A um possível 'sumidor de mundos'...
Nas minhas veias sinto odores. Nas minhas pálpebras te sinto amores. Quero reaprender a amar na respiração do teu calor. 02:07 da manhã. Sinto que estou a gripar-me. Provavelmente de saudade. Uma saudade que sempre me soa estranha é a das coisas que não vivi. Hoje deslizei meu dia a pensar, enquanto na praça da Alfândega em meio às tantas gentes, as flores amarelas dos jacarandás reluziam no sol do final da tarde. Sentia cheiros, odores, respiração. Sem sentir a dor e a delícia da presença. Estou assim...com os sentidos todos em alerta. Talvez como há muito tempo não estivesse. 2011 foi de fato um ano muito conturbado, já o sinto cruzando pela janela. Queria a paz de mais um 'amor' intranquilo, nem por ninguém, a não ser pelo mapa de cheiros e tessituras que componho.
Ando assim, a cheirar-te mundo...A gostar-te mundo. O doce amargo daquele pequeno pedaço das infâncias. Ando a degustar do anedótico ato de viver. Tudo está alerta em mim, e não consigo aquietar-me. Não é uma pessoa, nem uma circunstância. Talvez, um estado de alma, ou apenas, a abrupta e intensa vontade de viver...Delicio-me com esses cheiros, gostos, mas sinto falta do tato. De fazer amor com tuas mãos no meio da tarde...sem o fazer...
Tudo isso para dizer que voltei a ruminar a vontade dolorosa e vívida de escrever. Estava irrequieta pelo mundo...a provar-te final de tarde. E de repente, não mais que de repetente um feixe de odores e incolores cores tecem minha alma de acentuados dizeres entranhados. Estou assim, a passar os dias com amigos, eguando-me (do verbo eguar - que vem de ego - mera bobagem) da insana vontade de te escrever. Como se sentisse agora a menina 'clarissa' dos versos de Érico Veríssimo a balançar-se no fim do pátio de inverno. Sinto-me a vontade para recompor histórias. Cabendo vivê-las ao mirar nuvens e querendo perder-me em seu deslocar-se poético.
as gentes passam por nossas vidas impregnados dos cheiros de sua história. Experimentamos vagamente seus sabores de outras histórias. Ali o encontro de sentidos que despertam está adormecida ânsia de penetrar-te mundo.Eles passam, despertam e depois a sumir-se em nuvens deixam os retalhos de pequenos odores nos dias...mas gosto de lembrar da textura vaga daquela mão. Fiz amor com ela na minha mão. Fiz amor com ela ao enlevar-me em seus olhos. Fiz amor contigo ao tocar-me beijos antes que fossem perigosos. E assim passou o sumidor de vidas. Disse-me que some das vidas. E ao sumir-se adormece e acende em mim tantos mundos. Passou, cheirei, desgustei, agora 'sumidor de mundos' te escrevo como escrevo aos segundos...
Ando assim, a cheirar-te mundo...A gostar-te mundo. O doce amargo daquele pequeno pedaço das infâncias. Ando a degustar do anedótico ato de viver. Tudo está alerta em mim, e não consigo aquietar-me. Não é uma pessoa, nem uma circunstância. Talvez, um estado de alma, ou apenas, a abrupta e intensa vontade de viver...Delicio-me com esses cheiros, gostos, mas sinto falta do tato. De fazer amor com tuas mãos no meio da tarde...sem o fazer...
Tudo isso para dizer que voltei a ruminar a vontade dolorosa e vívida de escrever. Estava irrequieta pelo mundo...a provar-te final de tarde. E de repente, não mais que de repetente um feixe de odores e incolores cores tecem minha alma de acentuados dizeres entranhados. Estou assim, a passar os dias com amigos, eguando-me (do verbo eguar - que vem de ego - mera bobagem) da insana vontade de te escrever. Como se sentisse agora a menina 'clarissa' dos versos de Érico Veríssimo a balançar-se no fim do pátio de inverno. Sinto-me a vontade para recompor histórias. Cabendo vivê-las ao mirar nuvens e querendo perder-me em seu deslocar-se poético.
as gentes passam por nossas vidas impregnados dos cheiros de sua história. Experimentamos vagamente seus sabores de outras histórias. Ali o encontro de sentidos que despertam está adormecida ânsia de penetrar-te mundo.Eles passam, despertam e depois a sumir-se em nuvens deixam os retalhos de pequenos odores nos dias...mas gosto de lembrar da textura vaga daquela mão. Fiz amor com ela na minha mão. Fiz amor com ela ao enlevar-me em seus olhos. Fiz amor contigo ao tocar-me beijos antes que fossem perigosos. E assim passou o sumidor de vidas. Disse-me que some das vidas. E ao sumir-se adormece e acende em mim tantos mundos. Passou, cheirei, desgustei, agora 'sumidor de mundos' te escrevo como escrevo aos segundos...
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