiosidade, pela necessidade de observar, de registrar fatos que afetavam diretamente suas vidas: as lavouras de arroz inundadas, o município que deveria decretar estado de emergência, ou então apenas, a curiosidade de "admirar", mais precisamente, se espantar com a fúria das águas do Rio Jacuí. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, imersa na academia, nas minhas reflexões sobre reflexividade, sujeito de ação, não posso deixar de ligar uma coisa a outra. Segundo o sociólogo Giddens a reflexividade vista na modernidade faz com que sujeitos tenham mais autonomia, possam ter maior liberdade e "consciência" de fazer suas escolhas, sejam elas em parar, atravessar, caminhar sobre uma ponte, seja continuar pelo caminho sem olhar para traz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424476592864168722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S0ecuJoXCxI/AAAAAAAACDs/WK50gFxdB2Y/s400/DSC_0951.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E essa oportunidade de se tornar um sujeito de ação mais consciente, que intervém na dinâmica do mundo em que vive, traz os "riscos", as incertezas da contemporaneidade. Mesmo que, nunca possamos imaginar que uma ponte, até então, estável possa ruir "como uma folha de papel" e ainda, como narrou muito bem a colega jornalista Bruna Porciúncula: &lt;strong&gt;"Que dor faria um homem tão acostumado com as lides duras do campo, com os humores do tempo implacável, parar às margens de um rio em fúria e chorar, chorar como uma criança? Só a dor da perda de um filho arquitetaria tamanha angústia."&lt;/strong&gt; (trecho retirado da reportagem do site do Jornal Diário de Santa Maria no dia 07 de janeiro).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim, escolhemos, escolhemos e escolhemos. Algumas vezes sabemos dos riscos, outras tantas, ignoramos completamente os fins de tais escolhas, de tais projeções de vida. Hoje escolhi ir até o local do acidente (na parceria do amigo - colega Fabiano Dalmeyer), visto que não tinha conseguido ainda a oportunidade de estar lá. Enquanto cães farejadores, cavalos da brigada, mergulhadores, moradores da vizinhança continuavam as buscas às duas pessoas que ainda estão desaparecidas, eu escolhi além de observar, fotografar esses fatos importantes jornalisticamente, também observar e fotografar pequenos detalhes de uma vida "natural" que aos poucos vai voltando ao seu ritmo "normal", ao menos para os seres não-humanos que quem sabem ignoram as agruras e o peso de nossas escolhas. Mas, não ignoro a possibilidade de que eles também tenham que escolher "conscientemente" ou "inconscientemente" entre pousar numa flor, ou em outra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424476600666170466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 259px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S0ecumsgJGI/AAAAAAAACD0/o9XSSsKXroA/s400/DSC_1043.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As imagens que trago, é de uma borboleta que cercava algumas flores nas redondezas da ponte. Voava, pousava testando suas possibilidades. A segunda imagem é de uns pássaros que escolheram pousar nos cabos de fibra óptica ( os mesmos que ajudaram muitas pessoas se salvar da tragédia da ponte, e que deixaram a UFSM sem internet por mais de um dia, o que me fez ficar sabendo do acidente bem depois do acontecido). E a última imagem é de um singelo pássaro que "saracoteava" pelo meio do burburinho de pessoas num dos lados da ponte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, quem sabe humanos, borboletas, pássaros tenham que conviver constantemente com esses e tantos dilemas....&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-9173350448421237601?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/9173350448421237601/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=9173350448421237601' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/9173350448421237601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/9173350448421237601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2010/01/2010.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S0ect8fqE_I/AAAAAAAACDk/zaxPK1yTU9Q/s72-c/DSC_0137.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5592389817686327504</id><published>2009-12-22T11:48:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T12:16:18.913-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Então é natal...O pinheiro - o "bom velhinho" - e os erros...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este ano, confesso, não estou ainda impregnada pelo espírito nataliano. Acho que isso se deve a idade, os compromissos, a vontade de não se afastar de quem se ama, indo ao encontro de quem se ama ainda mais. Mas, nunca me esqueço da minha infância, e do significado do então natal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro que o ritual começava um bom tempo antes, nos dias que antecediam a montagem do pinheirinho. Morando lá fora, pinheiro de natal, sempre é o mais natural possível: se corta um pinheiro novo, com galhos bem verdes e o coloca num latão desses grandes - que provavelmente um dia foi de tinta, ou de óleo - se recolhe musgo nos rios, para enfeitar o latão velho e ainda se prepara a "cama" do menino Jesus. Não havia um lugar específico para os presentes, por que os presentes sempre foram muito pequenos, muitos simples: um pacote de bala, uma boneca das mais baratas, enfim, o que estava de acordo com a situação econômica do pai e da mãe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os enfeites do pinheirinho também eram feitos artesanalmente. Aliás, cresci em meio a ótimas estratégias artesanais de se vencer dificuldades, pena que eu tenha me dado conta deles bem mais tarde, quando já não estava mais lá. Pegávamos papéis de balas, de bombom e enrolávamos em pedaços de madeira reconstituindo esses doces. Eram belos enfeites, que "alimentavam" nossos sonhos mais "puros". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418156448674810706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 275px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SzEolVzBC1I/AAAAAAAACDc/ADW6eG6ihL0/s400/papai_noel.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o auge das festividades natalinas, era a noite do dia 24, por que, então, haveria o encontro na comunidade, a visita do papai-noel, a missa em homenagem ao nascimento do "menino". E vocês não imaginam o quanto este "ir à comunidade" numa noite de natal - por exemplo - é importante para quem vive no interior, quando são poucos os momentos de convivência em meio ao tumulto de outras crianças, outras pessoas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ir à comunidade na noite de natal era fazer parte do "teatro" que minha mãe organizava com as crianças da catequese. Era ganhar um pacote de doces, que normalmente a prefeitura da cidade envia para as igrejas. Era correr com outras crianças durante a noite, ao redor da igreja, no campo de futebol, brincando de esconde-esconde. Quando adolescente dava até para arriscar uns beijinhos às escondidas com algum colega de aula. Mas, quando adolescente já não se acreditava mais no papai-noel, já se sabia quem se escondia por detrás da fantasia (velha, velha, aos trapos literalmente, que minha mãe guarda lá por casa). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E deixar de acreditar no papai-noel me doeu muito. Por que sempre fomos alimentados pela sua presença, pelos sonhos que um dia possivelmente ele podia realizar, ao adentrar lá em casa de madrugada. Nunca me esqueço o quanto durmia ansiosa esperando os passos dele no assoalho de madeira. E eu sempre ouvia os barulhos, mesmo no outro dia não tendo presente, mesmo sabendo quando adolescente que ele nunca esteve ali. