Thursday, September 09, 2010

Sobre essa história de ser famosa e atrapalhada ao mesmo tempo...



Domingo de manhã saí manca por volta das 11 horas do Hotel Itaimbé. Puta que o pariu que dor que estava sentindo no meu pé esquerdo. Senti, também, breves momentos de raiva da minha falta de sorte na noite. Mas...se bem que...eu tive sorte na noite, sim. Entrei no táxi e logo a raiva passou e me divirti muito com o taxista: de imediato ele me perguntou se eu era de Santa Maria, antes mesmo que eu respondesse, ele perguntou mais: você é famosa, né, já te vi na TV. Fiquei me perguntando: ele está dizendo isso por que só "chiques" e "famosos" ficam no Itaimbé? Ele me reconheceu de algum cartaz no ônibus da universidade, ou em toda a universidade? Ou ele realmente me reconheceu na novela das oito? E passei o resto da manhã rindo das minhas hilárias interrogações e contando para meus irmãos a hilária noite em que mais uma vez torci meu pé - agora o esquerdo. Duas torções em menos de dois meses. Uma péssima estimativa.


E nunca me esqueço quando ganhei meu primeiro concurso de crônica na UFSM. (É esse mesmo que tem meu rosto gordo estampado em todos os cartazes pela cidade. Ai, senti falta de um outdoor no trevo do castelinho). Adivinhem como fui receber o prêmio?? Pois é, de pé quebrado, com três ossos quebrados, de muleta e tudo, depois de não ver um degrau nas ruas esburacadas dessa cidade (culpa do poder público, óbvio, por que nem bêbada eu estava). Um vexame. Mas, no fim das contas essa história do pé quebrado rendeu um outro prêmio, dois anos depois, no mesmo concurso de crônicas da UFSM. Mas, dessa vez fui receber o prêmio normal sem lesões, sem torções, ilesa...É, mas não posso dizer que sobrevivi até hoje sem nenhum arranhão. Por que por mais que eu seja famosa, meu rosto esteja estampado em todos os cartazes pela cidade, não adiante sou atrapalhada e sempre me bato em todos os cantos de mesa, e isso não é desculpa pelos roxos gigantes nas minhas pernas, isso é fato, eu sempre me bato. Gente... e fica uns roxos gigantes e demoram dias para passar, assim como ta meu pé agora, roxo, preto..com aspecto de podre, sabe...Aiiiiiiiiii, que nojo diriam alguns, eu já to acostumada, mas sempre com muito glamour...ha ha ha...




Mas o mais engraçado de estar em todos os cartazes na universidade e no ônibus é os diálogos que tento estabelecer comigo mesmo, com a Fran do cartaz - que aliás ta o óh, meu figurino não estava adequado, aquele cabelo lambido e o sorriso ta forçado, mas eu não tenho sorriso forçado, sou tão feliz. Esses dias estava de cara e resolvi sentar sobre mim mesmo no banco do paradão, mas o pior foi um menino que jogou a mochila pra cima de mim. Grosseiro. Ou então, várias vezes parei ao lado do cartaz para ver se algum passageiro me reconhecia, pedia um autógrafo coisa e tal. Nunca tive sucesso, mas assim vou me divertindo, meus dias ficam menos ansiosos e meu contentamento descontente se apazigua...

Ah sim, gente, o concurso de crônicas está aberto até o dia 19 para se inscrever. Contem suas hilárias histórias na UFSM, eu já estou com a minha pronta, essa não se trata de pé quebrado, nem torcido, nem nada, mas é uma baita história para ser lembrada. Aguardem!!! E se inscrevam www.ufsm.br/volver

1 comentários:

Carla Arend said...

hahaha, que delícia!
porque tu tava no itaimbé? méé!