A primeira noite do SMVC na praça...
Não tenho como negar a música do Santa Maria Vídeo e Cinema sempre mexeu comigo. Santa Maria é uma cidade muito especial para mim, e o SMVC também sempre foi. E mesmo que agora a coisa já não seja mais tão distante e envolta de um possível "glamour" a música continua mexendo comigo. Talvez seja a nostálgica sensação de tantas coisas que já se passaram por estes 9 anos aqui nesta cidade. E eu nasci em Santa Maria junto com o SMVC, confesso que não me lembro direito do primeiro festival, mas me lembro de praticamente todos os outros e especialmente das pessoas e encontros que tive nestes 9 anos. Agora, também em tom de confissão, admito que voltar à Santa Maria está sendo cada vez mais difícil, pois maioria das pessoas que sempre me acompanharam no SMVC e em tantas manifestações daqui já se foram.
Mas, quero mesmo falar da primeira noite do SMVC que foi muito bacana, mesmo com as dificuldades visíveis de negociações entre administração pública e SMVC, ontem o festival estava na praça, sem grande glamour, mas com essência e modéstia de ser um festival para todos e no espaço mais democrático que uma cidade pode ter: a praça. E isso é muito bacana. Ressalto o espetáculo teatral de abertura, uma sátira à vida de grandes personagens de Santa Maria e que tive o prazer de algum momento conviver e compartilhar ideias: Lobato, Jair Alan, Sérgio de Assis Brasil. Paro os nomes por aqui para não ser injusta a tantos outros que fazem a história do teatro e do cinema na cidade. Parabéns, gurizada do teatro sempre muito pertinentes e convictos em suas paixões pelo palco. E sem falar que satirizar a figura simplesmente sensacional do Jair Alan não tem preço. Ah, não acredito que vocês nunca viram o comercial da YASCHICA ME, ESSA É A MAIS BARATINHA. Grande sucesso das telas. Rsrsrs.
Bueno, porém não posso deixar de dar meu pitaco na produção cinematográfica de Santa Maria e região, que foi apresentada na Mostra Regional e local ontem à noite. É..Santa Maria precisamos incentivar a produção por aqui, senão vai acontecer o que vimos ontem a noite, muitos vídeos institucionais e grandes reportagens sendo exibidas como documentários e afins. Complicado, nem por isso com menos mérito, óbvio. Ao menos, existe uma produção audiovisual que circula, que está no telão da praça. Então foi possível ver: muitos exercícios acadêmicos (aliás, cadê o povo da UFSM - da Facos que sempre teve uma mínima produção?); uma história nem tão boa mas com uma ótima fotografia e uma trilha sonora que sustentava a narrativa; foi possível ver muito sangue desnecessário, mas enfim, salve a liberdade de expressão e criação; o ótimo e sempre coerente humor do nosso diretor restinguense..que por sinal teve o que de mais gratificante é em qualquer festival o reconhecimento e o envolvimento do público. Tivemos histórias de óvnis e uma tentativa de uma possível Itália em Silveira Martins...E tempo sempre veloz...mas eu deixaria o tempo falar por si só... (tudo isso é opinião muito pessoal, e que me dou a liberdade de expressar aqui, por ser um espaço também muito pessoal)
Por fim, muito pouco, a meu ver para uma cidade que tem o cinema, o cineclubismo como referências. Fica aí, o desafio para todos nós no próximo ano fazermos com que a Mostra regional e local venha às telas com mais vigor, mais proposta de linguagem, bons roteiros....(e essa também é uma responsabilidade assumida por mim enquanto realizadora).
E hoje, então começamos a Mostra Nacional e confesso mais uma vez que estou com um frio na barriga, com muita expectativa e louca para estar em mãos com a lanterna e aquela "prancheta".
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