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste sentido, às vezes eu ainda sou aquela criança impregnada de sonhos, que ouço passos, que corro ao redor da igreja com os coleguinhas, que beija escondido os namoradinhos, que acredita em papai-noel. Por vezes, as agruras de vida fazem com que me esqueça dessas pequenas proezas e encantamentos que fizeram parte da minha infância, então ignoro o papai-noel, os sonhos de criança, e erro. E erro dói tanto, quando descobrir que o "bom velhinho" não existe mais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, me antecipo ao falar de natal já neste momento, por que provavelmente nos próximos dias estarei offline, no Natal dando uma circulada em Bento Gonçalves, Caxias, no ano-novo completamente offline em Charrua - perto de um pinheirinho de natal bem familiar, indo à comunidade na noite da virad. Peço ao papai-noel mais serenidade em 2010, mais humanidade, e que os infelizes experimentem um dia o gosto simples da felicidade ao imaginar os passos do papai-noel na madrugada silenciosa, num assoalho de madeira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Realmente, há gostos, cheiros, sensações, passos que não se esquece. E os erros espero que cicatrizem logo, e que me façam ouvir denovo os passos dele no assoalho, as mãos dele ao abrir a porta, a cheiro ao adentrar na sala, o gosto ao beijar a boca!!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;UM ABENÇOADA NATAL À TODOS!! e 2010, COM MUITA LUZ...isso basta para fazermos ótimos cliques, para irmos além do nossos horizontes, para vermos melhor as coisas, as pessoas, os traços e os embaraços....Eu ainda acredito na humanidade....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5592389817686327504?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5592389817686327504/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5592389817686327504' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5592389817686327504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5592389817686327504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/12/entao-e-natal.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SzEolVzBC1I/AAAAAAAACDc/ADW6eG6ihL0/s72-c/papai_noel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1537062278417244485</id><published>2009-12-16T03:00:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T06:45:54.162-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um afogado sozinho no mundo (metáfora, entendam, metáfora)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro-me perfeitamente do primeiro dia que o vi na universidade. Aliás, ele foi motivo de uma outra postagem por aqui há tempos atrás, quando me enveredava pelo mundo das ciências sociais, assim dos fatos sociais. Ele estava na fila do RU. Vestia uma calça jeans surrada, um moleton azul escuro. Ele era um menino franzino, encolhido no meio da fila, olhava para baixo. Tinha umas sombrancelhas negras e grossas, uns lábios grandes e carnudos, mas dali não soaria, quem sabe não haveria de soar nenhuma palavra. Segurava os braços cruzados atrás das costas e não tinha coragem de olhar as pessoas nos olhos. Era tímido - ao extremo - não tinha dúvida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Despois nunca mais o vi, a não ser há dois dias em frente ao teatro Caixa Preta. Diante de um aglomerado de pessoas descontraídas e dinâmicas das cênicas, lá estava mais uma vez o jovenzinho. Chegou de cabeça baixa, sem saber muito bem o que fazer. Percebeu o fluxo que se direcionava a menina que distribuia as senhas e resolveu seguí-los, no entanto, não falava. Com os braços cruzados nas costas se aproximou da menina, achei que ia ser arrastado pelos outros que nem percebiam as dificuldades que aquele menino franzino tinha de se comunicar. Sem conseguir dizer uma palavra, apenas ergueu o braço, implorando para que a moça lhe desse uma senha, os olhos, no entanto, continuavam postados no chão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu que não precisava pegar senha, devido a minha "cadeira cativa" lá na frente, nem sofria de tais constrangimentos ao pedir uma senha, fiquei ali de canto compenetrada no ato de ler aquele menino, sem preconceitos, sem más intenções, apenas sentia uma nostálgica sensação de tirar-lhe do canto, quem sabe puxar uma conversa. Ele parecia estar só no mundo, mas quem não se sente só no mundo, às vezes? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415843984090792386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SyjxaL6rAcI/AAAAAAAACDM/51x6a6PRdaQ/s400/DSC_0386.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O menino ao receber a senha, virou as costas, ainda com os olhos baixos, as sombrancelhas grossas e se colocou diante das escadas em frente ao CAL, nem se "escorar" na parede ele era capaz, apenas cruzou os braços de novo, ficou de pé mexendo apenas levemente os pés, e devagar erguia um pouco os olhos para ver seu entorno. Às vezes parecia que queria falar. E eu ficava imaginando o quanto ele não fervilhava, o quanto não sentia falta de contar suas impressões sobre aquela "gente" cênica que não tem problemas em se comunicar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá dentro o espetáculo era o texto "O afogado mais bonito do mundo", adaptado do conto de Gabriel García Marquez. Talvez o menino se identificasse com o "afogado" que de tão grande, durante a vida sempre fora rejeitado, depois de morto, como um afogado, passou a ser o homem mais "bonito" daquele lugar. Encontrou seu lugar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, essa história do menino franzino, do afogado mais bonito, da garganta apertada quando se quer dizer bem mais, quando se quer olhar as pessoas nos olhos, são apenas metáforas que aproprio de minhas observações cotidianas para se pensar: na vida, na poesia, na fotografia, na fronteira, nos problemas, nas alegrias, em tantos coisas que às vezes somos um "menino franzino de olhar baixo", "um afogado mais bonito do mundo", ou então, somos apenas a descrição objetiva de nós mesmos. Aquela velha história: humanos, demasiados humanos....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1537062278417244485?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1537062278417244485/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1537062278417244485' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1537062278417244485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1537062278417244485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/12/um-afogado-sozinho-no-mundo-metafora.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SyjxaL6rAcI/AAAAAAAACDM/51x6a6PRdaQ/s72-c/DSC_0386.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4594032554888443738</id><published>2009-12-13T06:21:00.000-08:00</published><updated>2009-12-13T08:00:17.759-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fervilhando intelectualmente....&lt;/span&gt;cruzando fronteiras...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Desculpa caros amigos minha ausência. Mas, não é somente a falta de internet em casa que te dificultado minha presença por aqui, mas as tais "vísceras intelectuais" que se movimentam no íntimo dos mais íntimos dos órgãos carnais. Este fervilhar, no entanto, deveria me trazer mais vezes para cá, mas não, ele têm me detido nas várias possibilidades que estão surgindo. É aquela coisa: se num dia a vida está sem graça, nada acontece. no outro, o caminhar cria espaços de enunciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SyT9gcZbe3I/AAAAAAAACC0/kWg25p73a58/s1600-h/DSC_0244.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 224px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SyT9gcZbe3I/AAAAAAAACC0/kWg25p73a58/s400/DSC_0244.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414731385826671474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Certeau (1994) é muito coerente para está reflexão. O caminhante ao traçar percursos, cria significâncias em torno de sua ação, circunda materialidades, se agrega de símbolos que norteiam suas/nossas escolhas. E como sempre digo, tudo isso é atravessar fronteiras. Ok, desculpem mas estou impregnada de fronteiras - dos seus diálogos e interpretações (tenho que enviar meu primeiro capítulo da dissertação, até terça). Ah, tenho que preparar um curso de fotografia, filmagem e edição de vídeo até terça. Terminar dois projetos até terça. Assumir efetivamente minha participação no Cineclube até terça. Cortar meu cabelo, fazer minhas unhas e beber 5 cervejas Patrícias até terça. Sob pressão? Não, eu fervilho intelectualmente. E assim "essa história começa  ao rés do chão, com passos" (Certeau, 1994: 176).