Belém enlouquece qualquer antropólogo e fotógrafo...
Bueno, a história começou assim: estava em Porto Alegre ontem à tarde bem facera em altos papos com uma pessoa muito especial da capital, então virei meu pé quando não vi um baita degrau na minha frente. Isso já aconteceu comigo outras vezes, eu sou muito atrapalhada mesmo. Mas, na última vez quebrei três ossos. Bom, não dei muita bola para a dor que estava sentindo e corri para o aeroporto, pois ia perder meu Vôo para Belém. E tava doendo muito, mas estava tão eufórica que preferi ignorar a dor e decidi que ia tirar minha bota somente em Belém quando chegasse no hotel (to chique não, de mala de rodinha e ficando em hotel, outro nível, outros tempos..juraaaaa). Sabia que tinha uma escala em Brasília depois de 3 horas de viagem, mas não contava com a segunda escala em Marabá. Ou seja, duas escalas são três vezes o avião subindo e descendo. Na primeira escala em Brasília foi tudo bem, estava com duas crianças super divertidas do meu lado: eu lendo Bokowski e tendo pensamentos eróticos com o comissário de bordo (e vai muito a pena, rsrsr) e as crianças desenhando casinhas e homenzinhos. Conversamos muito, porém evitei que eles vissem a capa do livro. Eram muito jovens ainda para: as ereções, ejaculações e pornografias do escritor.
Na segunda escala em Marabá a coisa foi piorando, o cansaço depois de 6 horas em um avião foi aumentando, a gorda do meu lado reclamando que a porra do banco não reclinava (sim, pegamos os assentos na saída de emergência); a comissária de bordo era feia e tinha uma voz irritante. Puta que o pariu minha cabeça ia explodir e depois de 7 horas se eu ficasse mais 5 min naquele avião eu ia explodir, minha bota ia explodir, meu pé ia explodir. Desci do avião em Belém e senti o drama: caracas que calor insuportável. 40º no mínimo, e já senti meu corpo reagindo: pressão baixa e afins. Cheguei no hotel às 2 da manhã fui recebida por um atendente muito querido, que me levou até o quarto, mas ignorou meu pedido de um saco com gelo para o pé. sentia muito dor mesmo. Tirei a bota e vi estrago. O pé estava muito inchado. Resolvi tomar um banho e durmir e deixar para resolver tudo no outro dia.
Mesmo assim, hoje acordei cedo, tomei um bom café e roubei um copo de gelo para meu pé, já que o hotel não tinha para oferecer e não deram a mínima atenção para meu problema. E depois de uma massagem e um tempo com um saco de gelo enrolado no pé, me senti em condições de sair para a rua. Duas quadras bastaram para me dar conta que Belém é muito louco, um lugar antropológico por si só. Pirei...perfeito para qualquer antropólogo e fotógrafo. Passei na farmácia e comprei um protetor solar 30FPS, um bom antiflamatório e me fui andando pelas ruas de Belém.
Bueno, a história começou assim: estava em Porto Alegre ontem à tarde bem facera em altos papos com uma pessoa muito especial da capital, então virei meu pé quando não vi um baita degrau na minha frente. Isso já aconteceu comigo outras vezes, eu sou muito atrapalhada mesmo. Mas, na última vez quebrei três ossos. Bom, não dei muita bola para a dor que estava sentindo e corri para o aeroporto, pois ia perder meu Vôo para Belém. E tava doendo muito, mas estava tão eufórica que preferi ignorar a dor e decidi que ia tirar minha bota somente em Belém quando chegasse no hotel (to chique não, de mala de rodinha e ficando em hotel, outro nível, outros tempos..juraaaaa). Sabia que tinha uma escala em Brasília depois de 3 horas de viagem, mas não contava com a segunda escala em Marabá. Ou seja, duas escalas são três vezes o avião subindo e descendo. Na primeira escala em Brasília foi tudo bem, estava com duas crianças super divertidas do meu lado: eu lendo Bokowski e tendo pensamentos eróticos com o comissário de bordo (e vai muito a pena, rsrsr) e as crianças desenhando casinhas e homenzinhos. Conversamos muito, porém evitei que eles vissem a capa do livro. Eram muito jovens ainda para: as ereções, ejaculações e pornografias do escritor.
