Meu tempo/espaço a rasgar minha subversão....

Enquanto todos durmiam no ônibus para Porto Alegre eu acompanhava o dia amanhecer. Por volta das 6 horas da manhã...Resolvi fotografar para tentar dimensionar o espaço/tempo daquela viagem. Mas quando se viaja demais se perde um pouco a noção exata do espaço/tempo. Se é que existe exatidão nessas categorias. Existe quem sabe a possibilidade de subversão deste espaço/tempo. Mas ser subversivo demanda um autoconhecimento sobre nosso próprio olhar sobre o mundo. Por que quem sabe ser subversivo é reconhecer o que se gosta de fato, o que ser quer, mas aí as janelas da percepção estariam abertas. Quando não estão, dói demais, uma dor que não é nada existencial, é carnal mesmo, dói e corrói. Por isso as fotos são visões da janela, são pedaços de mundos, são borradas e cheias de traços descontínuos por que a visão está assim, e a alma se rasga...

Profundo, tudo isso, não? Nada demais, to tentando apenas dizer que quando se viaja demais, cabe fotografar as particularidades do mundo a partir de cada janela do veículo que nos desloca...E eu não sei resolver o mundo, a não ser por fotografia. Sabe que cada vez me dou mais conta disso. Mierda, mexeram comigo. Mexeram com o que estava quieto. Mexeram com minha subversão e agora não sei lidar com ela.

Profundo, tudo isso, não? Nada demais, to tentando apenas dizer que quando se viaja demais, cabe fotografar as particularidades do mundo a partir de cada janela do veículo que nos desloca...E eu não sei resolver o mundo, a não ser por fotografia. Sabe que cada vez me dou mais conta disso. Mierda, mexeram comigo. Mexeram com o que estava quieto. Mexeram com minha subversão e agora não sei lidar com ela.

De volta para Santa Maria, enquanto a maioria das pessoas dormiam cliquei mais um pouco, para tentar dessa vez dimensionar o final do dia: então um novo espaço/tempo re-significados... e o vazio estava grande, quem sabe por que a alma ia se rasgando mais e mais!!! Difícil o autoconhecimento, mais triste viver à mercê e nunca se dar conta do que se é de fato. Gosto da dor e não me incomodo com meu olhar "borrado"...
Texto baseado na "digressão" desta postagem no http://www.tecladosenfarpados.blogspot.com/
2 comentários:
belas as fotos, incrustadas no relato como uma jóia brilhante
bêjo
olá. tudo blz? estive aqui dando umas bisbilhadas. fotos muitos lindas. gostei. apareça por lá. abraços.
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