Tormento e complemento: um ensaio aos 103 anos de Oscar Niemeyer

Já falei sobre a paixão tantas vezes por aqui. Mas sempre vale a pena relembrar. Por que eu gosto mesmo das pessas que tem brilho no olhar quando falam, fazem e são motivados pelas escolhas da sua vida. Ou seja, me perdoem os que são descrentes, resignados, acostumados, mas eu não acredito em nada que não seja movido pela paixão, pelo tesão em estar, em ser, em fazer. Não acredito em nada que tenha um minímo de sentido para mim...para minha vida, que não mexa com minha sensibililade, que não seja tormento e complemento. E tenho ainda mais certeza disso depois de ver este texto (http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/oscar-niemeyer-chega-aos-103-anos-com-projetos-em-andamento-e-planos-para-o-futuro) com Oscar Niemeyer. Por que para chegar a essa idade, com tanta vitalidade, vigor e vontade, só com muita paixão, só com muito tesão pelo viver, o "estar" no mundo.
Conhecia as obras de Niemeyer somente pelos livros, pela televisão. Confesso que foi minha primeira vez em frente a uma de suas obras há duas semanas quando estive em Niterói, no Festival Araribóia Cine. Talvez tenha olhado de uma forma muito mais cuidadosa e apaixonada pela sua obra - o Museu de Arte Contemporêa - pela inspiração do amigo Juan Zapata que estava com a equipe do Fórum Entre Fronteras no Festival. Juan, se impressionava com o sentimento despertado por aquele lugar. Um sentimento, quem sabe inexplicável. Eu me deixei olhar e fotografar este lugar com um pouco desse sentimento, que certamente não devia ter a mesma dimensão nos nossos diferentes olhares.
Entre a luz, as sombras e os "vazios" daquele final de tarde: o MAC, Niterói e a incansável beleza de mais um dia tentei esboçar em traços de fotografias. E não tento fotografar mais do que minhas plenitudes, meus vazios: por isso um ensaio a Niemeyer e uma homenagem aos seus 103 anos.



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