Na segunda escala em Marabá a coisa foi piorando, o cansaço depois de 6 horas em um avião foi aumentando, a gorda do meu lado reclamando que a porra do banco não reclinava (sim, pegamos os assentos na saída de emergência); a comissária de bordo era feia e tinha uma voz irritante. Puta que o pariu minha cabeça ia explodir e depois de 7 horas se eu ficasse mais 5 min naquele avião eu ia explodir, minha bota ia explodir, meu pé ia explodir. Desci do avião em Belém e senti o drama: caracas que calor insuportável. 40º no mínimo, e já senti meu corpo reagindo: pressão baixa e afins. Cheguei no hotel às 2 da manhã fui recebida por um atendente muito querido, que me levou até o quarto, mas ignorou meu pedido de um saco com gelo para o pé. sentia muito dor mesmo. Tirei a bota e vi estrago. O pé estava muito inchado. Resolvi tomar um banho e durmir e deixar para resolver tudo no outro dia.
Mesmo assim, hoje acordei cedo, tomei um bom café e roubei um copo de gelo para meu pé, já que o hotel não tinha para oferecer e não deram a mínima atenção para meu problema. E depois de uma massagem e um tempo com um saco de gelo enrolado no pé, me senti em condições de sair para a rua. Duas quadras bastaram para me dar conta que Belém é muito louco, um lugar antropológico por si só. Pirei...perfeito para qualquer antropólogo e fotógrafo. Passei na farmácia e comprei um protetor solar 30FPS, um bom antiflamatório e me fui andando pelas ruas de Belém.
E quando se viaja sozinha, se é loira e se tem uma máquina um pouquinho melhor em mãos, existem duas alternativas: ou se ignora que tens uma máquina e curte o lugar sem se preocupar em registrar e sem dar bola para os flertes, ou então, se integra a "comunidade" e assume que você tem uma máquina e que tem um sentido ela estar ali. Eu sempre fico com a segunda opção. E tinha esquecido o enorme prazer de ficar - ao menos um tempo - viajando sozinha. Vou para onde quero, falo com quem eu quero, como o que me convém e aonde me convém. E o Mercado Ver o peso é o lugar mais louco que já vi. Sério, e olha que tenho andado um bocado.
De imediato me integrei a "comunidade": troquei informações, contei histórias, ouvi histórias, fiquei sabendo o segredo de todas as pimentas, de todos os camarões, comi peixe, tomei muito suco de cupuaçu, subi em um barco, fui protegida pela "galera" da feira, que me chamavam de: Sophia Loren, Sophia Loira, me perguntavam se a cor dos meus olhos era de verdade..Hhauahauahauhau...E eu me achando a gringa ali no meio, mas deixei bem claro que sou gringa do sul, tchê.
Mas para não dizerem que sou só chegada na "cultura popular" de tarde dei umas bandas na Estação das Docas, ali a coisa é mais chique, tomei um sorvete, duas bolas por R$ 6,40 de cupuaçu com tapioca. Caro, mas recomendável. Andei pela horla do Rio e sofri um bocado com o calor amazônico.
Nem preciso dizer que estou adorando, amanhã vou passear de barco. Seis horas, por rios, ilhas, trilhas e um bom banho de rio, incluindo o almoço, tudo isso por R$ 51,00. Acho que vale a pena, não. E o pé? Continua inchado, continua doendo, e eu estou gripada, com imunidade baixa, mas nada que um dos milhares de chá do mercado não resolvam. E vamos que vamos, que amanhã será outro grande dia turístico, depois 4 dias de Reunião Brasileira de Antropologia. E o desfalque financeiro? Nem quero pensar nisso: vi muitos vestidos, brincos, colares, todos a minha cara. Rsrsrs. Como diz o Diou vai ficar dois meses andando que nem "pinheiro de natal", é...se não estivesse frio no sul eu voltava de índia..rsrsr (é bom nem lembrar essa história)
1 comentários:
Lindas as fotos, Fran!
Como está o pé?
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