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as metáforas se distendem pelos dias ansiosos, por que em meio a este "fervilhar", ainda tenho que dar conta das minhas ansiedades pessoais, corporais, cinestésicas, permeadas do andar, o olhar impregnado do naval e carcerário. "A vidraça e o aço criam especulativos ou gnósticos. É necessário este corte, para que nasçam, fora dessas coisas mas não sem elas, as paisagens desconhecidas e as estranhas fábulas de nossas histórias interiores (Certeau, 1994:195).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu gosto disso, quando posso me apropriar desse dilema todo teórico em bases empíricas, práticas da própria existência, da minha existência. Ou seja, as metáforas teóricas, ganham sentidos nos meus dilemas mais humanos, nesses relacionados ao trabalho, aos estudos, ao amor, a saúde...Em todos os âmbitos da vida: "Reconhece-se a deusa por seu passo" (Virgílio in Eneida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SyT9gjqs6cI/AAAAAAAACC8/2Muf-ruzeB8/s1600-h/legal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 158px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SyT9gjqs6cI/AAAAAAAACC8/2Muf-ruzeB8/s400/legal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414731387778165186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ok, ok...devaneios demais? Quem sabe é só ludibriar os "possíveis olhares", é só cruzar algumas "fronteiras".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4594032554888443738?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4594032554888443738/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4594032554888443738' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4594032554888443738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4594032554888443738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/12/fervilhando-intelectualmente.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SyT9gcZbe3I/AAAAAAAACC0/kWg25p73a58/s72-c/DSC_0244.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-386376719341685771</id><published>2009-12-02T13:44:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T15:24:42.625-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Reconstruindo o "re" encontro ao teatro a partir de certas frustações&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410783363923241362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 253px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Sxb2zUs86ZI/AAAAAAAACCk/8A1ZeS_5naw/s400/DSC_0380.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Procuro o teatro insubistituível das paixões humanas, responsáveis através da ação comunicativa, pelas mais diversas manifestações da espontaneidade e criatividade - o meu lugar"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As palavras de Milton Santos caíram como uma "luva" para o meu intuito de falar sobre o meu "re" encontro com o teatro. Como já disse em outros momentos, tenho muitas frustações na minha vida e não me envergonho disso, ao contrário sempre dei um jeito de me reencontrar por meio delas, dando novo sentido para as coisas. Com o teatro também foi assim. Comecei o curso de Artes Cênicas um ano depois do Jornalismo. Não foi difícil perceber que não conseguiria levar os dois cursos juntos, não ao menos com um envolvimento devido que eu gosto de dar para as coisas. Assim, o teatro ficou para traz, e o Jornalismo se tornou prioridade. No entanto, estive sempre em busca desse "teatro insubistituível das paixões humanas". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E os palcos se distenderam das mais diferentes formas, seja ele arena, italiano, enfim. Os atores se dispuseram nos mais diversos e intensos papéis. E o drama, esse bem humano sempre discorreu pelos meus discursos ...no jornalismo, na antropologia, na sociologia, e aí o encontro com as analogias, com a linguagem dos clássicos que dá aporte a muitas teorizações dos fatos sociais - dos fatos reais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410783375403523922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Sxb2z_eEH1I/AAAAAAAACCs/N4LVDj5o-VY/s400/DSC_0112.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim, aos poucos sempre vou me encontrando, ao menos nas motivações. O objetivo é deixar de lado as latentes "lamentações" que são trazidas à tona intensamente nos argumentos muito "mal-argumentados" de quem não tem quem sabe a vontade de achar o "seu lugar". Mas no teatro meu lugar agora é por meio da fotografia. Desse diálogo entre a construção do discurso imagético e a profundidade da cena, do personagem, das paixões humanas que correm pelo palco do Teatro Caixa Preta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aos poucos fazer teatro pelas e nas fotos é se deixar mover por esse sentimento de estar no palco, com paixão e palpitações que correm pelas veias, no ato, no fato, "no meu lugar"....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-386376719341685771?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/386376719341685771/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=386376719341685771' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/386376719341685771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/386376719341685771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/12/reconstruindo-o-re-encontro-ao-teatro.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Sxb2zUs86ZI/AAAAAAAACCk/8A1ZeS_5naw/s72-c/DSC_0380.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-3696074168296490273</id><published>2009-11-26T04:27:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T08:19:17.879-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Falando de imersão - paixão - pelas, nas fronteiras...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos últimos dias tenho tentando de todas as formas concentrar esforços para entender o por que da minha paixão por fronteiras. Afinal há 4 anos tenho me dedicado a concentrar meu "bacground cultural" (Bourdieu) no sentido de conhecer as fronterias, suas dinâmicas, com o intuito de encontrar e me encontrar com os sujeitos dessas regiões, suas histórias de vida, que acabam refletindo na própria realidade das configurações sociais dessas regiões. Dizem os antropólogos que não é a gente que encontra nosso objeto de estudo, mas sim, ele que nos encontra. Não que seja primordial encontrar o sentido para todas nossas escolhas, mas eu diante de minhas inquietações preciso entender.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comigo tudo começou quanto estive na Tríplice fronteira entre Brasil - Colômbia e Peru em 2006. Mas depois de quatro anos, e impregnada cada vez mais pelo desejo de atravessar "essas fronteiras" e tantas ainda, me pergunto cada vez mais, o sentido da fronteira na minha vida. Como nasci numa pequena cidade do interior, longe da realidade de uma região de fronteira, eu deveria estudar "rituais festivos no interior", a construção de identidade os imigrantes italianos, poderia até ser os índios Kaingangues, já que em Charrua tem uma comunidade, bem forte por sinal. Não, mas diante de tantas possibilidades de escolha dentro do meu "backgound cultural", das minhas vivências, eu escolhi a fronteira, aliás, ela me escolheu: _A fronteira vai te falar o por que_comenta a colega Daiane, ontem a noite entre minhas "crises inquietantes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408397889253931810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Sw59ObDz-yI/AAAAAAAACCU/bHJVHMTPCWo/s400/bandeiras.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu sou inquieta. As fronteiras são inquietas. Nelas existem fluxos, o "vai-e-vem" cotidiano, a troca de experiência, o apimentando pancho, os sotaques, o imaginário coletivo e lúdico que me invade. Então, penso que o motivo pela minha escolha poderia estar no fato de que gosto de viajar, gosto de cruzar esses limites que a princípio e de uma maneira grosseira, sem rodeios teóricos, corresponde as fronteiras territorias, mas bem sabemos que o simbólico por traz delas é muito maior. Ou ao menos minhas interpretações simbólicas podem ir muito além. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sou instável. As fronteiras são instáveis. Os processos burocráticos de um lado e de outro, possibitam nuances peculiares a esses espaços. Então, penso que o motivo da minha escolha esteja por que gosto do desafio de entender esses meandros nada "estáveis" das dinâmicas do espaço territorial, muito mais se pensar de forma "simbólica". Ou quem sabe, minha escolha esteja apenas centrada no fato de que gosto das "gentes" de fronteiras, dos meus possíveis informantes, das pessoas que estão impregnadas de vivências híbridas, que constróem maneiras de se reconhecer enquanto parte deste espaço, o espaço que ao mesmo tempo é de tanta gente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu gosto disso, dessas inquietações....eu gosto da "gente" - do "sujeito " - dos "sujeitos".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-3696074168296490273?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/3696074168296490273/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=3696074168296490273' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3696074168296490273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3696074168296490273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/11/falando-de-imersao-paixao-pelas-nas.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Sw59ObDz-yI/AAAAAAAACCU/bHJVHMTPCWo/s72-c/bandeiras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-1709399889106609657</id><published>2009-11-22T07:13:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T08:41:54.628-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Dada a largada a temporada de espetáculos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Swln29aWDTI/AAAAAAAACB8/u-5DEDKd-LQ/s1600/DSC_0400.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406967021530647858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Swln29aWDTI/AAAAAAAACB8/u-5DEDKd-LQ/s400/DSC_0400.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;As crianças e pessoas que partem do senso comun o chamam de palhaço. Aqueles mais acadêmicos, ou portadores da linguagem teatral o chamam de clown. O fato é que o clown, como deve ser devidamente chamado tem muitas proximidades com nosso velho conhecido palhaço, a começar pelo nariz vermelho. Mas, estes personagens são capazes de suscitar no público, em nós os sentimentos mais humanos, verdadeiros: o riso sem compromisso, permeado pelo que há de mais inocente. O sofrimento singelo permeado pelo há que mais humano e almático. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando o palco é a rua então, se têm um "prato cheio" para o tal "jogo". Pois se está frente as intempéries mais inesperadas, sejam elas climáticas, e aí tem que se jogar com a chuva, sejam elas humanas e simbólicas: o passante que atravessa o espaço do espetáculo sem se importar, o fotógrafo que anda de um lado para outro, o sino da catedral que não vai deixar de tocar ao meio-dia só por que está havendo um espetáculo na praça. O ritmo da capoeira que começa a se formar. A abertura das pessoas para jogar, ou não.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Swln3W8b4LI/AAAAAAAACCE/xfil11g6r-8/s1600/DSC_0411.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406967028384522418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Swln3W8b4LI/AAAAAAAACCE/xfil11g6r-8/s400/DSC_0411.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;E por fim o mais banal cotidiano é transformado em lúdico, em poética, que encanta a criança que o identifica como palhaço, o adulto que numa manhã de sábado apressada se surpreende diante da singela "brincadeira", o fotógrafo que tenta reproduzir no discurso imagético sentimentos. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E assim o "clown-palhaço" constrói seu palco, independente do espaço. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Bom, se você ficou com vontade de assitir, amanhã à noite, segunda, dia 23/11 no Teatro Caixa Preta mais um pouco do espetáculo LA PERSEGUIDA, com o palhaço Rabito: com direção de Gabriela Amado e atuação de Daniel Lucas, às 20h30min. Entrada Franca!!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-1709399889106609657?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/1709399889106609657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=1709399889106609657' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1709399889106609657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/1709399889106609657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/11/dada-largada-temporada-de-espetaculos.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Swln29aWDTI/AAAAAAAACB8/u-5DEDKd-LQ/s72-c/DSC_0400.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5737281155504107297</id><published>2009-11-20T07:56:00.000-08:00</published><updated>2009-11-20T08:38:10.280-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;"Bóia de panela, cama de pelego e caña de guampa"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; Sentado na soleira do seu "boteco", o "último gaúcho valente da fronteira" parece ter envelhecido bem mais do que os dois anos que ficamos sem nos ver. No entanto, a barba branca de quem já tem no lombo 70 anos de idade, é despercebida quando se começa uma conversa cheia de vivacidade e de histórias. Acostumado a cuidar do Gaúcho Pampa, que  tem"apenas" 109 anos, Gaúcho Barreto, prepara o almoço para a indiada da redondeza. Junto com sua morena, com quem é casado há 39 anos. Opa, casado não, ajuntado já 39, casaram mesmo em 1993: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_ &lt;em&gt;Quem disse que os velhos não casam, e que os brutos não amam&lt;/em&gt;_afirma Barreto, entre gestos espalhafatosos ao narrar suas peripécias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406218623147532594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Swa_McLPYTI/AAAAAAAACB0/JAfw1oUWMkM/s400/gaucho.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gaúcho Barreto, é um lendário contrabandista desta fronteira, hoje, no entanto se dedica a fazer bóia no seu pacato bar, em frente a Praça Artiga, e a cavalgar, junto com um "bando de louco" que de um lado a outro deste Rio Grande levam adiante as tradições do tal "gauchismo", desse bem de raiz como ele mesmo afirma. Bom, o por que dele ser um dos meus informantes, já que faz parte de tantos trabalhos acadêmicos, vocês verão mais adiante quando defender minha dissertação, por enquanto, apenas uma pitada do "gostinho" da massa uruguaia, com o feijão brasileiro, entre as broncas do Gaúcho Pampa com o Gaúcho Barreto numa mesa de madeira, aqui nesses confins....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Almocei com eles, enquanto chove aqui no "meu campo", enquanto chove e muito nesta fronteira. Hoje me voy embora, foram poucos dias, de bons reencontros, de muitas perspectivas, poucas fotos, mas como sempre grandes, intensas e instigantes histórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406218615721476370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Swa_MAguwRI/AAAAAAAACBs/2y5M3xzMXJI/s400/chuva.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A bóia de panela me deu saudade de casa. A cama de pelego está ocupado por Gaúcho pampa que resmungando de um lado para outro, já sofre com o peso dos 109 anos, e a caña de guampa combinamos de tomar logo mais, quando me venho para a fronteira para cavalgar, durmir numa estância e ouvir mais histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é hora de voltar para Santa Maria, fechar as asas por mais uns dias, mas já com aquela saudade desse "povo de fronteira" que dá sentido para muitas coisas na minha vida!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Gracias hermanos periodistas, gracias hermanos, más hermanos que muchos hermanos!!!&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5737281155504107297?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5737281155504107297/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5737281155504107297' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5737281155504107297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5737281155504107297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/11/boia-de-panela-cama-de-pelego-e-cana-de.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Swa_McLPYTI/AAAAAAAACB0/JAfw1oUWMkM/s72-c/gaucho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-100643037780622930</id><published>2009-11-19T03:37:00.000-08:00</published><updated>2009-11-20T08:51:56.511-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Nuestros hermanos estan en el mundial!!! Y yo estaba aquí!!