Sunday, November 06, 2011

se ignorasse meus sentidos...tudo continuaria insentido...

Normalmente não ignoro os sinais da vida. Ou então, por meio de minha mente muitooooo criadora tudo se torna um sinal. Aí estaria o sentido, 'in' sentido dos meus excitantes descobrimentos pelos dias. Não sei se procuro boas histórias, ou pessoas com histórias deveras interessantes e perigosas vem ao meu encontro. No entanto, também, já tenho certeza que em algum momento os pares se encontram pela vida...Seja na estradeira vontade de afugentar-se de si mesmo. Seja, na necessidade venérea de ser possuído e de possuir..Sem posses, apenas a se descobrir.

Sexta-feira foi mais um dia dessas raras e intensas histórias que me acontecem (que não sei procuro, mas sei que elas me encontram. E assim, talvez eu tenha devidamente me encontrado). Bem que tentei ignorar a história, ignorar inclusive num sentido muito frio e prático de quem agora incorpora essa história de ser coordenadora de produção. Uma praticidade, que talvez ou tenha tentando sempre ignorar em meu perfil, por que gosto mesmo da subjetividade de um despalavreado. E ele ia passar assim percebido, porém apenas passageiro.

Mas quando minha inquietude fica latejando nas entranhas, na racionalidade e no ponto 'G' da minha espinha não tem como afugentar-me. Era final de feira, fiquei sozinha na praça, algo me levou para o outro lado da rua, no cais do Porto. Tudo já estava se esvaziando por ali. Fui-me a descobrir mundo. Não sei por que? Quem sabe soubesse muito bem o por que? Por que não consigo ignorar as minhas procuras. Porém, do cheiro quieto do Guaíba no final do dia guardei minha quietude, e ao descobrir minha bela história, segui viagem sem olhar para traz. Normalmente não olho para traz, acho que isso se deve pela tímida vontade de dizer que sempre tenho um resto de medo ao partir...

Cheguei em casa agora irrequieta. Tinha sido provocada, sem que ele soubesse que assim o tinha feito. Não conseguia desligar-me do nada...nem um filme, nem um livro, nem um leite quente para durmir. Nem o vento da madrugada me seduzia, já tinha sido seduzida naquele dia e não podia ignorar as minhas procuras. Por fim, lhe disse: 'eu te levo para Uruguaiana'. Ele me respondeu 'como já sabes?' ...

Entre os cantos escondidos de uma Paris, aos recantos de uma Uruguaiana existe uma única diferença: 'o toque leve de uma poesia no meio da tarde'.

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