Demorei para voltar, não é mesmo? Mas quem disse que se mudar é coisa simples. Diria até que se mudar de cidade, sem partir da casa dos pais se torna ainda mais complicado. Especialmente quando a única certeza que se tem é da vontade em dar uma reviravolta na vida, recomeçar profissionalmente e a curiosidade de contemplar o mundo. E foi nestes longos dias entre fazer e desfazer de coisas que meus vazios existenciais ficaram ainda mais latentes. E aí o tamanho da solidão aumenta, mas nem por isso menos vontade, intensidade e alegria na mudança. Afinal, por mais que os anos passam, os passos mudam, os dias se tornam pequenos e nossas insatisfações maiores, não quero mascarar minha tenra felicidade em existir por detrás da dramaticidade e do peso de nossas escolhas. Enfim, reflexões enquanto me desfazia de grande parte das referências de minha vida. Doei roupas, doei livros, minha coleção de camisetas, de copos e canetas. Tentei fazer com que tudo cabesse numa mala. Ok, ok, muitas coisas ficaram encaixotadas lá na velha casa dos meus pais, ainda no velho apartamento de Santa Maria.
Enfim, como diz o amigo Ronai, chega um momento que a vida tem que caber em uma mala. No meu caso este é o momento, mas a mala tem sido pequena para tantas perturbações. Apenas divagando cá em São Paulo um tanto sozinha....
Enfim, como diz o amigo Ronai, chega um momento que a vida tem que caber em uma mala. No meu caso este é o momento, mas a mala tem sido pequena para tantas perturbações. Apenas divagando cá em São Paulo um tanto sozinha....
7 comentários:
Oi Franciele
Sou aquele que te fotografou na romaria da Medianeira, acho que em 2008. A tua crônica sobre a espera da carta contendo a foto foi maravilhosa. Mostrei para os meus filhos. Emocionou-me tua sensibilidade. Depois que entrei para o FB tenho lido alguma coisa sobre tua trajetória. Há pouco vi que ficaste mestre. É MSc? Em quê? Parabéns!!
E o vôo para São Paulo é serviço novo ou é estudo de novo? Sucesso, Benedito
amiga... cazuza já dizia:
"Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada"
muita saudade.
amiga, cazuza já dizia:
"Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada"
muita saudade
"chega o momento em que a vida tem que caber numa mala" eu diria que é para ficar leve o suficiente para viajar na imensidão das possibilidades.
Pô, eu tô aí! No cantinho da mala...
Beijo
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Depois de um tempo percebemos que o que de facto é importante, vive dentro de nós e nada que seja material importa de facto na nossa caminhada rumo a uma concretização pessoal :)
Todas as escolhas que fazemos na vida não são isentas de consequências. Mas quem poderá afirmar com certeza de que, se ao invés de termos virado à direita, tivéssemos escolhido a esquerda, estaríamos melhor!?
Desculpa a intromissão, mas passei e apeteceu-me tatuar :)
Tudo de bom
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