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SwUvE6UyGhI/AAAAAAAACBU/a6x_pQfKH68/s1600/DSC_0100.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405778689150556690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SwUvE6UyGhI/AAAAAAAACBU/a6x_pQfKH68/s400/DSC_0100.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sentamos na mesa de canto na confeitaria City, na Avenida Sarandi em Rivera. Pouco tempo foi suficiente para me dar conta de que mais uma vez a escolha foi acertada. Néstor Garcia (mais conhecido como Chumbo), é um jornalista formado, com toda competência, pela vida. Sem diploma, não teme em dizer que é economista. Mas, ele é jornalista, muito mais do que muitos jornalistas por aí. Nem diploma neste caso justificaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chumbo que já foi preso pela ditadura militar do Uruguai, sabe dessa fronteira mais do que ninguém, ao menos se interessa por entender as nuances dessa relação, que são pacíficas, sim senhor, mas que escondem certos processos burocráticos bem mascarados em meio a essa "integração amistosa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá dentro, a seleção do Uruguai empatava com a Costa Rica. A vitória ou empate significava a volta para o Mundial, depois de duas copas sem representação. Era um momento importante, eu não tinha dúvida disso. Néstor que é jornalista no Brasil também, não esconde seu sentimento de torcedor da seleção. &lt;em&gt;Se classificar com um empate é feio &lt;/em&gt;_conclui Néstor, alguns minutos antes do gol do Uruguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_&lt;em&gt;Viu, enquanto o Uruguai fazia um gol, uma mesa de brasileiros se levantou para aplaudir, Álvaro estava retorcendo seu arame, levantou a cabeça para olhar a agitação e voltou a modelar as letras que escrevia&lt;/em&gt; _ narra Néstor, ao descobrir o diferencial da história que ia contar nessa noite no Jornal A platéia, um dos únicos bilingües do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405778685371747378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SwUvEsP2DDI/AAAAAAAACBM/qk_EQCBbzYk/s400/DSC_0070.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo acabou. Eu estava impressionada e feliz com tantas informações. Mais uma vez defendendo a ideia de que só vivências nos fazem jornalista, antropólogos, e tantas outras formações, de verdade, com essência, que sabe identificar do nada, no sutil, aquilo que dá sentido para uma nova visão, para o não habitual. Por fim as bandeiras se ergueram, a avenida Sarandi foi inundada por uruguaios a comemorar a classificação, o azul, branco e amarelo tomou conta. Parecia a final de uma copa de mundo no Brasil, mas diante do fato de que eles estavam há duas copas fora dessa, a festa era merecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Y Yo estaba aquí!!! Gracias!!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-100643037780622930?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/100643037780622930/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=100643037780622930' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/100643037780622930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/100643037780622930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/11/nuestros-hermanos-estan-en-el-mundial-y.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SwUvE6UyGhI/AAAAAAAACBU/a6x_pQfKH68/s72-c/DSC_0100.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5645084379686713597</id><published>2009-11-17T10:20:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T11:05:51.865-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O "jeitinho" é brasileiro - o "pancho" com tempero bem uruguaio. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O gosto apimentado do pancho de Seu Jesus. A troca de língua que acontece naturalmente diante de um passante ou outro. Todos velhos conhecidos. O sotaque, o portunhol e o "as ordens" moça. Dois anos já se passaram da primeira vez que estive aqui em Livramento - Rivera, em campo. Lembro-me perfeitamente da minha confusão inicial ao não saber o que buscava, quanto menos o que me esperava. Foi tão pouco tempo, mas hoje me dou conta que foi intenso. É bom estar de volta. E parace que as coisas não mudaram por aqui: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;_Ah menina, mudou coisas por aqui_hablas seu Jesus desbancando minha primeira hipótese.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405150175412177730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SwLzcmMVS0I/AAAAAAAACBE/eOiAlkMnFxw/s400/DSC_0022.JPG" border="0" /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos poucos retomando velhas conversas, e querendo saber das novas, me dou conta que realmente muita coisa mudou, não somente na política de um lado ou de outro da fronteira, que apresenta mudanças significativas na paisagem, mas especialmente na vida deste homem, meu principal informante. Seu Jesus é o típico "homem de fronteira" que eu procuro. Não é desses que anda à cavalo, nem que usa bombacha, o máximo que ele faz ligado ao "gauchismo" - esse imaginário ligado ao homem de fronteira - é tomar um mate ao meio-dia, agora com uma cuia de copo de vidro, muito bem revestida em couro trabalhado. Ele é desses homens que caracterizam o que me atrevo a entender como "espaço vivenciado, compartilhado" por estes sujeitos que com ligações fraternais de um lado e de outro da fronteira, fazem com que está fronteira seja assim tão "simbólica". Os marcos estão ali postos diante de todos para a afirmação dos estados-nação que permeiam a relação explícita, implícita. Mas, os sujeitos estão ali sentados na praça tomando um mate, conversando um pouco em português, hablando em espanhol. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu, uma jovem pesquisadora, me sento na ponta do banco, sou convencida a comer um pancho bem apimentado, afinal, a malandragem nas conversas, e discursos que circulam por aqui são bem do "jeitinho" brasileiro, mas a mostarda; a salsicha; o pão; o pesto são todos bem uruguaios. Eu nem acredito que comi um pancho sem me assustar ou temer com o tamanho da salsicha, e eu nem acredito que o meu reencontro com estes personagens está se dando de uma forma tão interessante. É... as coisas mudaram por aqui, mudaram com Seu Jesus, com Dona Angélica, com a jovem Gabriela, que teve um filho ontem, e comigo. É... as coisas mudaram muito comigo também. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu confesso, a sensação de reencontrar essas pessoas, de reencontrar essa fronteira, de me reencontrar em meio a tudo isso está sendo uma das melhores sensações que já senti...Eu gosto de fronteiras, eu gosto de ultrapassá-las. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405150171524842418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SwLzcXthQ7I/AAAAAAAACA8/JShzK2oqNVM/s400/DSC_0014.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fico mais uns dias por aqui, por isso quem quiser vai me acompanhando nessa viagem etnográfica, mais do que isso...muito mais!!!! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5645084379686713597?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5645084379686713597/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5645084379686713597' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5645084379686713597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5645084379686713597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/11/o-jeitinho-e-brasileiro-o-pancho-com.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SwLzcmMVS0I/AAAAAAAACBE/eOiAlkMnFxw/s72-c/DSC_0022.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4554473667582864081</id><published>2009-11-13T04:58:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T05:43:44.944-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;eu me fodo...mas me divirto...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403581905748319138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Sv1hHSbbW6I/AAAAAAAACA0/ZTXr3wMc4mE/s400/sombras81.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mudança sempre me despertou algumas curiosidades interessantes, ainda mais quando não se faz a mínima ideia de quem sejam as novas pessoas que você vai morar. E quase sempre foi assim, nestes últimos sete anos, longe da previsibilidade do "doce lar" de papai e mamãe. Mas, confesso que depois de sete anos, entre ir e vir, entre conhecer e desconhecer diferentes pessoas - com suas manias, seus humores, suas limitações - ando meio cansada dessa história. Que nada, ninguém manda não estar trabalhando ainda, num emprego fixo aos 25 anos. Se quer estudar, fazer mestrado, então aguenta no osso do peito e recomeça tudo de novo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ok, mas eu queria um cantinho só pra mim: correr pelada pela casa, ouvir as músicas mais loucas, e ecléticas sem ser questionada, dançar no meio da sala..essas coisas...Tudo bem fica para os trinta quem sabe, por que até lá, é escolhas e mais escolhas. Mas me dou conta, então, que sou nova ainda, e que não é um lugar que faz as pessoas, tem tanta gente que aos 40 anos ainda não achou seu lugar, quanto menos o que esperar dele, acho que me encaminho para isso. Enfim...Mas ontem me mudei de novo, o retorno à UFSM, agora ao menos evolui na escala dos estudantes, tenho um quarto só para mim. Aqui fora depois da meia-noite se ouve barulho apenas dos grilos, já senti saudade da esquina barulhenta no ouvido, da gurizada no bar da esquina comprando mais uma canha. Aqui tudo se faz silêncio..e isso é bom, muito bom....por que eu estou em silêncio. Perceberam? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, o mais divertido foi o processo de mudança, aliás o frete que arranjei. Não sou muito de pesquisar preço, e nem ia ser com uma camionete de frete que ia me dedicar na pesquisa, pois ainda estou por entender a fórmula da pesquisa quantitativa de Survey. Por isso botei o olho na primeira camionete azul estacionada na Rio Branco, já acertei preço e era isso. Nem me dei ao trabalho de ver o estado do tal transporte. &lt;strong&gt;Primeira constatação:&lt;/strong&gt; era muita coisa para pouco espaço. &lt;strong&gt;Segunda constatação&lt;/strong&gt;: não chegaria até a universidade. &lt;strong&gt;Terceira constatação&lt;/strong&gt;: ia me divertir muito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim, o foi, devagarito empilhamos tudo na camionete, depois mais devagarito ainda nos deslocamos até a universidade. O dono do veículo era um senhor já de idade, que não podia mais dirigir, usava um óculos escuros mais "style" que o meu gigante. Fumou seu cigarrinho na minha cara durante a meia hora de "viagem" até o destino final. Que nada, cliente não precisa estar satisfeito. Junto com o velho, seu motorista, e ajudante. Um jovem calado, que teve que fazer umas 5 ligações diretas na tal camionete, que não sabia ler placas e era orientado pelo velho, que ouvia calado os "xingamentos", e ainda devia receber muito pouco por todo aquele esforço no final do dia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É amigos, mas eu sei que vida na boléia, dependendo de frete não é fácil. Assim como não é fácil fazer mudança de tempos em tempos. Assim, como não é fácil recomeçar o convívio com pessoas estranhas. Mas, apesar de nada disso ser fácil, tudo pode ser ao menos divertido, se estivermos um pouco dispostos a fazer com que as coisas sejam melhores....Ai, ai, ai...eu me fodo, mas sempre me divirto...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4554473667582864081?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4554473667582864081/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4554473667582864081' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4554473667582864081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4554473667582864081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/11/eu-me-fodo.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/Sv1hHSbbW6I/AAAAAAAACA0/ZTXr3wMc4mE/s72-c/sombras81.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-6217492921123857352</id><published>2009-11-07T08:41:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T09:52:02.250-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O monstro do milharal - e as rosas do quintal!!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu confesso tenho memória curta. E isso não é nada interessante, há muitas coisas da minha infância que simplesmente não consigo lembrar. Frustante? Sim, ainda mais agora que entendo o quanto minha infância foi interessante. Mas, volta e meia lembro de algumas peripécias daquela época, e aos poucos algumas memórias táteis, olfativas, gustativas vão vindo à tona. O sabor do feijão da minha avó, por exemplo. Do esfregolão de milho no meio da tarde em dias de chuva, essas coisas. Mas eu lia muito quanto criança, quando adolescente muito mais. Já devo ter contado por aqui, que sempre quis ser escritora, por isso eu vivia muito cada história. Acho que lembro melhor delas, dos seus personagens, do que algumas histórias e personagens reais da minha infância. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, eu vivia com mais umas 5 crianças, éramos primos. E criávamos todos os dias inúmeros personagens, alguns fantasmagóricos. Nunca me esqueço do "monstro do milharal". Nunca contei? Ah, não acredito. Foi assim: Era uma vez, uma tarde de fazer marmelada lá fora (entenda-se marmelada, não de marmelo, mas de qualquer fruta. Só mais tarde, fiquei sabendo que marmelada é de marmelo. Figada é de figo, perada é de pêra, e assim por diante. Assim como, só fiquei sabendo bem mais tarde que "doberro que o gato deu" é do berro que o gato deu, heuahaua, eu me divirto comigo mesmo...Sou inocente, gente, acreditem). Bom, mas como ia dizendo, se reuniu a vizinhança, para a tarde da marmelada. Colhe as frutas, descasca as frutas, faz fogo lá fora, se limpa o tacho, coloca as frutas no tacho, ferve, ferve, coloca açúcar, às vezes um pouco de água...e mexe...mexe...mexe...E a alegria da criançada era se lambusar com as rapas no final do tacho, quando tudo estava pronto. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401429423650946018" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SvW7cVwOu-I/AAAAAAAACAs/Hbe8-usZAso/s400/OgAAAGMIMo55BZ-7e-YnWUFgu6sQ0tPz6TZ_h2Pg4PGWAkMsHINdagrW_jS1F7_cKAWwzcgWqfzFFQ-7Pue97RABGlkAm1T1UF3eGsv-1h4-QRc-6mZDPJOS7SP8.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A estrada do lado do milharal&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto as mulheres preparavam a marmelada, nós brincávamos de casinha atrás do paiol, debaixo das árvores, do lado do milharal. Nossas casas tinham tudo: cozinha, sala, quartos e inventávamos histórias mirabolantes, baseado em histórias reais, ou que víamos nas novelas. Existiam conflitos existenciais, amorosos, momentos de festa, de tristeza. Eram nossas histórias, nas nossas casinhas. Histórias de gente grande, reinventada por gente pequena. Mas, eis que um dia quando ao acordar, tivemos uma surpresa, nossas casinhas estavam todas desarrumadas, objetos quebrados, portas caídas..um caos. Entre várias hipóteses numa de nossas reuniões para tentar descobrir quem estava destruindo nossas "casinhas" chegamos a conclusão que o mal vinha do milharal. Sim, tínhamos certeza que um monstro habitava o milharal alto, verde, fechado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, enquanto as mulheres continuavam fazendo a "marmelada" decidimos duelar com o monstro. Juntamos sacos de cáquis da frente de casa, e fomos para nosso posto de ataque, a porta entreaberta da estrebaria (hoje ela nem existe mais). E começamos a jogar muitos cáquis para os lados do milharal, acreditávamos que o monstro seria atingido de alguma forma. Eis, que para nossa surpresa alguns cáquis começaram a voltar. O susto foi geral. Ele existia mesmo, corremos para frente de casa, onde as mulheres mexiam o tacho de "marmelada", e chamamos nossa prima mais velha Andréia (é a mãe do bêbe lindo que aparece numas postagens abaixo) para um canto e lhe relatamos o acontecido. Minha prima que já era uma mocinha, não acreditava mais em papai-noel, quanto menos em monstro do milharal, mesmo assim, resolveu por a prova nossa história. Voltamos para nosso posto de ataque, ela ficou escondida de longe observando, queríamos mostrar que os cáquis estavam voltando, que o monstro morava ali na lavoura de milho. Jogamos, jogamos, jogamos e nada, o monstro não deu nenhum sinal. E minha prima muito indignada nos deixou ali sem entender. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso, que até hoje não sei ao certo se o monstro existia de fato, ou se ele era minha prima Andréia, ou meu irmão Màrcio que estavam sacaneando com a gente. Bom, eu acredito em histórias, em ficções, vivo criando e recriando as minhas próprias. Impressionante, às vezes só muda os personagens. E mais do que me lembrar das peripécias da galerinha reunida na infância, eu me lembro das histórias dos livros....minha memória fotográfica de cada lugar, cada rosto da triologia O tempo e o vento é impressionante, Érico Veríssimo ficaria impressionado com minhas densas descrições. Eu sinto o balanço da cadeira de Bibiana, nas noites de vento. Eu sinto a apreensão no cerco ao sobrado. Eu ouço a flauta de Pedro Missioneiro. Eu vejo Ana Terra no tear. Eu lamento não ter conhecido Rodrigo Cambará, ter tomado uma cachaça no bolicho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu vejo Clarissa no balanço debaixo das árvores no quintal. Eu tento desvendar o mistério do caso dos dez negrinhos, de Agatha Cristhie. Eu vejo ela se encontrando com ele na cozinha na noite da missa do galo. Enfim, eu tenho guardado fotograficamente todos as sensações que envolvem essas histórias, essas personagens, esses livros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401428405226327922" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SvW6hD04T3I/AAAAAAAACAk/EdWTdMiiWaw/s400/OgAAAIuDPab3YolPYoWAJgB0Cc9iI3OYiefCgUXWoEZQMJqboi-Xg_PEwXl49H1hTnfIR7Vqsl7TRqzkxs_5W4mFKGEAm1T1UHT-6X0Qrr23qa4RURCpirACoZHy.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;As rosas no quintal em frente ao milharal&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí, cresci, fiz jornalismo, acreditando que era o caminho para ser escritora, como relatei para um amigo na noite de quinta. Hoje, quero ser também antropóloga (literatura, jornalismo, antropologia, é tudo muito mais próximo do que imaginava) tenho tentado retomar minhas leituras de literatura...deixei elas guardadas no tempo...hoje elas me fazem falta para escrever, para imaginar, para te ler, para me ler...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que essa postagem? Não sei, me deu vontade de escrever sobre isso ontem depois de passar a noite de sexta em casa assistindo documentários, lendo livros, sem vontade de sair...olhando para umas rosas pequeninas vermelhas e uma botão de rosa rosa entreaberto, do lado ainda um bilhete do principal personagem, da atual história....Que se passa, com me???&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-6217492921123857352?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/6217492921123857352/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=6217492921123857352' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6217492921123857352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/6217492921123857352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/11/o-monstro-do-milharal-e-as-rosas-do.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SvW7cVwOu-I/AAAAAAAACAs/Hbe8-usZAso/s72-c/OgAAAGMIMo55BZ-7e-YnWUFgu6sQ0tPz6TZ_h2Pg4PGWAkMsHINdagrW_jS1F7_cKAWwzcgWqfzFFQ-7Pue97RABGlkAm1T1UF3eGsv-1h4-QRc-6mZDPJOS7SP8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-3407009690020252249</id><published>2009-11-03T15:48:00.000-08:00</published><updated>2009-11-03T16:07:51.465-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt; &lt;strong&gt;Resquícios do Oscure Faith Festival VI - Santa Maria - RS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400032759772839394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SvDFLzW7feI/AAAAAAAACAE/r4B994eSaRs/s400/metal10.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O zunido no ouvido permaneceu durante todo o dia de ontem. Confesso era a primeira vez que passava 5 horas da minha vida imersa no meio do som metal. Uma experiência mais do que interessante para quem gosta de conhecer coisas diferentes do habitual blues, MPB, e essas cositas bem leves aos meus tímpanos. No palco seis bandas, até mesmo da França. Caras pintadas, todos de preto. Cabelos compridos e um único embalo: a corpo parado, mas o pescoço e a cabeça num ritmo "doidão". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400032770829323202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SvDFMcjAC8I/AAAAAAAACAU/kKux7KqDMtI/s400/metal8.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fotografar no DCE também não é uma das melhores experiências. Isso se deve ao fato de que a escassez da luz incomoda quem não gosta de usar muito flash. Ah, mas o flash, às vezes é bacana, rende mais do que o imaginável. E por isso para mim tudo foi descoberta e brincadeira. Me diverti muito com o metal extremo, com as cabeças balançantes e ainda experimentei estéticas que estou trazendo um pouquinho por aqui. Por que há que se ser versátil nessa vida, sempre dando sentido de descoberta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400032763307928786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SvDFMAhwrNI/AAAAAAAACAM/-UfvePdfSpQ/s400/metal6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Bah Homero, agora eu entendo a poesia da tua música, heheheh....&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-3407009690020252249?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/3407009690020252249/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=3407009690020252249' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3407009690020252249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/3407009690020252249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/11/resquicios-do-oscure-faith-festival-vi.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SvDFLzW7feI/AAAAAAAACAE/r4B994eSaRs/s72-c/metal10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-4610350482663118975</id><published>2009-10-30T16:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-30T17:28:06.406-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um toque de impressões sobre Concórdia na Argentina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É estranho caminhar pelo centro de uma cidade de aproximadamente 150 mil habitantes, as três horas da tarde e não ver na rua, praticamente, ninguém. É possível apenas contemplar o barulho dos pássaros nas praças e nas árvores do calçadão, as sacadas com belos vasos de flores, e o silêncio da ruas, que chega a ecoar até mesmo no ouvido dos mais insensíveis. Muito mais estranho se levarmos em conta nossa rotina, nossa movimentação constante pelas ruas de Santa Maria. E não era feriado, nem final de semana. Na Argentina, ao menos em algumas cidades que andei passando, como Concórdia, nos últimos dias, é assim. Um longo descanço sagrado depois do meio-dia e vagarosamente, depois das quatro da tarde, as portas das lojas se abrem, e cidade volta a ser uma "cidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398553007033774674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SuuDW21dclI/AAAAAAAAB_k/3oAYzHqBXw8/s400/orkut26.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali, também é difícil encontrar arroz, ao menos quente, nas refeições. Bifê é coisa de outro mundo, do nosso mundo, no caso. Muita batata-frita, Quilmes de litro, obviamente, e uma tontura depois do almoço sem ter o que fazer. Mas há várias praças, parques, uma "horla" nas margens das águas doces do manso Rio Uruguai. E as pessoas correm no sol escaldante, depois do meio-dia. E tudo é muito bem cuidadinho. Pode-se, também visitar museus: de antropologia, dos judeus, de artes visuais, de recuerdos, de cultura regional. Tudo muito singelo e atraente.&lt;br /&gt;E é possível ainda se imaginar num castelo, ao menos ao tocar nas ruínas do Castelo San Carlos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398553014576027330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SuuDXS7rFsI/AAAAAAAAB_s/TWFr5460wwk/s400/orkut4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas ruas muitos carros "marca diabo", de "trocentos anos atrás". Remises, que não são táxis, táxis, que não são remises. E o preço sempre muito justo, e acessível. Andar de a pé, nem pensar, só se levarmos em conta o fato de termos pesos contados. As festas também nos soam um movimento estranho, especialmente diante do fato de começarem lá pelas 3 da manhã, fomos os recepcionistas em todas as noites. Músicas? Até "bate forte o tambor", do tempo do "epa", mas tudo muito divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apresentar pôster para mim também causa um certo estranhamento. Apresentação oral sempre foi o costume, mas que nada melhor pôster quando se engasga no meio da explicação aos avaliadores, que eu tenho quase certeza que entenderam muito pouco da minha pesquisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que nada o que vale é as vivências, é o olhar antropológico, é a percepção de que nossos gostos, impressões e estranhamentos são todos produzidos culturalmente. Eu gosto de arroz quente no almoço e do gosto do feijão da minha avó, o gosto pela qual fui educada, e que está impregnado nos meus poros independente de onde estiver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398553015673742098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SuuDXXBY4xI/AAAAAAAAB_0/iKOZ8Fnvt_E/s400/orkut44.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;É isso, algumas impressões dessa interessante cidade argentina, Concórdia. Só mais uma viagem neste ano. Eita que ta bom demais!!!Mas eu queria ter ido preencher um vazio em Buenos Aires, e hoje queria dar um abraço forte....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-4610350482663118975?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/4610350482663118975/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=4610350482663118975' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4610350482663118975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/4610350482663118975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/10/um-toque-de-impressoes-sobre-concordia.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SuuDW21dclI/AAAAAAAAB_k/3oAYzHqBXw8/s72-c/orkut26.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-5371685898463913100</id><published>2009-10-25T17:16:00.000-07:00</published><updated>2009-10-25T17:30:41.933-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Descobrindo nossos medos...os "não-medos"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Abri o livro de poesia já citado outras vezes por aqui, e Mário Quintana então me diz: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396696470074034898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SuTq2LteCtI/AAAAAAAAB_c/U7xl3D1QVJw/s400/blog21.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O Descobridor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, essa gente que me encomenda&lt;br /&gt;Um poema&lt;br /&gt;Com tema...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu vou saber, pobre arqueólogo do futuro,&lt;br /&gt;o que inquietamente procuro&lt;br /&gt;em minhas escavações do ar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse futuro,&lt;br /&gt;tão perfeito,&lt;br /&gt;vão dar,&lt;br /&gt;desde o mais inocente nascimento,&lt;br /&gt;suntuosas princesas mortas há milênios,&lt;br /&gt;palavras desconhecidas mas com todas as letras&lt;br /&gt;(misteriosamente acesas,&lt;br /&gt;palavras quotidianas&lt;br /&gt;enfim libertas de qualquer objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os objetos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atônitos objetos que não sabem mais o que são&lt;br /&gt;no terror delicioso&lt;br /&gt;da Transfiguração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diria que é um pouco assim que me sinto hoje, uma descobridora, depois de dias tensos, entre o "não-foco" da minha possível dissertação e o "não-ato" do devir, que por ser devir estar por vir. Sim, obviamente. E descobrir é assim, é aquele brilho no olho, aquela confusão nos poros, aquela necessidade de tocar nas palavras, no vazio, no "não-carnal", enfim, é o desconhecido, e o jogo que se estabelece. Como diria Baudelaire &lt;em&gt;"Quanto mais a matéria é, em aparência, positiva e sólida, mais sutil e laborioso é o trabalho da imaginação".&lt;/em&gt; Enfim, agora eu tenho um foco dissertativo e também um ato concebido. Me acompanhas pela Argentina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Bom, ahora si, me voy a los hermanos!!! E eu gosto de descobrir!!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36421244-5371685898463913100?l=cameranamao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cameranamao.blogspot.com/feeds/5371685898463913100/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36421244&amp;postID=5371685898463913100' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5371685898463913100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36421244/posts/default/5371685898463913100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cameranamao.blogspot.com/2009/10/descobrindo-nossos-medos.html' title=''/><author><name>Fran Rebelatto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16268918844385341938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/S-DnFyxj7hI/AAAAAAAACJE/mnBG6Ha7yMg/S220/OgAAAAEAOUuEzxCOIdi461bNI6Tt6pdwExzkZIM4HxcWmHIzJVHYP2c6wc0zzqGOrggdrki5Oc2vLpQGmSL5UZhIC-kAm1T1UIgWAWEOZQ0-_fFhi1oUi0rLpUCM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SuTq2LteCtI/AAAAAAAAB_c/U7xl3D1QVJw/s72-c/blog21.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36421244.post-457156582124754294</id><published>2009-10-22T07:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T10:54:40.129-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O tal medo do devir&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395432106644046098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gBTZz8KeYKo/SuBs6i5BgRI/AAAAAAAAB_M/0MBfE2sjosI/s400/DSC_0165.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso, que hoje poderia escrever sobre meu terceiro lugar no concurso de Arte Declamatória, e as várias críticas que gostaria de fazer sobre alguns comentários maldosos que ouvi por lá. Poderia, também escrever sobre a nova conjuntura política, afinal quem poderia imaginar um dia PT com candidato a presidente e PMDB, com um vice...E agora, meu pai, cadê as ideologias, cadê o compromisso com os discursos pré-concebidos por uma história, por uma luta, enfim. Mas, quero me ater em falar sobre o medo do devir. Confesso que as aulas de sociologia, aliás o mestrado em si estão me perturbando. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em que medida? Na medida em que percebo uma certa maturidade intelectual, ao mesmo tempo uma maturidade ou necessidade cognitiva de incorporar certos dilemas existenciais. Mas, até os sociólogos mais metodologicamente centrados falam das paixões humanas. Dessas que fazem com que certas estruturas sejam influenciadas pelo conhecimento que temos dos mecanismos estruturais. Quanto mais conhecemos os mecanismos engendrados numa estrutura, mais somos conscientes em que medida podemos influenciar esta estrutura, não é assim? Papo chato, difícil? Imagina, então, eu que gosto de escrever de um jeito simples, pra todo mundo entender, que me considero uma pessoa descolada, que gosto de escrever poesias, devaneios, tendo que sobreviver a toda essa teorização, muito bem fundamentada por sinal. Pior do que sobreviver, é que tenho que confessar que estou tomando um certo apego, gosto, por esses devaneios científicos. Sim, isso esta muito explícito nas minhas postagens por aqui. Ui, linguagem até mais rebuscada nos meus artigos, nem eu me aguento mais, mas é bom perceber uma evoluação intelectual que se faz necessária. E os dilemas existenciais?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ta, mas quero me ater em escrever sobre as tais "paixões Humanas", essas que de fato fazem com que a ação racional paralise. Pois é isso que acontece, as emoções paralisando a ação, ao menos a mais racional, das racionais. E quem conseguir provar o contrário empiricamente que me avise, eu não consigo. Diante dessa abrupta paralisação a ação racional encorajada pelas nossas paixões, vem o medo do devir. Que para mim, por ser o devir, não tem como ser friamente calculado. Apesar, de que muitos defendem o fato de que maior parte de nossas ações são conscientemente controladas. Isso quer dizer, se podemos controlar, podemos prever, medir o devir, mas e as variáveis que se apresentam nas mais diversas ordens: temporais, sociais, carnais, enfim....&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
